30 setembro 2021

Novo livro sobre Métodos demográficos em português

Foi lançado em 2021 o livro Métodos demográficos: uma visão desde os países de língua portuguesa editado por Ralph Hakkert, um dos membros do Grupo de Foz (2021 - https://www.blucher.com.br/livro/detalhes/metodos-demograficos-uma-visao-desde-os-paises-de-lingua-portuguesa-1783/


Capa do livro Métodos demográficos: uma visão desde os países de língua portuguesa  https://www.blucher.com.br/livro/detalhes/metodos-demograficos-uma-visao-desde-os-paises-de-lingua-portuguesa-1783/

Origens e organização do livro


No prefácio e apresentação está explicado como se deu a escolha do nome do grupo e forma de organização do livro adotada (GRUPO DE FOZ, 2021, p.8-9)

Este livro foi escrito ao longo de quatro anos e contou com a colaboração de mais de 30 autores e revisores. A iniciativa surgiu em 2016 e foi objeto de uma reunião no Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) daquele ano, em Foz do Iguaçu, [Paraná] onde se decidiu a estrutura geral do livro, com 18 capítulos. Esta foi evoluindo, sofrendo alguns acréscimos e divisões de capítulos muito longos em capítulos menores, como é natural num empreendimento multisetorial escrito a muitas mãos, o que resultou na estrutura atual, com 23 capítulos. 

O desafio principal para um livro com fins didáticos como este é a manutenção da coerência global, com um desenvolvimento lógico das ideias, sem omissões ou contradições, e com conceitos, fórmulas e símbolos uniformes. Para conseguir isso, o texto teve que ser muito mais rigorosamente editado do que normalmente acontece com publicações acadêmicas. Vários trechos tiveram que ser remanejados, de um capítulo para outro, para melhorar a ordem de exposição das ideias, e várias lacunas nos textos originais tiveram que ser preenchidas pelo editor ou por autores diferentes dos originais. Uma das consequências disso é que a maioria dos capítulos não pode ser atribuída a um autor único, mas foi o resultado do envolvimento de vários autores e revisores, além do editor geral. Para evitar problemas na atribuição da autoria dos capítulos, optou-se por este formato, de autoria coletiva.

O nome “Grupo de Foz” faz referência à reunião da ABEP [realizada em 2016, em Foz do Iguaçu, Paraná] em que a iniciativa foi articulada e onde se solicitaram as contribuições voluntárias de quem quisesse participar, embora nem todos os coautores e revisores estivessem presentes na reunião. Alguns deles, particularmente os contribuidores africanos, se juntaram ao grupo posteriormente. A coordenação geral do projeto foi de Ralph Hakkert, que também redigiu e revisou parte significativa do material. Outras contribuições importantes foram dadas por vários professores do CEDEPLAR, da Universidade Federal de Minas Gerais, e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, particularmente Laura Rodríguez [p. 9] Wong e Marcos Gonzaga. Para ajudar na identificação das contribuições individuais, se fornece a seguinte lista dos colaboradores principais, com as suas respectivas contribuições:

  • Ana Paula Verona - Revisão do Capítulo 2, autoria principal das Seções 10.11 e 10.13
  • Ana Maria Nogales - Autoria principal do Capítulo 8, revisão dos Capítulos 4 e 5
  • Bernardo Lanza Queiroz - Autoria das Seções 3.8 e 23.5
  • Cássio Turra - Revisão do Capítulo 3, autoria principal do Capítulo 14
  • Cristiane Corrêa - Autoria parcial dos Capítulos 9, 19 e 21
  • Everton de Lima - Autoria da seção 23.3.1 e partes da Seção 23.3.2
  • Flávio Freire - Autoria parcial dos Capítulos 9 e 21
  • Járvis Campos - Autoria parcial do Capítulo 11, particularmente a Seção 11.6
  • Laura Rodríguez Wong - Autoria principal do Capítulo 16, autoria das Seções 12.6-12.9, contribuições ao Capítulo 5, revisão dos Capítulos 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12 e Seções 23.1-23.3
  • Luana Myrrha - Autoria principal do Capítulo 22
  • Mário Rodarte - Autoria parcial e revisão do Capítulo 15
  • Marcos Gonzaga - Autoria parcial dos Capítulos 9, 19 e 21, autoria da seção 16.3.7
  • Pamila Siviero - Autoria principal da Seção 2.3
  • Ricardo Ojima - Autoria da Seção 3.4 e autoria principal do Capítulo 11, revisão dos Capítulos 1, 2 e 3
  • Ralph Hakkert - Autoria principal dos Capítulos 1-7, 10, 17, 18 e 20, autoria parcial dos Capítulos 8, 9, 11-15, 21 e 23, contribuições aos Capítulos 16 e 22, editoria geral
  • Simone Wajnman - Autoria principal do Capítulo 13 

 

Usos e especialidades no campo de população


O livro "Métodos demográficos: uma visão desde os países de língua portuguesa" dedica o Capítulo 1 ao tema "Demografia, estatística social, geografia de população e outras abordagens do estudo de população". 

Dentro desse capítulo, na seção "1.2 Usos e especialidades no campo de população", fala-se das diversas facetas que compõem a Demografia.

GRUPO DE FOZ (2021, p. 22):

Devido à característica de ser um campo compartilhado entre diversas disciplinas acadêmicas, com um núcleo comum de métodos e técnicas demográficas, as abordagens ao estudo das populações humanas têm variado muito e a abrangência da produção científica relevante é enorme. Nazareth (1996: 69) divide a demografia em seis grandes áreas:

1. Análise Demográfica;
2. Projeções Demográficas e a Prospectiva;
3. Demografia Histórica;
4. Demografia Social;
5. Políticas Demográficas; e
6. Ecologia Humana.

A área de ecologia humana é mencionada também por outros autores (Duncan, 1972), mas em realidade hoje em dia geralmente não é vista como uma especialidade bem constituída, sendo que várias das suas questões e abordagens também são encontradas na geografia da população e no estudo das interações entre população e meio ambiente. Por outro lado, outro autores, como Zeng (2010), no seu compêndio da demografia, incluem especialidades adicionais, como as seguintes, entre outras:

• Comportamento Sexual e Saúde Reprodutiva;
• Planejamento Familiar e Saúde Reprodutiva;
• Demografia da Saúde;
• Demografia Antropológica;
• Demografia Econômica;
• Demografia dos Negócios e Pequenas Áreas;
• Biodemografia;
[p. 23]
• Demografia do Envelhecimento; e
• Ciências Atuariais.

