16 fevereiro 2021

Migração e mobilidade pendular nos Censos Escolares do INEP


O Censo escolar do INEP e os usos nos estudos sobre mobilidade e migração

Sobre o uso do Censo Escolar do INEP nos estudos de mobilidade espacial (mobilidade pendular e migração), sugiro dar uma olhada nos trabalhos do Prof. José Irineu Rigotti (geógrafo e demógrafo), do Departamento de Demografia, da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR).

Sugiro começar com o artigo mais recente (RIGOTTI et al, 2020) que foi publicado no "Dossiê Migração e Educação" (https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/issue/view/2936) que tem artigos de outros autores que podem ser úteis.

O artigo mais antigo que recomendo (RIGOTTI; CERQUEIRA, 2004) dá um panorama geral sobre os dados do Censo escolar e não aborda a questão da mobilidade/migração justamente pois o INEP não coletava essas informações. Isso fica evidente no capítulo "Dados censitários e técnicas de análise das migrações no Brasil: avanços e lacunas", que compõe o livro "Mobilidade espacial da população", no qual Rigotti (2011) menciona os principais indicadores ou temas que se pode observar a partir dos dados do Censo do INEP: 

Migração: "Em relação aos censos escolares (www.inep.gov.br), até 2006 sabia-se apenas o número de alunos de cada escola que vieram de fora, isto é, estavam em outra escola no ano anterior, mas não havia nenhuma informação sobre a localidade da escola de procedência. A partir do Censo Escolar de 2007, a unidade mínima de análise deixou de ser a escola e passou a ser o aluno - que recebe um código de identificação, sendo possível acompanhar sua trajetória ano a ano. Assim, tornou-se possível identificar a nacionalidade do aluno ou a UF e município de nascimento (informação inexistente nos censos demográficos), a UF e município de residência e a localização/zona de residência - urbana ou rural." (Rigotti, 2011, p. 152)

Mobilidade pendular: "Também há informações sobre a UF e município da escola em que o aluno estuda, o que possibilita a verificação dos movimentos pendulares, por motivo de estudo.  (Rigotti, 2011, pág. 153)

Estudos longitudinais - Trajetórias espaciais: "Mas a maior vantagem deste banco de dados talvez seja a possibilidade de acompanhamento da trajetória espacial do aluno, segundo seu fluxo escolar, de um ano para o outro - como promovido, repetente, evadido ou falecido. Portanto, a perspectiva longitudinal informará a localização do aluno em nível municipal a cada ano, bem como a série que ele frequenta, na condição de promovido ou repetente. Dada a idade jovem dos alunos do ensino fundamental, seus movimentos migratórios poderão servir de “proxy” para as migrações de sua família."  (Rigotti, 2011, pág. 153)


Referências:




RIGOTTI, José Irineu Rangel. Dados censitários e técnicas de análise das migrações no Brasil: avanços e lacunas. CUNHA, J.M.P. (Org.). Mobilidade espacial da população: desafios teóricos e metodológicos para o seu estudo. Campinas: Núcleo de Estudos de População-Nepo/Unicamp; 2011. 184p. https://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/livros/mobilidade/Mobilidade_Espacial_da_Popula%C3%A7%C3%A3o.pdf





RIGOTTI, José Irineu Rangel; CERQUEIRA, Cézar Augusto. As bases de dados do INEP e os indicadores educacionais: conceitos e aplicações. In: RIOS-NETO, E. L. G.; RIANI, J. L. (orgs.). Introdução à Demografia da Educação. Campinas: ABEP - Associação Brasileira de Estudos Populacionais, 2004.

http://professor.ufop.br/sites/default/files/danielmatos/files/rigotti_e_cerqueira_2004_as_bases_de_dados_do_inep_e_os_indicadores_educacionais_conceitos_e_aplicacoes.pdf


