05 dezembro 2010

Maquiando fotos aéreas 2 (Vianna Espaços Modulares)

Mais uma da série Maquiando fotos aéreas.

O empreendimento será localizado no município de Cotia (São Paulo) às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP270), bem próximo ao trevo de acesso à Av. São Camilo. A área maquiada, que aparece com uma cobertura na cor verde, à esquerda na foto abaixo, está localizada na rua Adib Auada esquina com Rua Monet.

Segundo o site Apontador (http://goo.gl/gJLFV) nesse endereço fica a empresa Stock Aig.

Segundo o Wikimapia (http://goo.gl/Fmfxt) ao lado da área maquiada funciona a General Electric (sede Cotia).

A área maquiada também aparece no Google Mapas: http://goo.gl/djua7

Quem sabe o que a Construtora Ditolvo está querendo maquiar? À propósito, o site http://www.viannaespacosmodulares.com.br que está sendo divulgado como a página para saber mais sobre o empreendimento estava funcionando apenas para aqueles que possuíam senha, ou seja, acesso restrito.




Descrição do empreendimento

12 novembro 2010

Análise dos mapas das eleições 2002, 2006 e 2010

Artigo "Cartografia e análise política: mapas políticos ou a política em mapas?" de Sonia Terron (http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=61&id=766) no número especial da revista ComCiência, editada pelo Labjor e SBPC, sobre CARTOGRAFIA traz uma interpretação interessante sobre os mapas eleitorais.

Ela fala:

"O padrão de 2002, que se assemelha ao de um mosaico de municípios de votações altas e baixas, contrasta com o padrão regionalizado de 2006. A construção do novo padrão territorial na região Nordeste, que desde 1989 não havia demonstrado essa coesão com nenhum outro candidato ou partido, pode ser associada às políticas sociais de transferência direta de renda implementadas no primeiro mandato do governo Lula, em particular ao programa Bolsa Família (Soares e Terron 2008; Terron 2009). A contribuição do Bolsa Família nos rendimentos mensais per capita nos municípios do Norte e do Nordeste são significativamente superiores aos demais municípios do país."

Dá uma olhada nos mapas:

29 setembro 2010

Envelhecimento da População (Pirâmides etárias da GE)

Pirâmides etárias animadas para diversos países entre 1950 e 2050 elaboradas pela General Electric (GE). Agradecimento ao Prof. José Eustáquio Diniz Alves (ENCE/IBGE) pela dica.

Abaixo um exemplo com Japão (em vermelho) e China (amarelo), em 2010. Mais em http://www.healthymagination.com/blog/visualizing-tomorows-population-trends/ ou direto em http://www.ge.com/visualization/aging/.

Mais gráficos elaborados pela General Electric em http://www.healthymagination.com/projects/data-visualizations

24 agosto 2010

Publicações Embrapa Agroindústria de Alimentos

Publicações da Embrapa Agroindústria de Alimentos disponíveis para donwload gratuito.

Entre no site e faça o cadastro e serão fornecidos os links para download.

A seguir uma seleção de 2 publicações:

12 passos para uma alimentação saudável

Link para download

Resumindo....

  1. Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma, no mínimo, cinco porções por dia.
  2. Coma feijão no mínimo quatro vezes por semana.
  3. Fique atento ao tamanho das porções dos alimentos.
  4. Reduza o consumo de doces e outros alimentos ricos em açúcar para, no máximo, duas vezes por semana.
  5. Faça de quatro a seis refeições por dia. Não “pule” as refeições.
  6. Reduza o consumo de sal. Tire o saleiro da mesa.
  7. Beba, no mínimo, dois litros de líquidos por dia. Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas.
  8. Aprecie a sua refeição. Coma devagar.
  9. Reduza o consumo de alimentos gordurosos para, no máximo, uma vez por semana.
  10. Seja ativo. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física regularmente.
  11. Mantenha o seu peso dentro de limites saudáveis.
  12. Monte seu prato com alimentos variados em diferentes proporções.
Promover o consumo de frutas, legumes e verduras: Estratégia de saúde da família

13 agosto 2010

Dica de Site: Processamento Digital

Site interessante, cheio de dicas, sugestões e novidades em Sistemas de Informação Geográfica, Geoprocessamento e otras cositas más.