Mais adiante nesta mesma seção "1.2 Usos e especialidades no campo de população" do capítulo 1 "Demografia, estatística social, geografia de população e outras abordagens do estudo de população" GRUPO DE FOZ (2021, p. 24) lê-se que:

Algumas especialidades dentro da demografia têm usos bastante específicos. A demografia histórica, por exemplo, é um campo bastante particular onde se desenvolvem técnicas próprias para lidar com as deficiências dos dados arquivais que servem de base para a reconstrução da história da população. O Capítulo 15 [Demografia histórica] deste livro fornece uma breve introdução ao assunto. A demografia matemática é um campo especializado dentro da demografia, matemática ou estatística que estuda as relações formais entre diferentes variáveis demográficas usando o instrumental da matemática e teoria da probabilidade, como cadeias de Markov e outros processos estocásticos. Mais específico ainda é a intersecção entre demografia e genética, especificamente a genética de população, dois campos que normalmente se desenvolvem por caminhos separados, mas que também tratam de alguns assuntos comuns (Singer, 1990). Por exemplo, a distribuição geográfica de certos traços genéticos pode fornecer pistas sobre movimentos migratórios no passado. 

Finalmente, a demografia dos negócios (“business demography”, em inglês) é um campo dentro dos estudos de mercado que faz uso intensivo de informação demográfica de censos e inquéritos especiais para descrever a estrutura dos mercados (ver, por exemplo, Pol, 1987; Kintner et al., 1994; Swanson, Burch e Tedrow, 1996; Guimarães, 2006; Oliveira, 2010; Swanson, 2017). Além das variáveis demográficas típicas, esses estudos fazem muito uso de informação sobre renda, ocupação, composição das famílias, posse de bens de consumo duráveis e dados obtidos de outras fontes sobre temas como consumo de diferentes tipos de produtos e padrões de uso de transporte. Muitos dos temas tratados na demografia de negócios também têm relevância para a administração pública, razão pela qual seja preferível usar o termo demografia aplicada para des-[p.25]crevê-la. Siegel e Swanson (2004: 2) usam essa terminologia e a distinguem da demografia básica, fazendo a distinção com base na ideia de que a maioria dos problemas estudados na demografia aplicada se apresenta em contextos fora daqueles tradicionalmente estudados pelos demógrafos. Como os estudos desenvolvidos para a administração pública são particularmente relevantes no nível local, a literatura norte-americana também frequentemente usa o termo “state and local demography”. A Associação de População dos EUA (PAA) tem um grupo de trabalho que se ocupa destes temas, tanto no âmbito da iniciativa privada como das políticas públicas (http://www.populationassociation.org/publications/applied-demography/). O espaço limitado do qual se dispõe num livro introdutório como este não permite aprofundar estes temas, mas ocasionalmente (por exemplo, na seção 3.10 do Capítulo 3) [seção Demografia das empresas no capítulo 3 - A relevância dos fatores demográficos para a dinâmica social e as políticas públicas] se fará referência a eles.

Demografia das empresas: um exemplo de Demografia dos negócios


No capítulo 3 "A relevância dos fatores demográficos para a dinâmica social e as políticas públicas" (GRUPO DE FOZ, 2021, p. 122-123), é abordado na seção 3.10 um exemplo de demografia dos negócios, chamado de Demografia das empresas:

O IBGE tem uma publicação anual chamada Demografia das Empresas que analisa a dinâmica das empresas usando técnicas demográficas. Trata-se de um exemplo da demografia dos negócios, segundo a terminologia introduzida no Capítulo 1 ["Demografia, estatística social, geografia de população e outras abordagens do estudo de população"], embora esse termo também englobe vários outros tipos de pesquisa. O estudo, efetuado com base nas informações do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE, traça um panorama geral dos movimentos demográficos das empresas, segundo porte e atividade econômica. Da mesma forma como os indivíduos nascem e morrem, o mesmo acontece com as empresas. O estudo teve início na publicação das Estatísticas do CEMPRE 2000 como parte da análise dos resultados, onde manteve-se até 2004. A metodologia mudou em 2008, em virtude da adoção de novos critérios de seleção de empresas ativas no CEMPRE, da utilização da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0 e da compatibilização de uma série de indicadores com a metodologia internacional da OCDE. No estudo de 2008 foram apresentadas, como nos anos anteriores, as taxas de entrada, [p. 123]  saída e sobrevivência segundo o porte das empresas e as atividades econômicas, assim como a mobilidade das empresas por porte. Contudo, pela primeira vez, foram mostradas informações sobre as empresas de alto crescimento (empresas com crescimento médio de pessoal ocupado assalariado igual ou maior que 20% ao ano, por um período de 3 anos) e as empresas “gazelas” (empresas de alto crescimento com até 8 anos de idade no ano de referência), bem como seu impacto na geração de postos de trabalho assalariados formais entre 2005 e 2008. No estudo de 2009 foram acrescentadas informações de sexo e nível de escolaridade do pessoal assalariado das empresas de alto crescimento. A partir do ano de referência 2011, todo o processo de apropriação de registros da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) passou a ser feito a partir dos registros individualizados dos empregados. 

Um exemplo do tipo de análise demográfica que pode ser feita com dados de empresas é o Gráfico 3.9, que mostra a sobrevivência das empresas criadas em 2010 depois de x anos, por número de empregados assalariados. Na terminologia das tábuas de vida (ver Capítulo 9 [A tábua de vida]), esta função é conhecida como ℓx. O gráfico mostra que depois de 3 anos quase 50% das empresas criadas em 2010 já tinham deixado de existir. Há uma grande diferença em termos do tamanho da empresa. A maioria das empresas criadas em 2010 foram empresas sem empregados assalariados, geralmente consistindo de uma única pessoa, com um tempo de permanência muito curto. As empresas com pelo menos de um empregado assalariado tiveram um tempo de permanência maior, mas mesmo no caso das empresas com 10 ou mais empregados, um terço tinha deixado de existir em 2015.

Gráfico 3.9. Sobrevivência das empresas criadas no Brasil em 2010, segundo o número de empregados assalariados
 
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Fonte: IBGE (2017)


Referências


Duncan, Otis D. (1972). Human Ecology and Population Studies. Em: Philip M. Hauser e Otis D. Duncan (orgs.). The Study of Population: an Inventory and Appraisal. 7th Edition, Chicago, University of Chicago Press: 678-16.Dupâquier, Jacques (1979). L’Analyse Statistique des Crises de Mortalité. Em: Charbonneau, Hubert e André Larose (orgs.). The Great Mortalities: Methodological Studies of Demographic Crises in the Past. Liège, Ordina Ed.: 83-112.

Nazareth, J. Manuel (1996). Introdução à Demografia: Teoria e Prática. Lisboa, Editorial Presença.

Grupo de Foz. Métodos demográficos: uma visão desde os países de língua portuguesa. (editado por Ralph Hakkert). São Paulo: Blucher, 2021. 1030p. Disponível em: https://www.blucher.com.br/livro/detalhes/metodos-demograficos-uma-visao-desde-os-paises-de-lingua-portuguesa-1783/

Guimarães, José R. S. (org.) (2006). Demografia dos Negócios: Campo de Estudo, Perspectivas e Aplicações. Campinas/São Paulo, ABEP, Série Demographicas, vol. 3, 2006. Disponível em: http://www.abep.org.br/publicacoes/index.php/series/issue/view/10

IBGE (2017). Demografia das Empresas. Rio de Janeiro, Fundação IBGE, Série Estudos e Pesquisas, Informação Econômica 29.