RIGOTTI, José Irineu Rangel; SIGNORINI, Bruna Atayde; HADDAD, Renato Moreira. Migração intermunicipal de estudantes do ensino básico do Brasil entre 2007 e 2015. Perspectiva, v. 38, n. 4, 2020. (Dossiê Migração e Educação). https://doi.org/10.5007/2175-795X.2020.e66056

25 janeiro 2021

Cursos online MOOC sobre cidades

Existem diversos cursos MOOC (Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course) sobre cidades. A maioria deles cobra alguma taxa de inscrição ou cobra pela certificação. Por outro lado, algumas plataformas permitem que o aluno ganhe certificado gratuito mediante um pedido e comprovação de baixa renda. 

Geralmente as aulas e materiais do curso são em inglês como alguma opção de legenda em espanhol ou português.


Foto de Ryutaro Tsukata no Pexels


Plataforma EDX

Data Science for Smart Cities (Purdue University) - https://www.edx.org/course/data-science-for-smart-cities

Cities and the Challenge of Sustainable Development (SDG Academy) - Jeffrey D. Sachs, Professor Columbia University - https://www.edx.org/course/cities-and-the-challenge-of-sustainable-developmen

Smart Cities, Management of Smart Urban Infrastructures (École polytechnique fédérale de Lausanne) - https://www.edx.org/course/smart-cities-management-of-smart-urban-infrastru-2

CitiesX: The Past, Present and Future of Urban Life (Harvard University) - Prof. Edward Glaeser - Fred and Eleanor Glimp Professor of Economics - Harvard University. https://www.edx.org/course/citiesx-the-past-present-and-future-of-urban-life




Plataforma Coursera

Cities are back in town: sociología urbana para un mundo globalizado - Patrick Le Galès, Sciences Po — Instituto de Estudos Políticos de ParisSciences Po - https://pt.coursera.org/learn/desarrollo-urbano

Studying Cities: Social Science Methods for Urban Research - Laura Neijenhuis, Erasmus University Rotterdam - https://www.coursera.org/learn/studying-cities-social-science-methods-for-urban-research

Urban Nature: Connecting Cities, Nature and Innovation - Prof. Harriet Bulkeley - Lund University - https://www.coursera.org/learn/urban-nature
  

Mais opções no Courserahttps://pt.coursera.org/search?query=cities&=


Foto de Katerina Holmes no Pexels



Outras Plataformas

Acessibilidade em espaços urbanos - Escola Nacional de Administração Pública – Enap - https://www.escolavirtual.gov.br/curso/273



24 janeiro 2021

Relembrando Aziz Ab'Saber no jornal Estado de São Paulo

 O professor Aziz Ab'Saber se foi em 2012 mas a sua memória e legado são presentes.

Vou resgatar aqui alguns registros realizados pelo Jornal Estado de São Paulo (Estadão) que atualmente estão fora do ar e foram resgatados graças a ferramenta WayBackMachine.

O pensamento de Aziz Ab’Saber nas páginas do Estadão 

Arquivo Estado. 16 de março de 2012. Originalmente publicado em: http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2012/03/16/o-pensamento-de-aziz-absaber-nas-paginas-do-estadao/. Recuperado com WayBackmachine: https://web.archive.org/web/20140101173707/http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2012/03/16/o-pensamento-de-aziz-absaber-nas-paginas-do-estadao/

Traz artigos para o jornal de sua autoria e reportagens sobre ele.

Destaque para o artigo “Bases geoeconômicas da indústria siderúrgica brasileira” (publicada em duas partes, a primeira em 25 de outubro de 1950 e a segunda em 27 de outubro de 1950).


Ab'Saber em foto de Domício Pinheiro



A trajetória de Aziz Nacib Ab´Saber. 


Referência em assuntos relacionados ao meio ambiente, o professor Ab´Saber morreu de enfarte aos 87 anos de idade. Estadão Infográficos. 16 de março de 2012. Original: http://www.estadao.com.br/especiais/a-trajetoria-de-aziz-nacib-ab%EF%BF%BDsaber,164078.htm
(acessível apenas para assinantes).