Vai lá!!

NOTA: A partir desta postagem o link pro site sugerido vai constar na barra lateral desde profissão: geoógrafo que vos fala.

23 julho 2010

Conforto térmico em praças e parques de Campinas, Bauru e Presidente Prudente

A reportagem "Desconforto que não se sente" de Alex Alcântara foi publicada em 23 de julho de 2010 na revista on-line Agência FAPESP (http://www.agencia.fapesp.br/materia/12510/desconforto-que-nao-se-sente.htm).

Ela traz os resultados do projeto “Conforto térmico em espaços públicos abertos: aplicação de uma metodologia em cidades do interior paulista” (apoiada pela FAPESP) realizada em parques, praças e espaços públicos de lazer.

A pesquisa foi realizada entre 2008 e 2009 e captou características ambientais como temperatura, umidade relativa do ar, radiação solar, presença e localização de equipamentos em espaços públicos de Campinas, Bauru e Presidente Prudente.
Espaços estudados, segundo o município:

Campinas: (1) Parque Portugal (Parque Taquaral); (2) Praça Imprensa Fluminense (Centro de Convivência); (3) Praça Largo do Pará.

Bauru: (1) Praça da Paz; (2) Bosque da Comunidade; (3) Calçadão da rua Batista de Carvalho.

Presidente Prudente: (1) Praça Nove de Julho; (2) Parque do Povo; (3) Calçadão da rua Tenente Nicolau Maffei.

Abaixo um mapa com a localização dos espaços públicos em cada município.

                                                                     


Pesquisadores envolvidos: Lucila Chebel Labaki (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp), Maria Solange Gurgel de Castro Fontes (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp em Bauru), Carolina Lotufo Bueno Bartholomei (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp em Presidente Prudente), e alunos da pós-graduação e graduação.

O projeto utilizou uma estação meteorológica móvel desenvolvida para o projeto no Laboratório de Conforto Ambiental e Física da Unicamp.

Com base nos dados dessa estação, segundo a reportagem de Alex Alcântara, o projeto identificou que 51% dos indivíduos pesquisados consideraram-se “termicamente neutros” nos vários espaços e condições climáticas avaliados, e para o intervalo de temperatura de neutralidade no índice PET o percentual de satisfeitos foi de 61%.

A seguir transcrevo alguns pontos de destaque na reportagem, que pode ser lida integralmente em http://www.agencia.fapesp.br/materia/12510/desconforto-que-nao-se-sent:

De acordo com Lucila Chebel Labaki, professora titular da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, o confronto entre as condições de conforto real e calculado e a percepção dos usuários em relação à sensação e à satisfação térmica aponta uma diferença significativa entre os espaços.
“O que nos chamou a atenção é que, apesar de os dados calculados evidenciarem de uma maneira geral um grande desconforto térmico nesses espaços, causado pelo frio ou calor, a maioria dos usuários relatou se sentir confortável”, disse Lucila à Agência FAPESP.
Segundo ela, o estudo sugere que o prazer de estar em espaço público, associado ao tempo livre, decorre de uma somatória de fatores, dentre os quais o microclima, mas esse não é decisivo para a percepção de conforto.
Além de caracterizar os espaços escolhidos, o estudo monitorou condições microclimáticas (temperatura do ar, umidade relativa e velocidade do ar, radiação solar) ao utilizar o índice PET (Temperatura Equivalente Fisiológica, da sigla em inglês), que engloba uma série de fatores – como temperatura, umidade relativa do ar, radiação solar, entre outros – para avaliar o conforto térmico.
Além disso, também foram aplicados questionários junto aos usuários dos espaços para identificar a sensação e satisfação térmica em diferentes condições de tempo (frio e seco, quente e úmido, quente e seco).
Segundo Lucila, a avaliação do conforto térmico nesses espaços requer não apenas o conhecimento das condições microclimáticas, que são importantes para cálculos térmicos. “Exige-se também a análise dos aspectos de cada ambiente e de como influenciam os usos, o tempo de permanência e a percepção dos usuários sobre o lugar”, indicou.
Em outro estudo de Lucila apoiado pela FAPESP, concluído em 1999, com cinco espécies que arborizam áreas urbanas de Campinas (SP) – sibipiruna, ipê-roxo, magnólia, chuva-de-ouro e jatobá –, a pesquisadora verificou que todas as árvores analisadas reduziam bastante os efeitos da radiação solar e ofereciam maior conforto térmico.
As análises nos espaços nas três cidades no interior de São Paulo permitiram identificar um melhor desempenho para as áreas arborizadas.
“Isso não apenas pelas características microclimáticas, mas também porque os espaços mais arborizados oferecem mais opções de permanência, pela disponibilidade de mobiliários e equipamentos de lazer e exercícios, por exemplo”, disse.
Por outro lado, segundo Lucila, os aspectos que mais contribuíram para o comprometimento da qualidade dos espaços pouco arborizados, além do microclima, foram a quantidade e qualidade dos bancos, localização inadequada e uso de materiais menos confortáveis para tais assentos, como concreto.
A pesquisadora salienta que, embora a arborização contribua para o conforto térmico não há uma relação direta entre melhor conforto e arborização. “Mas nos espaços analisados observou-se essa relação. Pode ser que uma maior preocupação do poder público com a arborização de uma área implique maior cuidado com os outros aspectos”, destacou.

Visão Panorâmica do Google Street View do Parque Taquaral em Campinas/ SP.


Visualizar Conforto térmico em parques e praças - Campinas em um mapa maior

21 junho 2010

Florestas aqui, fazendas lá

Deu na Folha de São Paulo de hoje (21/06/2010) a reportagem de Claudio Angelo "Proteger floresta no Brasil faz bem para a agricultura dos EUA" que diz mostra o estudo "Farms here, Forest there: Tropical Deforestation and U.S. Competitiveness in Agriculture and Timber" elaborado por David Gardiner e Shari Friedman. O título do estudo pode ser traduzido comoFazendas aqui (nos EUA), florestas lá (nos países tropicais): Desflorestamento nos trópicos e competitividade norte-americana na agricultura e na madeira.

O relatório pode ser baixado da página da Avoided Deforestation Partners clicando em http://adpartners.org/pdf/ADP_Report_052410a.pdf


Uma das conclusões do relatório é que a proteção de florestas e a redução do desmatamento nos países tropicais (Brasil incluído) pode favorecer a economia norte-americana. É um bom argumento para os empresários e políticos de lá para protegerem o nosso ambiente. Segundo Angelo: "O objetivo do documento, lançado no fim de maio pela ONG Avoided Deforestation Partners, é convencer senadores dos EUA ligados ao agronegócio, a aprovarem a lei de mudança climática em tramitação no Senado. A lei prevê que os EUA possam negociar créditos de carbono ilimitados pelo desmatamento tropical evitado. Ou seja, o país pagaria para manter a floresta em pé no Brasil, por exemplo, e poderia abater o carbono que seria emitido pelo desmate das próprias metas de corte de poluição. O Brasil tem se oposto nas negociações internacionais a permitir que a redução no desmate possa gerar créditos ilimitados."

Mas esse relatório está sendo usado por políticos ruralistas e latifundiários brasileiros para justificar a revisão do Código Florestal Brasileiro. Veja que por exemplo a reportagem foi republicada em diversos sites ligados ao agrobusiness como o portal Agrolink e o PorkWorld, portal da suinocultura brasileira.