Kintner, Hallie J.; Thomas W. Merrick; Peter A. Morrison e Paul Voss (1994). Demographics: a Case Book for Business and Government. Boulder CO, Westview Press.

Oliveira, Sidney L. (2010). Demografia nos Negócios: Novas Fronteiras no Paradigma Clássico do Marketing. Belo Horizonte, UFMG, Tese de Doutorado em Administração.

Pol, Louis G. (1987). Business Demography: a Guide and Reference for Business Planners and Marketers. New York, Quorum Books.

Siegel, Jacob S. e David A. Swanson (2004). The Methods and Materials of Demography. San Diego CA, Elsevier Academic Press. Disponível em:
https://demographybook.weebly.com/uploads/2/7/2/5/27251849/david_a._swanson_jacob_s._siegel_the_methods_and_materials_of_demography_second_edition__2004.pdf.

Singer, Burton (1990). The Interface between Genetics, Demography and Epidemiology: Examples and Future Directions. Em: Julian Adams; David A. Lam; Albert I. Hermalin e Peter E. Smouse (orgs.). Convergent Issues in Genetics and Demography. New York, Oxford University Press.

Swanson, David A. (2017). The Frontiers of Applied Demography. New York, Springer.

Swanson, David A.; Thomas K. Burch e Lucky M. Tedrow (1996). What is Applied Demography? Population Research Policy Review 15: 403-418.

Zeng, Yi (org.) (2010). Demography. Oxford UK, EOISS Publ., UNESCO Encyclopedia of Life Support Systems.

14 setembro 2021

Anotações sobre Marco territorial, Marco temporal, Grilagem e Senso comum douto

Estava buscando algumas novidades para o programa do Helvio Tamoio Comitiva Paracatuzum TV (https://www.youtube.com/c/ParacatuzumTV) que vou participar falando sobre "Marco territorial e grilagem". Não sei bem como esse título do tema foi escolhido, mas achei interessante por que articula a dimensão espaço-tempo em uma expressão que funde marco territorial (utilizado para marcar pontos no terreno) com o termo "marco temporal", uma invenção criada por defensores dos interesses dos agronegócios, grileiros e outros. 

O professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Samuel Barbosa (2017) diz que:

Se você ler o artigo 231 da Constituição não se fala em Marco Temporal. O que diz a Constituição? Os povos indígenas têm o direito à reprodução física e cultural. Para isso têm direito às terras que tradicionalmente ocupam. Como é definida essa ocupação tradicional? A Constituição diz que vai ser feito um trabalho com peritos, antropólogos, historiadores. Não diz qual a data. Ela garante direitos originários, que são históricos. A fixação dessa data é inconstitucional. [...] Por isso a mobilização de todos aqueles que trabalham, militam, estudam a temática é da maior importância, para informar o risco que é o Marco Temporal. Ele vai levar à extinção de povos, é quase uma anistia de grilagem de terras do passado, não é o melhor modo de interpretar a Constituição.

Agora em setembro de 2021, o debate reacende quando está sendo retomado o julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal para decidir se existe ou não um "marco temporal" para a demarcação de terras indígenas no Brasil. 

Este debate volta à tona por causa de uma ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à TI (Terra Indígena) Ibirama-Laklãnõ que foi parar no STF (OLIVEIRA, 2021). Segundo Tânia Oliveira (2021):

Em julho de 2017, com fundamento no art. 40 da Lei Complementar 73/93, o então presidente da República, Michel Temer, aprovou parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que determinou que a União deveria seguir a decisão do STF sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol em todos os processos de demarcação de terras realizados pelo governo federal. Na prática, o parecer adquiriu força de lei, em norma de seguimento obrigatório.

Não é por acaso que essa decisão da AGU tenha ocorrido justamente durante o governo de Michel Temer, como destaca Samuel Barbosa (2017):

Michel Temer governa com uma base de sustentação no Congresso composta por uma bancada ruralista. Ela tem apresentado uma série de projetos que colocam em risco direitos sagrados da Constituição. O momento em que estamos é o de uma coalizão conservadora muito agressiva. Fizeram uma CPI da Funai e do Incra que condenava o trabalho de antropólogos, de membros do Ministério Público, isso releva uma agressividade poucas vezes vista.


  

Cartaz da Comitiva Paracatuzum TV organizada por Helvio Tamoio

Nessa busca, minha colega Sinthia Cristina Batista, Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e uma grande especialista no tema, me sugeriu o texto de Carlos Marés, Marco temporal, marca do atraso, publicado em 08/07/2021 no site do CIMI: https://cimi.org.br/2021/07/marco-temporal-marca-do-atraso/

Sinthia também recomendou o memorial do Instituto Socioambiental (ISA): #MarcoTemporalNão: entenda por que não tem 'muita terra para pouco índio' no Brasil, publicado em 31 de Agosto de 2021 (ISA, 2021).

Cartaz do ISA (2021)

Cartaz do ISA (2021)

Como tenho gostado de ouvir podcasts (principalmente enquanto caminho) fui buscar o tema e encontrei por acaso vários episódios interessantes, dos quais destaco alguns recentes que gostei muito: 

  • Indígenas em vigília: o debate sobre o 'marco temporal' (ESTADÃO, 2021) publicada em 1/09/2021 e contou com a participação do procurador da República Julio José Araujo Junior, autor do livro: "Direitos territoriais indígenas: uma interpretação intercultural"; além do indígena Maurício Ye'kwana, Diretor da Hutukara Associação Yanomami, e o repórter de política do Estadão em Brasília, André Shalders.


  • Grilagem para Principiantes (ou: como ir passando a boiada) (VIRACASACAS, 2021) que foi ao ar em 27 de abril de 2021e traz um valioso depoimento de Maurício Torres, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e que por sinal participa do mesmo grupo de pesquisa ligado ao professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira (USP) que faz parte minha colega Sinthia Batista.

As duas são altamente recomendadas mas vou me ater mais aqui à segunda. A entrevista riquíssima guiada pelos excelentes Gabriel Divan e Carapanã que vai fundo na experiência profissional e de vida de Mauricio Torres. Algumas dessas experiências e vivências estão documentadas nos textos, que estão na página do podcast como recomendações de leitura:

  • Dono é quem desmata: conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense (TORRES; DOBLAS; ALARCON, 2017)
  •  Grilagem para principiantes: guia de procedimentos básicos para o roubo de terras públicas (TORRES, 2018)

Maurício Torres define que o desmatamento é um instrumento de controle territorial e após o desmatamento os agentes tentam se apropriar da terra através de práticas de grilagem. Com certa frequência o auto de infração emitido por órgãos de fiscalização ambiental serve como documento de prova de que aquele agente está no local há um certo tempo, proporcional ao tempo do desmatamento.