Captura da linha do tempo para acompanhar os momentos mais marcantes de sua trajetória.

Na captura está a foto de André Lessa com Aziz Ab'Saber deitado na rede. A foto ilustra a reportagem "Aziz Ab'Sáber luta para preservar sua obra" de Vitor Hugo Brandalise publicada em 2 de maior de 2010.




Mais sobre Aziz Ab'Saber em Profissão Geógrafo: 

https://profissaogeografo.blogspot.com/search/label/Aziz%20Ab%27Saber





14 janeiro 2021

Reflexões sobre a escrita criativa - curso com Shaun Levin - unidade 1

Estou começando o ano 2021 de uma forma mais leve. Enquanto a pandemia do coronavírus nos estimula a não sair de casa, estou aproveitando para praticar Escrita Criativa, um método de expressão que pode contribuir para aqueles que necessitam melhorar a forma de comunicar suas ideias.

O curso é "Escrita criativa para iniciantes: dê vida à sua história" - Um curso de Shaun Levin, Autor e Professor de Escrita Criativa e está disponível na plataforma Domestika (https://www.domestika.org/pt/courses/1779-escrita-criativa-para-iniciantes-de-vida-a-sua-historia).

Vou compartilhar aqui alguns ensinamentos, reflexões e tarefas que tenho feito durante o curso, começando pela unidade 1.

Uma breve biografia

Tarefa: Escreva sua breve biografia na terceira pessoa em exatamente 100 palavras, nem mais nem menos!

Ricardo Dagnino gosta de ler, escrever, desenhar, passear, tocar violão e fotografar. Vive com a família, mulher e filhos, em Osório, e trabalha em Tramandaí, cidades litorâneas ao sul do Brasil. Trabalha como pesquisador e professor das áreas de geografia, planejamento urbano-regional e demografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Por causa do seu ofício, com muita frequência elabora gráficos, esboços e mapas utilizando computadores. Mesmo assim, nunca abandonou os desenhos, esboços e a escrita à mão. Escreveu e publicou artigos e livros científicos. Mantém blogs que abordam assuntos diversos, desde geografia até música, uma de suas paixões.

Cidade de Osório - Rio Grande do Sul - Brasil - 2021
Foto: Ricardo Dagnino



Escritores que fazem você querer escrever

Tarefa: Compartilhe alguns detalhes sobre um escritor que você ama e como você se sente conectado a ele, inspirado por ele, talvez até parecido com ele.

Me encantam muitos escritores, de diversos gêneros e estilos, e provavelmente o ponto que os une e que eu mais gosto é o senso de humor e o ritmo que eles empregam na escrita. Selecionei aqui apenas cinco dos que mais gosto: dois brasileiros e 3 estrangeiros.

Entre os brasileiros gosto muito de Chico Buarque (http://www.chicobuarque.com.br/), que escreve romances, canções e peças teatrais e Rubem Alves (https://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves), escritor, psicanalista, educador e teólogo.

Entre os estrangeiros estão: o médico e educador polonês Janusz Korczak (https://pt.wikipedia.org/wiki/Janusz_Korczak) pseudônimo de Henryk Goldszmit, que viveu entre 1878 e 1942 e escreveu para adultos e crianças; dois importantes escritores que misturaram ficção e realidade e surrealismo, o argentino Júlio Cortázar (https://es.wikipedia.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar) que viveu entre 1914 e 1984, e o norte-americano Philip K. Dick (https://es.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick) que viveu entre 1928 a 1982.


Autores e livros inspiradores.