Na reportagem de Claudio Angelo aparecem as opiniões de dois representantes de grandes ONGs ambientalistas:

Paulo Adário, do Greenpeace, diz que usar a pesquisa como subsídio para mudar a lei brasileira seria ruim para a bancada ruralista pois o estudo tem problemas sérios. O principal é não levar em conta que reduzir o desmate não diminui a fronteira agrícola brasileira. Adário diz que "Só na Amazônia você tem 20 milhões de hectares de terras degradadas e abandonadas. Quando você para de desmatar, as terras já abertas ganham valor".
Adário diz que um estudo de Gerd Sparovek, da ESALQ/USP, mostra como é possível dobrar a produção no Brasil só usando áreas abertas e com alta aptidão agrícola. E lembra que desde 2006 vigora uma moratória ao plantio de soja em áreas desmatadas na Amazônia, e nem por isso caíram a produção e a produtividade caíram, pelo contrário, neste ano ambas cresceram.
Para Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira, diz que o estudo faz projeções burras associando linearmente hectares de desmatamento com a produção. Para Smeraldi: "Assim, desconsidera que a determinante para a produção não é área e sim produtividade, especialmente nos países onde a produtividade média é baixa, o que é o caso das pastagens no Brasil."
Abaixo alguns trechos da reportagem da Folha:
- Estudo diz que americano pode ganhar até US$ 270 bi em 2030 com queda no desmate. O argumento é que a maior proteção às florestas prejudicará a produção de carne, soja, dendê e madeira em países como o Brasil. Isso levaria a um aumento dos preços e à abertura de um buraco na oferta, que seria preenchido pelos EUA.
- "Eliminar o desmatamento até 2030 limitará a receita para a expansão agrícola e para a atividade madeireira nos países tropicais, nivelando o campo de jogo para os produtores americanos no mercado global de commodities", afirma o estudo.
- O estudo corrobora a visão de que a conservação ambiental é uma desculpa dos países desenvolvidos para impor barreiras à agricultura do Brasil, mais competitiva.
- Tal visão permeia o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que propõe reformar o Código Florestal reduzindo as áreas de mata protegidas em imóveis rurais. A proposta tramita numa comissão especial da Câmara dos Deputados.

16 junho 2010

Relatório Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo



Ocorreu ontem (15/6) na capital paulista o lançamento do relatório Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo elaborado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre outros. Na abertura do evento foi realizada uma homenagem ao Prof. Daniel Hogan, da Unicamp, que coordenou parte da pesquisa.


A seguir alguns trechos da reportagem "Vulnerabilidade na Mira" de Fábio de Castro na Agência Fapesp sobre o lançamento do relatório, disponível em http://www.agencia.fapesp.br/materia/12327/vulnerabilidades-na-mira.htm, e algumas imagens disponíveis no próprio relatório:

Trechos:

"Caso siga o padrão de expansão apresentado na última década, a mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo terá o dobro do tamanho em 2030, com aumento dos riscos de enchentes e deslizamentos. A maior parte da expansão urbana deverá ocorrer exatamente nas áreas mais vulneráveis às consequências das mudanças climáticas e a maior parte dos impactos será sofrida pelos mais pobres."

"O estudo, que faz projeções climáticas para os próximos 20 anos e cenários futuros entre 2070 e 2100, formou a primeira base para a produção de mapas qualitativos de riscos de deslizamentos, enchentes e riscos sobre a saúde na região, indicando espacialmente as vulnerabilidades frente aos efeitos do aquecimento global."


Figura 1: Distribuição dos pontos de alagamento sobre as áreas mais suscetíveis ao risco de inundação nas margens dos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e Aricanduva. Fonte: Processado com base nos dados do Centro de Gerenciamento de Emergência - CGE/ PMSP, 2010. (p.14 e 15 do relatório)

"Participaram do estudo pesquisadores do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe, do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp)."
"Para construir os cenários, os pesquisadores aplicaram um modelo de projeção de mancha urbana associado ao modelo conhecido como Hand, que permitiu identificar as possíveis áreas que teriam ocupação urbana no futuro e qual o risco potencial, caso o padrão de uso e ocupação do solo atual se perpetue sem nenhuma alteração e controle."