Em relação ao desmatamento na Amazônia, região que Maurício Torres conhece bem, ele fala sobre os parques de papel. Trata-se de Unidades de Conservação que foram criadas em gabinete e que não tem efetivo manejo, mas servem para frear o desmatamento. O argumento de Maurício Torres é que não se desmata para produzir e sim para roubar. É por esse motivo que não o desmatamento não avança sobre terras destinadas como são as Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Dentro de terras de destinadas aquela terra desmatada não poderá ser passada para o nome do desmatador.

Falando sobre a questão da estrutura da terra no Brasil, Maurício Torres aos 46 minutos do podcast relembra José de Souza Martins dizendo que "onde a terra é livre, o trabalho não é; e onde o trabalho é livre, a terra é que não pode ser".

No prefácio da 9ª edição do livro O Cativeiro da Terra de José de Souza Martins (Prefácio à 9ª do O Cativeiro da Terra - https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4407994/mod_resource/content/2/MARTINS-Jose%20de%20Souza_O-Cativeiro-da-Terra_cap-1.pdf):

"O país inventou a fórmula simples da coerção laboral do homem livre: se a terra fosse livre, o trabalho tinha que ser escravo; se o trabalho fosse livre, a terra tinha que ser escrava. O cativeiro da terra é a matriz estrutural e histórica da sociedade que somos hoje. Ele condenou a nossa modernidade e a nossa entrada no mundo capitalista a uma modalidade de coerção do trabalho que nos assegurou um modelo de  economia concentracionista. Nela se apoia a nossa lentidão histórica e a postergação da ascensão social dos condenados à servidão da espera, geratriz de uma sociedade conformista e despolitizada. Um permanente aquém em relação às imensas possibilidades que cria, tanto materiais quanto sociais e culturais."
Capa do livro de José de Souza Martins

A entrevista com Maurício Torres avança por vários caminhos e em determinado momento trata da questão do discurso de que falta terra no Brasil para plantar e produzir. A equipe do podcast Gabriel Divan e Carapanã lembram que este é um discurso baseado em dados de qualidade muito duvidosa criada pelo "fabulador oculto" Eduardo Evaristo de Miranda, termo cunhado em reportagem recente da Revista Piauí (ESTEVES, 2021). 

Sobre essa questão do discurso ideológico de escassez de terras servindo de verniz para encobrir velhas ideias, Maurício Torres lembrou do termo de "senso comum douto" que segundo ele foi citado por Alfredo Wagner de Almeida. Buscando esse termo encontramos o artigo Quilombos: Repertório Bibliográfico de uma Questão Redefinida (1995-1997) de Alfredo Wagner Berno de Almeida (1998, p. 59):

"Os critérios político-organizativos que asseguram as mobilizações e consubstanciam identidades coletivas e novos símbolos são apontados como descrevendo outras possibilidades de utilização do conceito de etnia. Esta dupla passagem, em termos de teoria e conceito, explicita o quanto tal questão está se constituindo em objeto de disputa entre diferentes domínios do saber. Ademais, são várias as acepções de quilombo, em jogo, muitas delas conflitantes entre si e classificando outras de anacrônicas e preconcebidas. Há uma nítida disputa pela legitimação. [...] No estudo das autodefinições, as pesquisas têm constatado superposições, tanto de territórios — as chamadas terras de preto e as terras de índio — quanto de identidades; ainda que não se tenha constatado aqui uma transitividade identitária à molde daquela que, nos Estados Unidos, envolve a categoria black indians (Katz, 1986). Tais constatações revelam a complexidade de certos obstáculos dispostos às formulações do senso comum douto para pensar a sociedade brasileira, e, por extensão, às investigações antropológicas. Procedimentos metodológicos e hábitos intelectuais que foram úteis em passado recente, agora podem entravar o trabalho de pesquisa. A ressemantização de quilombo teria, neste sentido, uma dimensão nitidamente epistemológica que é co-extensiva à delimitação do objeto." (grifo nosso)

Pesquisando um pouco mais descobri que um dos primeiros a utilizar o termo nas ciências sociais talvez tenha sido Pierre Bourdieu no livro O poder simbólico (Capítulo II: Introdução a uma sociologia reflexiva. p. 44-45):

"O exemplo que acabo de dar, com a noção de profissão, é apenas um caso particular. De facto, é toda uma tradição douta da sociologia que é necessário pôr constantemente em dúvida, e da qual há que desconfiar incessantemente. Daí, esta espécie de double bind a que todo o sociólogo digno deste nome está constantemente exposto: sem os instrumentos de pensamento oriundos da tradição douta, ele não passa de um amador, de um autodidata, de um sociólogo espontâneo — e nem sempre o mais bem colocado, tão evidentes são, frequentemente, os limites da sua experiência social —, mas estes instrumentos fazem que ele corra um perigo permanente de erro, pois se arrisca a substituir a doxa ingénua do senso comum pela doxa simples senso comum douto, que atribui o nome de ciência a uma simples transcrição do discurso de senso comum. É aquilo a que chamo o efeito Diafoirus: observei frequentemente, sobretudo nos Estados Unidos, que, para se compreender verdadeiramente aquilo de que este ou aquele sociólogo fala, é preciso (e basta) ter lido o New York Times da semana ou do mês anteriores, que ele retraduz nessa terrível linguagem-barreira, nem verdadeiramente concreta nem verdadeiramente abstracta, [página 45] que lhe é imposta, sem ele mesmo saber, pela sua formação e pela censura do establishment sociológico." (grifo nosso)

Como não é minha intenção esgotar as inter-relações entre o Marco territorial, Marco temporal, Grilagem e Senso comum douto, até por que esse último termo aparece meio que por acaso a partir do podcast com Maurício Torres (VIRACASACA, 2021), vou encerrando por aqui. 

Mas antes de ir embora, me chama a atenção que o "senso comum douto" tem contaminado ideologicamente o debate da questão da distribuição de terras aos brasileiros, como mencionado no caso do Evaristo de Miranda. Além disso, o debate sobre o "marco temporal" também está bastante contaminado pelo "senso comum douto" tendo em vista que não existe a expressão "marco temporal", ou nada semelhante, na nossa Constituição como nos lembra Barbosa (2017). Mais do que isso, esse debate avança justamente a partir daquele parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o caso da TI Raposa Terra do Sol, utilizando o que poderíamos chamar de "senso comum douto" que baseia as decisões político-ideológicas tomadas durante o governo de retrocessos de Michel Temer. 