Na foto estão: dois livros de Chico Buarque vencedores do prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira, Estorvo (1992) e Leite Derramado (2010); "A música da Natureza" de Rubem Alves; "O Jogo da Amarelinha" (Rayuela) de Júlio Cortázar; "Quando eu voltar a ser criança" (https://books.google.com.br/books?id=uRah-_AcitkC) de Janusz Korczak; a coletânea “Minority Report - A nova lei” de Philip K. Dick publicada pela Editora Record que inclui os contos: “Jogo de Guerra”, “O que dizem os mortos”, “Ah, ser um bolho”, “Podemos recordar para você por um preço razoável” (que inspirou o filme “Total Recall”), “A fé dos nossos pais”, “A formiga elétrica”, “A segunda variedade” (inspirou o filme “Screamers”), “Impostor” (inspirou filme com o mesmo nome), além do conto que dá nome à coletânea e que inspirou o filme de mesmo nome.


A visão do seu caderno

Tarefa: Da próxima vez que você se sentar para escrever, tire uma foto do que você vê à sua frente. Inclua seu caderno na foto!

Um local inspirador para escrever é a mesa na varanda de casa.


minha visão preferida para escrever


13 junho 2020

Monitoramento dos dados de coronavírus no Rio Grande do Sul

O trabalho do geógrafo no processamento e apresentação visual de dados

O trabalho do geógrafo muitas vezes vai além de fazer análises espaciais. Às vezes, antes das análises precisamos preparar nossas bases de dados.

Neste vídeo mostro como é a tarefa de atualização dos dados de coronavírus Covid-19 nos municípios gaúchos.



Vídeo aqui: https://www.facebook.com/profissaogeografo/videos/889348651533360/

Os dados utilizados no vídeo são coletados na página da Secretaria Estadual da Saúde (http://ti.saude.rs.gov.br/covid19/), processados no Google Drive - Planilhas e Apresentações (https://drive.google.com) e no ArcGis Online - Esri (https://arcg.is/Hj8CH) e depois apresentados publicamente no site do Projeto #SIGLitoral (https://www.ufrgs.br/sig/) da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Captura do painel Dashboard do Covid-19 no RS: 
Versão dispositivo móvel: https://bit.ly/covid19_movel


Número de casos novos e acumulados em escala logarítmica
Fonte: Dados de Coronavírus (Covid-19) da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (http://ti.saude.rs.gov.br/covid19). Elaborado pela equipe do Projeto SIG Litoral (https://www.ufrgs.br/sig).



Quem quiser acompanhar as novidades pode nos seguir no Twitter: https://twitter.com/sigufrgs

Nosso facebook é https://www.facebook.com/profissaogeografo

10 abril 2019

Página Professor Ricardo Dagnino

Desde meu ingresso como professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em março de 2018 tenho utilizado a minha página de professor da universidade.

A página está hospedada em http://www.professor.ufrgs.br/dagnino e tem essa cara aí:


Tem uma parte dela que é destinada aos eventos e notícias: http://professor.ufrgs.br/dagnino/announcements

04 outubro 2018

Livro: Geoecologia das Paisagens [MATEO; SILVA; CAVALCANTI, 2017]

Sobre o livro

O livro "Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental" do geógrafo e professor cubano José Manuel Mateo Rodriguez juntamente com os brasileiros Edson Vicente da Silva e Agostinho Paula Brito Cavalcanti (in memorian) foi publicado em 2004 e foi reeditado várias vezes.

A 5ª edição de 2017 agora está disponível para download no site do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (http://www.ppggeografia.ufc.br).

Através do meu orientador e amigo geógrafo Salvador Carpi Junior tive a oportunidade de conhecer o Prof. José Mateo em Cuba, onde este me levou para caminhar por sua cidade natal Havana em 2010. Depois disso, nos encontramos em Campinas, no Brasil, durante um animado jantar organizado pelo mesmo amigo Salvador, logo após uma palestra do professor Mateo na Unicamp.

Download do livro completo: PDF

Capa do livro


Referência

MATEO, José; SILVA, Edson; CAVALCANTI, Agostinho. Geoecologia das paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: Edições UFC, 2017.