Figura 2: Modelo “HAND” utilizado para identificação das áreas suscetíveis a inundações e deslizamento na RMSP. Fonte: Processado com base no Modelo Digital do Terreno (MDT) da EMPLASA fornecido pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM). (pág. 20 do relatório)


"Segundo o relatório, hoje cerca de 30% da população da região metropolitana de São Paulo, ou aproximadamente 2,7 milhões de pessoas, vive em comunidades, cortiços e habitações precárias, muitas vezes ilegais."
"O estudo dividiu as vulnerabilidades em diversas categorias, definindo os principais cenários de risco, como enchentes e inundações, enxurradas com alto potencial de arraste, alagamentos em diferentes pontos, lixo lançado nos cursos d’água, escorregamentos de massa em encostas e eventos pluviométricos mais severos. O trabalho avaliou também os diversos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde humana."



Autores por unidade
Centro de Ciência do Sistema Terrestre, INPE
Carlos A. Nobre
José A. Marengo
Antonio D. Nobre
Sinésio Alves Jr.
Gustavo Costa Moreira da Silva
Núcleo de Estudos de População, UNICAMP
Andrea F. Young
Faculdade de Medicina, USP
Paulo Saldiva
Instituto de Geociências e ciências exatas, UNESP – Rio Claro
Magda Lombardo

O sumário executivo do estudo Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo pode ser lido em: www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/megacidades.pdf

11 junho 2010

Rumo a terra sem males - mitologia Guarani por Bruno Ortiz

Longa Jornada
Texto e Arte: Bruno Ortiz

Depois da terra incendiada

a lágrima pura de um homem
salvou a humanidade de um fim
a que estava fadada.

E quando aquela terra,
que parecia encantada

ganhou donos e tornou-se propriedade,
teve início nova caminhada.

Rumo a terra sem males.

http://brunortiz.blogspot.com/2010/03/rumo-terra-sem-males-mitologia-guarani.html

10 junho 2010

Relatório da FAO indica diminuição do desflorestamento mundial

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou em 25 de março de 2010 a versão preliminar do relatório "Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais 2010", cuja versão final apenas será divulgada em outubro. Esse relatório é publicado a cada 5 anos e a versão de 2010 contou com a participação de 900 especialistas de 178 países, cobrindo a realidade de 223 países e territórios.

As principais conclusões são que o desmatamento diminuiu nos últimos 10 anos mas ainda continua num ritmo alarmante em diversos países. Entre 2000 e 2010 a perda de florestas foi de 13 milhões de hectares por ano, sendo que na década de 1990 a perda foi de 16 milhões.

Segundo o relatório, que pode ser baixado em: https://www.fao.org.br/ddmcramp.asp:
Brasil e Indonésia, que tiveram os maiores taxas de perdas florestais nos anos 90, reduziram significativamente suas taxas de desmatamento. Além disso, ambiciosos programas de plantações florestais em países como China, Índia, Estados Unidos e Vietnã – combinados com a expansão natural de florestas em algumas regiões – tem adicionado mais de sete milhões de hectares de florestas a cada ano.

Claudio Angelo publicou na Folha de São Paulo de 26 de março de 2010, no caderno Ciência, uma reportagem chamada "Perda de florestas cai 19% em uma década". Reproduzo a seguir o infográfico da reportagem.

05 junho 2010

Mancha de óleo da British Petroleum

Ferramenta para visualizar a mancha de óleo do desastre da British Petroleum (BP) nos Estados Unidos em outros lugares. Em 20 de abril de 2010, uma explosão iniciou o lançamento de milhares de barris de petróleo no Golfo do México.

E se se fosse na minha casa? É o nome do site - http://www.ifitwasmyhome.com/

E se fosse em Ilha Bela (São Paulo)?



E se fosse na Jamaica?