Referências

ALMEIDA, A. Quilombos: Repertório Bibliográfico de uma Questão Redefinida (1995-1997). BIB, Rio de Janeiro, n. 45, 1.° semestre de 1998, pp. 51-70. http://anpocs.com/index.php/bib-es-2/bib-45/485-quilombos-repertorio-bibliografico-de-uma-questao-redefinida-1995-1997/file

BARBOSA, S. “Marco Temporal levará à extinção de povos indígenas e regularizará grilagem”, diz professor da USP. De Olho nos Ruralistas - Observatório do agronegócio no Brasil, 14/08/2017. https://deolhonosruralistas.com.br/2017/08/14/marco-temporal-levara-extincao-de-povos-indigenas-e-regularizara-grilagem-diz-professor-da-usp/

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/06/BOURDIEU-Pierre.-O-poder-simb%C3%B3lico.pdf

ESTADÃO. Indígenas em vigília: o debate sobre o 'marco temporal'. Estadão, 1/09/2021. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia Corá Montagem: Moacir Biasi. https://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-podcasts/indigenas-em-vigilia-ruralistas-orquestrados-o-debate-sobre-o-marco-temporal/

ESTEVES, Bernardo. O Fabulador oculto: A trajetória e os métodos de Evaristo de Miranda, o ideólogo da política ambiental de Bolsonaro. Revista Piauí, edição 174, março 2021. https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-fabulador-oculto/

ISA - Instituto Socioambiental.  #MarcoTemporalNão: entenda por que não tem 'muita terra para pouco índio' no Brasil. Publicado em 31 de Agosto de 2021. https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/marcotemporalnao-entenda-por-que-nao-tem-muita-terra-para-pouco-indio-no-brasil

MARÉS, C. Marco temporal, marca do atraso. Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Publicado em 08/07/2021. https://cimi.org.br/2021/07/marco-temporal-marca-do-atraso/

MARTINS, José de Souza. O Cativeiro da Terra. Editora Contexto. http://www.suelourbano.org/wp-content/uploads/2017/09/O-Cativeiro-da-Terra-Jos%C3%A9-de-Souza-Martins-1.pdf

OLIVEIRA, Tânia. O “marco temporal” da usurpação dos direitos indígenas. Brasil de Fato, 25/08/2021. https://www.brasildefato.com.br/2021/08/25/o-marco-temporal-da-usurpacao-dos-direitos-indigenas

TORRES, Mauricio. Grilagem para principiantes: guia de procedimentos básicos para o roubo deterras públicas. In: MARQUES, M.I.M. et alii. Perspectivas de Natureza: geografia, formas denatureza e política. Annablume, 2018, p. 285-314. https://www.academia.edu/38799592/Grilagem_para_principiantes_guia_de_procedimentos_b%C3%A1sicos_para_o_roubo_de_terras_p%C3%BAblicas

TORRES, M.; DOBLAS, J.; ALARCON, D. Dono é quem desmata: conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense. São Paulo: Urutu-branco; Altamira: Instituto Agronômico da Amazônia, 2017. https://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/nsa/arquivos/dono_e_quem_desmata_conexoes_entre_gril1.pdf

VIRACASACAS. Grilagem para Principiantes (ou: como ir passando a boiada). Viracasacas, publicado em 27 de abril de 2021. episódio #220. Expediente: Pai-Fundador: Felipe Abal; Apresentação: Gabriel Divan e Carapanã; Capas: Gui Toscan; Edição de Áudio: Thiago Corrêa & Estopim Podcasts. https://viracasacas.com/2021/04/27/220-grilagem-para-principantes-ou-como-ir-passando-a-boiada-com-mauricio-torres/

16 fevereiro 2021

Migração e mobilidade pendular nos Censos Escolares do INEP


O Censo escolar do INEP e os usos nos estudos sobre mobilidade e migração

Sobre o uso do Censo Escolar do INEP nos estudos de mobilidade espacial (mobilidade pendular e migração), sugiro dar uma olhada nos trabalhos do Prof. José Irineu Rigotti (geógrafo e demógrafo), do Departamento de Demografia, da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR).

Sugiro começar com o artigo mais recente (RIGOTTI et al, 2020) que foi publicado no "Dossiê Migração e Educação" (https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/issue/view/2936) que tem artigos de outros autores que podem ser úteis.

O artigo mais antigo que recomendo (RIGOTTI; CERQUEIRA, 2004) dá um panorama geral sobre os dados do Censo escolar e não aborda a questão da mobilidade/migração justamente pois o INEP não coletava essas informações. Isso fica evidente no capítulo "Dados censitários e técnicas de análise das migrações no Brasil: avanços e lacunas", que compõe o livro "Mobilidade espacial da população", no qual Rigotti (2011) menciona os principais indicadores ou temas que se pode observar a partir dos dados do Censo do INEP: 

Migração: "Em relação aos censos escolares (www.inep.gov.br), até 2006 sabia-se apenas o número de alunos de cada escola que vieram de fora, isto é, estavam em outra escola no ano anterior, mas não havia nenhuma informação sobre a localidade da escola de procedência. A partir do Censo Escolar de 2007, a unidade mínima de análise deixou de ser a escola e passou a ser o aluno - que recebe um código de identificação, sendo possível acompanhar sua trajetória ano a ano. Assim, tornou-se possível identificar a nacionalidade do aluno ou a UF e município de nascimento (informação inexistente nos censos demográficos), a UF e município de residência e a localização/zona de residência - urbana ou rural." (Rigotti, 2011, p. 152)

Mobilidade pendular: "Também há informações sobre a UF e município da escola em que o aluno estuda, o que possibilita a verificação dos movimentos pendulares, por motivo de estudo.  (Rigotti, 2011, pág. 153)

Estudos longitudinais - Trajetórias espaciais: "Mas a maior vantagem deste banco de dados talvez seja a possibilidade de acompanhamento da trajetória espacial do aluno, segundo seu fluxo escolar, de um ano para o outro - como promovido, repetente, evadido ou falecido. Portanto, a perspectiva longitudinal informará a localização do aluno em nível municipal a cada ano, bem como a série que ele frequenta, na condição de promovido ou repetente. Dada a idade jovem dos alunos do ensino fundamental, seus movimentos migratórios poderão servir de “proxy” para as migrações de sua família."  (Rigotti, 2011, pág. 153)


Referências:




RIGOTTI, José Irineu Rangel. Dados censitários e técnicas de análise das migrações no Brasil: avanços e lacunas. CUNHA, J.M.P. (Org.). Mobilidade espacial da população: desafios teóricos e metodológicos para o seu estudo. Campinas: Núcleo de Estudos de População-Nepo/Unicamp; 2011. 184p. https://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/livros/mobilidade/Mobilidade_Espacial_da_Popula%C3%A7%C3%A3o.pdf





RIGOTTI, José Irineu Rangel; CERQUEIRA, Cézar Augusto. As bases de dados do INEP e os indicadores educacionais: conceitos e aplicações. In: RIOS-NETO, E. L. G.; RIANI, J. L. (orgs.). Introdução à Demografia da Educação. Campinas: ABEP - Associação Brasileira de Estudos Populacionais, 2004.

http://professor.ufop.br/sites/default/files/danielmatos/files/rigotti_e_cerqueira_2004_as_bases_de_dados_do_inep_e_os_indicadores_educacionais_conceitos_e_aplicacoes.pdf


RIGOTTI, José Irineu Rangel; SIGNORINI, Bruna Atayde; HADDAD, Renato Moreira. Migração intermunicipal de estudantes do ensino básico do Brasil entre 2007 e 2015. Perspectiva, v. 38, n. 4, 2020. (Dossiê Migração e Educação). https://doi.org/10.5007/2175-795X.2020.e66056

25 janeiro 2021

Cursos online MOOC sobre cidades

Existem diversos cursos MOOC (Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course) sobre cidades. A maioria deles cobra alguma taxa de inscrição ou cobra pela certificação. Por outro lado, algumas plataformas permitem que o aluno ganhe certificado gratuito mediante um pedido e comprovação de baixa renda. 