Para saber mais conheça o infográfico de David MacCandless (5 de maio de 2010): "In Deep water: Can we afford to spill any oil?" (que pode ser traduzido como "Em águas profundas: Podemos nos dar ao luxo de derramar petróleo?").



Esta charge foi publicada na Folha de São Paulo de 28 de maio de 2010 (caderno Mercado). E pergunta quem foi o responsável pelo derramamento de petróleo no Golfo do México:



Homem de terno: Se a Transocean não foi responsável.... E a Halliburton não foi responsável.... E a BP não foi responsável...

Então, quem foi?

Comissão: Estamos determinados a achar o culpado, apesar de as grandes companhias serem nossas grandes contribuintes de campanha. Então, você estava pescando no golfo naquele dia, certo?

Pescador: Sim. E não tinha nada mordendo a isca. Aí a linha se enrolou no equipamento de perfuração e Ahhhhhhh! Óleo para todos os lados.

Bicho no canto direito inferior: Pronto! Os grandes estão salvos da forca.

29 maio 2010

Homenagem para Milton Santos - Dia do Geógrafo 2010

Parabéns aos geógrafos!!



Agradeço à colega Ana Stumpf Mitchell pela dica dessa música que apresenta um trecho do livro do Milton Santos na voz de Hebe Alves!

CD: "Salve as Folhas" (2007) - Representa o material didático utilizado nas oficinas "Compreendendo o Meio Ambiente a partir da audição", iniciado em 2007 pelo Instituto do Meio Ambiente, através da DEAMA (Bahia).

Composição: Danilo Caymmi/Dudu Falcão

Percussão: Giba Conceição
Texto: Milton Santos
Voz: Hebe Alves
Violão: Mario Ulloa




Trecho falado é baseado em um texto do geógrafo Milton Santos.
Veja dos detalhes:
Letra de "O Bem e o Mal"
"O que eu quero dizer é que a busca da utopia, é algo de ancestral e companheiro do homem . Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela tão pouco é possível pensar porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
Trecho da Conferência magna proferida por Milton Santos no I Seminário Nacional Saúde e Ambiente no Processo de Desenvolvimento, em 12 de julho de 2000. Um dos eventos que marcou o centenário da Fundação Oswaldo Cruz.
Versão 1:
"A mensagem mais importante que gostaria de passar é que a busca da utopia é algo ancestral e companheirodo homem. O que distingue o ser humano dos outros animais não é o dedão, é exatamente o fato de queele é portador de utopia. Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela também é impossível pensar, porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
(referência: SANTOS, Milton. Saúde e ambiente no processo de desenvolvimento. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2003, vol.8, n.1, pp. 309-314. ISSN 1413-8123. p.310. Disponível em http://www.scielosp.org/pdf/csc/v8n1/a24v08n1.pdf)
Versão 2:
"O que eu quero dizer (mesmo,) é que a busca da utopia, é algo de ancestral e companheiro do homem (, porque o que distingue o homem dos outros animais não é esse dedão, é exatamente o fato de que ele é portador de utopia. Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela tão pouco é possível pensar porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
(Conferência Magna Dr. Milton Santos – USP. I Seminário Nacional Saúde e Ambiente no processo de Desenvolvimento – 12 de julho de 2000. Disponível: http://leonildoc.orgfree.com/milton.htm)

07 maio 2010

Notícia Pesquisa Fapesp: Morre Daniel Hogan

Republicando a partir de Revista Fapesp Online
NOTÍCIAS
Morre Daniel Hogan
Demógrafo alertou sobre os impactos das mudanças climáticas nos centros urbanos
Edição Online - 28/04/2010


A maioria dos estudiosos das mudanças climáticas olha para o céu e para os levantamentos históricos para prever o comportamento do tempo. Com um olhar complementar, Daniel Hogan olhava para a terra – mais exatamente, para as cidades. Um dos raros especialistas em ciências humanas voltados à avaliação dos impactos das alterações do clima, em novembro de 2009 Hogan apresentou as conclusões de um levantamento que havia coordenado, mostrando que um dos pontos da cidade do Rio de Janeiro mais sensíveis aos excessos do clima eram as proximidades da lagoa Rodrigo de Freitas e as Baías de Guanabara e de Sepetiba – de fato, essas áreas e as pessoas que viviam nelas estavam entre as mais atingidas pelas chuvas intensas do início deste ano no Rio. Já em São Paulo as áreas mais sensíveis são as próximas ao leito dos rios Tietê e Pinheiros, espaço de inundações constantes sob as chuvas de dezembro e janeiro.
Hogan, que morreu em consequência de um câncer na bexiga na madrugada do dia 27, era um dos coordenadores do projeto Megacidades, um amplo estudo sobre o clima, solo, relevo e condições de vida de populações de cidades como São Paulo apoiado pelo Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais. Um de seus propósitos era fazer com que as conclusões desse estudo chegassem a quem pudesse trabalhar para evitar tragédias causadas pelos temporais do início de cada ano.
Homem cortês e prestativo, voz sempre baixa, Daniel Joseph Hogan era professor de demografia e pesquisador dos Núcleos de Estudos de População (Nepo) e de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Hogan chegou à Unicamp em 1972, depois de ter se graduado em Letras no Le Moyne College, em Syracuse, Estados Unidos, e feito o mestrado em sociologia do desenvolvimento e o mestrado em demografia, ambos na Universidade Cornell, também nos Estados Unidos. Na Unicamp, vinculou-se ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e foi pró-reitor de pós-graduação de 2002 a 2005. “Com sua capacidade de articulação e diálogo, Hogan conseguiu criar uma ampla rede de pessoas dedicadas a pensar e trabalhar por um mundo mais sustentável, justo e humano”, comentou a diretora do Nepo, Regina Maria Barbosa, ao Jornal da Unicamp.
“Daniel foi um pesquisador original e imaginativo que, além da contribuição científica, foi determinante para várias iniciativas institucionais. Na FAPESP sua participação foi determinante para trazer uma visão multidisciplinar com foco nas humanidades para programas como o BIOTA e o Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais”, comentou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. “Seu modo tranquilo de debater, sempre com tom suave, palavras bem escolhidas e ideias fundamentais definiram o resultado de muitas discussões científicas e institucionais e estabelecem um modelo para a vida acadêmica. Sua ausência será muito sentida.”

01 maio 2010

Maquiando fotos aéreas (Condomínio Jardins da Barra)


As empresas G. e B.N. responsáveis pelo empreendimento imobiliário Jardins da Barra (Onde a vida floresce, segundo o slogan) estão fazendo publicidade photoshopada, maquiando fotos aéreas do local onde será construído o condomínio.

Em publicidade na Folha de SP (01/05/2010) pode-se ver que alguns edifícios em primeiro plano estão fora de foco, apesar de um conjunto de pequenas casas aparecer em foco. Nota-se também que uma área foi colorida de cinza e a área onde será construído o condomínio aparece em cor verde.


Pesquisando no Wikimapia (imagem abaixo) consegue-se identificar o que a empresa queria esconder na propaganda. O que aparece em cinza é o terreno onde está sendo construído o Centro de Treinamento do Corinthians, as construções fora de foco - à esquerda na foto - são as casas da Vila Nelo, localizada ao lado da Telha Norte. A área onde será construído o condomínio pode ter sido coberta de verde pois vê-se que o terreno está com solo bastante mexido e exposto, além de existir uma parte coberta por algo (cimento?) ao lado de uma construção, e isso não ficaria bonito numa propaganda.

No site OLX é possível conferir algumas fotos de como será o condomínio, entre elas está essa abaixo que mostra como serão as torres gêmeas.

Abaixo pode-se ver a propaganda da forma como foi publicada no jornal.

Em tempo, a responsável pela propaganda e pela photoshopada é a empresa de publicidade Archote. (abaixo, imagem extraída do portfólio da empresa)


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