Geralmente as aulas e materiais do curso são em inglês como alguma opção de legenda em espanhol ou português.


Foto de Ryutaro Tsukata no Pexels


Plataforma EDX

Data Science for Smart Cities (Purdue University) - https://www.edx.org/course/data-science-for-smart-cities

Cities and the Challenge of Sustainable Development (SDG Academy) - Jeffrey D. Sachs, Professor Columbia University - https://www.edx.org/course/cities-and-the-challenge-of-sustainable-developmen

Smart Cities, Management of Smart Urban Infrastructures (École polytechnique fédérale de Lausanne) - https://www.edx.org/course/smart-cities-management-of-smart-urban-infrastru-2

CitiesX: The Past, Present and Future of Urban Life (Harvard University) - Prof. Edward Glaeser - Fred and Eleanor Glimp Professor of Economics - Harvard University. https://www.edx.org/course/citiesx-the-past-present-and-future-of-urban-life




Plataforma Coursera

Cities are back in town: sociología urbana para un mundo globalizado - Patrick Le Galès, Sciences Po — Instituto de Estudos Políticos de ParisSciences Po - https://pt.coursera.org/learn/desarrollo-urbano

Studying Cities: Social Science Methods for Urban Research - Laura Neijenhuis, Erasmus University Rotterdam - https://www.coursera.org/learn/studying-cities-social-science-methods-for-urban-research

Urban Nature: Connecting Cities, Nature and Innovation - Prof. Harriet Bulkeley - Lund University - https://www.coursera.org/learn/urban-nature
  

Mais opções no Courserahttps://pt.coursera.org/search?query=cities&=


Foto de Katerina Holmes no Pexels



Outras Plataformas

Acessibilidade em espaços urbanos - Escola Nacional de Administração Pública – Enap - https://www.escolavirtual.gov.br/curso/273



24 janeiro 2021

Relembrando Aziz Ab'Saber no jornal Estado de São Paulo

 O professor Aziz Ab'Saber se foi em 2012 mas a sua memória e legado são presentes.

Vou resgatar aqui alguns registros realizados pelo Jornal Estado de São Paulo (Estadão) que atualmente estão fora do ar e foram resgatados graças a ferramenta WayBackMachine.

O pensamento de Aziz Ab’Saber nas páginas do Estadão 

Arquivo Estado. 16 de março de 2012. Originalmente publicado em: http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2012/03/16/o-pensamento-de-aziz-absaber-nas-paginas-do-estadao/. Recuperado com WayBackmachine: https://web.archive.org/web/20140101173707/http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2012/03/16/o-pensamento-de-aziz-absaber-nas-paginas-do-estadao/

Traz artigos para o jornal de sua autoria e reportagens sobre ele.

Destaque para o artigo “Bases geoeconômicas da indústria siderúrgica brasileira” (publicada em duas partes, a primeira em 25 de outubro de 1950 e a segunda em 27 de outubro de 1950).


Ab'Saber em foto de Domício Pinheiro



A trajetória de Aziz Nacib Ab´Saber. 


Referência em assuntos relacionados ao meio ambiente, o professor Ab´Saber morreu de enfarte aos 87 anos de idade. Estadão Infográficos. 16 de março de 2012. Original: http://www.estadao.com.br/especiais/a-trajetoria-de-aziz-nacib-ab%EF%BF%BDsaber,164078.htm
(acessível apenas para assinantes).


Captura da linha do tempo para acompanhar os momentos mais marcantes de sua trajetória.

Na captura está a foto de André Lessa com Aziz Ab'Saber deitado na rede. A foto ilustra a reportagem "Aziz Ab'Sáber luta para preservar sua obra" de Vitor Hugo Brandalise publicada em 2 de maior de 2010.




Mais sobre Aziz Ab'Saber em Profissão Geógrafo: 

https://profissaogeografo.blogspot.com/search/label/Aziz%20Ab%27Saber





14 janeiro 2021

Reflexões sobre a escrita criativa - curso com Shaun Levin - unidade 1

Estou começando o ano 2021 de uma forma mais leve. Enquanto a pandemia do coronavírus nos estimula a não sair de casa, estou aproveitando para praticar Escrita Criativa, um método de expressão que pode contribuir para aqueles que necessitam melhorar a forma de comunicar suas ideias.

O curso é "Escrita criativa para iniciantes: dê vida à sua história" - Um curso de Shaun Levin, Autor e Professor de Escrita Criativa e está disponível na plataforma Domestika (https://www.domestika.org/pt/courses/1779-escrita-criativa-para-iniciantes-de-vida-a-sua-historia).

Vou compartilhar aqui alguns ensinamentos, reflexões e tarefas que tenho feito durante o curso, começando pela unidade 1.

Uma breve biografia

Tarefa: Escreva sua breve biografia na terceira pessoa em exatamente 100 palavras, nem mais nem menos!

Ricardo Dagnino gosta de ler, escrever, desenhar, passear, tocar violão e fotografar. Vive com a família, mulher e filhos, em Osório, e trabalha em Tramandaí, cidades litorâneas ao sul do Brasil. Trabalha como pesquisador e professor das áreas de geografia, planejamento urbano-regional e demografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Por causa do seu ofício, com muita frequência elabora gráficos, esboços e mapas utilizando computadores. Mesmo assim, nunca abandonou os desenhos, esboços e a escrita à mão. Escreveu e publicou artigos e livros científicos. Mantém blogs que abordam assuntos diversos, desde geografia até música, uma de suas paixões.

Cidade de Osório - Rio Grande do Sul - Brasil - 2021
Foto: Ricardo Dagnino



Escritores que fazem você querer escrever

Tarefa: Compartilhe alguns detalhes sobre um escritor que você ama e como você se sente conectado a ele, inspirado por ele, talvez até parecido com ele.

Me encantam muitos escritores, de diversos gêneros e estilos, e provavelmente o ponto que os une e que eu mais gosto é o senso de humor e o ritmo que eles empregam na escrita. Selecionei aqui apenas cinco dos que mais gosto: dois brasileiros e 3 estrangeiros.

Entre os brasileiros gosto muito de Chico Buarque (http://www.chicobuarque.com.br/), que escreve romances, canções e peças teatrais e Rubem Alves (https://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves), escritor, psicanalista, educador e teólogo.

Entre os estrangeiros estão: o médico e educador polonês Janusz Korczak (https://pt.wikipedia.org/wiki/Janusz_Korczak) pseudônimo de Henryk Goldszmit, que viveu entre 1878 e 1942 e escreveu para adultos e crianças; dois importantes escritores que misturaram ficção e realidade e surrealismo, o argentino Júlio Cortázar (https://es.wikipedia.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar) que viveu entre 1914 e 1984, e o norte-americano Philip K. Dick (https://es.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick) que viveu entre 1928 a 1982.


Autores e livros inspiradores.

Na foto estão: dois livros de Chico Buarque vencedores do prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira, Estorvo (1992) e Leite Derramado (2010); "A música da Natureza" de Rubem Alves; "O Jogo da Amarelinha" (Rayuela) de Júlio Cortázar; "Quando eu voltar a ser criança" (https://books.google.com.br/books?id=uRah-_AcitkC) de Janusz Korczak; a coletânea “Minority Report - A nova lei” de Philip K. Dick publicada pela Editora Record que inclui os contos: “Jogo de Guerra”, “O que dizem os mortos”, “Ah, ser um bolho”, “Podemos recordar para você por um preço razoável” (que inspirou o filme “Total Recall”), “A fé dos nossos pais”, “A formiga elétrica”, “A segunda variedade” (inspirou o filme “Screamers”), “Impostor” (inspirou filme com o mesmo nome), além do conto que dá nome à coletânea e que inspirou o filme de mesmo nome.


A visão do seu caderno

Tarefa: Da próxima vez que você se sentar para escrever, tire uma foto do que você vê à sua frente. Inclua seu caderno na foto!

Um local inspirador para escrever é a mesa na varanda de casa.


minha visão preferida para escrever


13 junho 2020

Monitoramento dos dados de coronavírus no Rio Grande do Sul

O trabalho do geógrafo no processamento e apresentação visual de dados

O trabalho do geógrafo muitas vezes vai além de fazer análises espaciais. Às vezes, antes das análises precisamos preparar nossas bases de dados.

Neste vídeo mostro como é a tarefa de atualização dos dados de coronavírus Covid-19 nos municípios gaúchos.



Vídeo aqui: https://www.facebook.com/profissaogeografo/videos/889348651533360/

Os dados utilizados no vídeo são coletados na página da Secretaria Estadual da Saúde (http://ti.saude.rs.gov.br/covid19/), processados no Google Drive - Planilhas e Apresentações (https://drive.google.com) e no ArcGis Online - Esri (https://arcg.is/Hj8CH) e depois apresentados publicamente no site do Projeto #SIGLitoral (https://www.ufrgs.br/sig/) da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Captura do painel Dashboard do Covid-19 no RS: 
Versão dispositivo móvel: https://bit.ly/covid19_movel


Número de casos novos e acumulados em escala logarítmica
Fonte: Dados de Coronavírus (Covid-19) da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (http://ti.saude.rs.gov.br/covid19). Elaborado pela equipe do Projeto SIG Litoral (https://www.ufrgs.br/sig).



Quem quiser acompanhar as novidades pode nos seguir no Twitter: https://twitter.com/sigufrgs

Nosso facebook é https://www.facebook.com/profissaogeografo

10 abril 2019

Página Professor Ricardo Dagnino

Desde meu ingresso como professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em março de 2018 tenho utilizado a minha página de professor da universidade.

A página está hospedada em http://www.professor.ufrgs.br/dagnino e tem essa cara aí:


Tem uma parte dela que é destinada aos eventos e notícias: http://professor.ufrgs.br/dagnino/announcements

04 outubro 2018

Livro: Geoecologia das Paisagens [MATEO; SILVA; CAVALCANTI, 2017]

Sobre o livro

O livro "Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental" do geógrafo e professor cubano José Manuel Mateo Rodriguez juntamente com os brasileiros Edson Vicente da Silva e Agostinho Paula Brito Cavalcanti (in memorian) foi publicado em 2004 e foi reeditado várias vezes.

A 5ª edição de 2017 agora está disponível para download no site do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (http://www.ppggeografia.ufc.br).

Através do meu orientador e amigo geógrafo Salvador Carpi Junior tive a oportunidade de conhecer o Prof. José Mateo em Cuba, onde este me levou para caminhar por sua cidade natal Havana em 2010. Depois disso, nos encontramos em Campinas, no Brasil, durante um animado jantar organizado pelo mesmo amigo Salvador, logo após uma palestra do professor Mateo na Unicamp.

Download do livro completo: PDF

Capa do livro


Referência

MATEO, José; SILVA, Edson; CAVALCANTI, Agostinho. Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: Edições UFC, 2017.

Download do livro completo: PDF

14 agosto 2017

3 cursos de Análise Espacial em R

R é uma linguagem de programação e também um ambiente integrado para realização de cálculos, estatísticas, elaboração de gráficos e muito mais... e tudo isso de forma gratuita!!

O R tem sido bastante utilizado para análises espaciais e manipulação de dados como um Sistema de Informação Geográfica (SIG).

Reuni nesta postagem:

3 cursos para iniciar Análises espaciais em R


1. Curso online "Spatial Statistics in R


Hospedado na plataforma Datacamp este curso online foi criado pelo Prof. Barry Rowlingson (Lancaster University). Ele é bastante didático e prático, simulando os comandos de uma análise espacial passo a passo. Tal qual os demais cursos da Datacamp, este não necessita instalar nada, funcionando inteiramente a partir do browser.




2. Curso "Spatial Analysis in R"


Outro curso do Prof. Barry Rowlingson da Lancaster University, mas dessa vez sem a interatividade da plataforma Datacamp. O diferencial desse curso é que se pode baixar os dados para testar no computador.



3. Curso "An Introduction to Spatial Data Analysis and Visualisation in R"


Criado por James Cheshire (do blog Spatial.ly) e Guy Lansley, ambos do Geospatial Analytics and Computing Research Group da University College London.






Mais:

https://geostat-course.org/getTraining

R (LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2017. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=R_(linguagem_de_programa%C3%A7%C3%A3o)>. Acesso em: 2 ago. 2017.

24 julho 2017

Atlas do Le Monde diplomatique (2003)

É possível consultar gratuitamente o material esgotado do Atlas de Le Monde diplomatique, publicado em 2003 em francês e espanhol.

Atlas de Le Monde diplomatique


Capa da edição em espanhol
Fonte: http://thedoctorwho1967.blogspot.com.br

Edição em francês



Edição em espanhol







Informações bibliográficas


Atlas de Le Monde diplomatique - Edição francesa

L’équipe de l’Atlas 2003 Dirigé par Gilbert Achcar, Alain Gresh, Jean Radvanyi, Philippe Rekacewicz et Dominique Vidal. Cartographie: Philippe Rekacewicz Conception graphique: Boris Séméniako avec Nathalie Le Dréau Edition: Boris Séméniako Ont collaboré à sa préparation l’équipe de la Documentation du Monde diplomatique, Maria Ierardi et Olivier Pironet, ainsi que Marc Endeweld, Paul Gaudric, Pascale Pascariello, Céline Rozenblat, Guillaume Subra et Ophélie Wiel.
Fonte: https://www.monde-diplomatique.fr

Atlas de Le Monde diplomatique - Edição espanhola

El Atlas de Le Monde diplomatique (edición española) Bajo la dirección de Gilbert Achcar, Alain Gresh, Jean Radvanyi, Philippe Rekacewicz y Dominique Vidal. Prefacio de Ignacio Ramonet Abril 2003 Ediciones Cybermonde, S.L. 
Fonte: http://monde-diplomatique.es/publicaciones/atlas.html


Mais:

Leia a resenha de Paul Marie de la Gorce, publicada no Le Monde diplomatique, Enero/2003, Núm. 87. Disponível em http://monde-diplomatique.es/2003/01/atlas.html.

26 junho 2017

10 proposições para jovens demógrafos [por Massimo Livi-Bacci]

Dez proposições (não um decálogo!) ditadas pela experiência e inclinações pessoais: para o benefício dos jovens demógrafos (100 anos de idade, ou menos)


por Massimo Livi-Bacci (2012) 
[Tradução de Ricardo Dagnino a partir do original em inglês] 

1. Conhecimentos de métodos, modelos, estatística e matemática são essenciais. Mas, antes, adquira um bom conhecimento em uma área disciplinar substantiva em ciências humanas ou sociais ou biologia.

2. Faça do cruzamento de fronteiras disciplinares um hábito, e não uma exceção. Não seja intimidado pela altura das cercas disciplinares ou pela precisão dos perímetros disciplinares. Pegue emprestado e use (não cegamente) conceitos, métodos, resultados - mas compreenda corretamente os seus limites, a importância, a área de aplicação.

3. Qualquer (boa) análise pontual (relacionada a um momento específico ou área geográfica) pode ser relevante. Mas coloque os resultados em perspectiva, através do tempo e do espaço.

4. Abordagens macro e micro para questões populacionais não estão em concorrência, mas devem ser integradas. Macro tendências influenciam micro (individual) comportamentos e vice-versa. Exemplos: modelos malthusianos, fenômenos dependentes da densidade, etc

5. Relacione e integre os diversos fenômenos demográficos em um "sistema demográfico". Fenômenos não são independentes, mas interdependentes, através do funcionamento do sistema. Sistemas mudam ao longo tempo.

6. Comportamentos demográficos (entrar numa união, ter filhos, mobilidade, comportamentos saudáveis, sobrevivência ...) são essenciais, componentes básicos do capital humano. Eles são habilidades, capacidades, prerrogativas (ver A. Sen).

7. Não desanime se não há "dados apropriados", ou o "banco de dados" necessário não está disponível a um clique do seu PC. “Quod non est in numero non est in mundo”?

8. Não altere o objeto de estudo só porque há muito dinheiro para pesquisa em um campo diferente (contracepção, planejamento familiar, AIDS, envelhecimento ...).

9. Sobre qualquer tema pode haver literatura relevante em línguas diferentes do inglês.

10. Demografia é central para as ciências sociais, não é uma disciplina subserviente, auxiliar e periférica.

[Tradução do inglês por Ricardo de Sampaio Dagnino]

Referência:

LIVI-BACCI, Massimo. Ten propositions (not a decalogue!) dictated by experience and personal inclinations: for the benefit of young demographers (100 years old, or less). In: TURRA, Cássio; CUNHA, José Marcos. (Org.) População e desenvolvimento em debate: contribuições da Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Demografia em Debate – Volume 4. Belo Horizonte: ABEP, 2012. (p.37)  ISBN: 978 85-85543-26-6. http://bit.ly/DemografiaEmDebate4


Reprodução da publicação e do texto original


 
Reprodução capa da publicação e do texto de Livi-Bacci, na página 37



Original: 

Ten propositions (not a decalogue!) dictated by experience and personal inclinations: for the benefit of young demographers (100 years old, or less)


Massimo Livi-Bacci

1. Knowledge of methods & models, statistics & mathematics is essential. But before, acquire a good understanding in a substantive disciplinary area in the humanities or social sciences or biology. 

2. Make of crossing disciplinary borders a habit, rather than an exception. Don’t be cowed by the heigth of disciplinary fences or by the precision of disciplinary perimeters. Borrow and use (not blindly) concepts, methods, results – but understand properly their limits, significance, area of application. 

3. Any (good) punctual analysis (related to a specific time or geographic area) maybe relevant. But put the results in perspective, across time and space. 

4. Macro and micro approaches to population issues are not in competition, but must be integrated. Macro trends influence micro (individual) behaviors and viceversa. Examples: malthusian models, density dependent phenomena, etc. 

5. Relate and integrate the various demographic phenomena into a “demographic system”. Phenomena are not independent but interdependent via the functioning of the system. Systems change over time. 

6. Demographic behaviors (entering a union, having children, mobility, healthy behaviors, survival…) are essential, basic components of human capital. They are abilities, capabilities, prerogatives (see A. Sen) 

7. Do not be discouraged if there are no “appropriate data”, or the needed “database” is not available at a click of your PC. “Quod non est in numero non est in mundo”?

8. Do not change subject of study just because there is plenty of reasearch money in a different field (Contraception, family planning, AIDS, ageing...).

9. On any topic there might be relevant literature in languages different from English. 

10. Demography is central to social sciences, it is not a subservient, ancillary, peripheral discipline.


Referência

http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/ebooks/Demografia_em_Debate/DemografiaemDebateVol4.pdf

09 junho 2017

Cabos submarinos de internet e telecomunicações

Dica do amigo Eduardo Virgilio: Site |  Facebook

No início de 2017, existiam aproximadamente 428 cabos submarinos em operação. Este mapa interativo mostra as conexões dos cabos submarinos de telecomunicações. São cabos de fibra ótica que levam informações entre as cidades e continentes.

O mapa interativo está em: http://www.submarinecablemap.com

fonte: TeleGeography
Mapa de cabos submarinos no mundo
Fonte: http://www.submarinecablemap.com



No mapa, o trajeto dos cabos é estilizado e não corresponde à localização exata do cabo.

Percebe-se que existem áreas com bastante conexão como é o caso do Brasil, que possui conexões com diversos outros países e inclusive possui uma série de cidades litorâneas conectadas entre si.


Mapa de cabos submarinos ligando cidades litorâneas brasileiras

Um caso interessante é do cabo submarino que leva informação para Cuba, que parte da Venezuela, um bom caso para se estudar a geopolítica das telecomunicações.


Cabo submarino que leva informações para Cuba sai da Venezuela


Mais explicações sobre as informações do mapa e como ele foi produzido estão: aqui!


Imprimir a postagem em PDF

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