Download do livro completo: PDF

14 agosto 2017

3 cursos de Análise Espacial em R

R é uma linguagem de programação e também um ambiente integrado para realização de cálculos, estatísticas, elaboração de gráficos e muito mais... e tudo isso de forma gratuita!!

O R tem sido bastante utilizado para análises espaciais e manipulação de dados como um Sistema de Informação Geográfica (SIG).

Reuni nesta postagem:

3 cursos para iniciar Análises espaciais em R


1. Curso online "Spatial Statistics in R


Hospedado na plataforma Datacamp este curso online foi criado pelo Prof. Barry Rowlingson (Lancaster University). Ele é bastante didático e prático, simulando os comandos de uma análise espacial passo a passo. Tal qual os demais cursos da Datacamp, este não necessita instalar nada, funcionando inteiramente a partir do browser.




2. Curso "Spatial Analysis in R"


Outro curso do Prof. Barry Rowlingson da Lancaster University, mas dessa vez sem a interatividade da plataforma Datacamp. O diferencial desse curso é que se pode baixar os dados para testar no computador.



3. Curso "An Introduction to Spatial Data Analysis and Visualisation in R"


Criado por James Cheshire (do blog Spatial.ly) e Guy Lansley, ambos do Geospatial Analytics and Computing Research Group da University College London.






Mais:

https://geostat-course.org/getTraining

R (LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2017. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=R_(linguagem_de_programa%C3%A7%C3%A3o)>. Acesso em: 2 ago. 2017.

24 julho 2017

Atlas do Le Monde diplomatique (2003)

É possível consultar gratuitamente o material esgotado do Atlas de Le Monde diplomatique, publicado em 2003 em francês e espanhol.

Atlas de Le Monde diplomatique


Capa da edição em espanhol
Fonte: http://thedoctorwho1967.blogspot.com.br

Edição em francês



Edição em espanhol







Informações bibliográficas


Atlas de Le Monde diplomatique - Edição francesa

L’équipe de l’Atlas 2003 Dirigé par Gilbert Achcar, Alain Gresh, Jean Radvanyi, Philippe Rekacewicz et Dominique Vidal. Cartographie: Philippe Rekacewicz Conception graphique: Boris Séméniako avec Nathalie Le Dréau Edition: Boris Séméniako Ont collaboré à sa préparation l’équipe de la Documentation du Monde diplomatique, Maria Ierardi et Olivier Pironet, ainsi que Marc Endeweld, Paul Gaudric, Pascale Pascariello, Céline Rozenblat, Guillaume Subra et Ophélie Wiel.
Fonte: https://www.monde-diplomatique.fr

Atlas de Le Monde diplomatique - Edição espanhola

El Atlas de Le Monde diplomatique (edición española) Bajo la dirección de Gilbert Achcar, Alain Gresh, Jean Radvanyi, Philippe Rekacewicz y Dominique Vidal. Prefacio de Ignacio Ramonet Abril 2003 Ediciones Cybermonde, S.L. 
Fonte: http://monde-diplomatique.es/publicaciones/atlas.html


Mais:

Leia a resenha de Paul Marie de la Gorce, publicada no Le Monde diplomatique, Enero/2003, Núm. 87. Disponível em http://monde-diplomatique.es/2003/01/atlas.html.

26 junho 2017

10 proposições para jovens demógrafos [por Massimo Livi-Bacci]

Dez proposições (não um decálogo!) ditadas pela experiência e inclinações pessoais: para o benefício dos jovens demógrafos (100 anos de idade, ou menos)


por Massimo Livi-Bacci (2012) 
[Tradução de Ricardo Dagnino a partir do original em inglês] 

1. Conhecimentos de métodos, modelos, estatística e matemática são essenciais. Mas, antes, adquira um bom conhecimento em uma área disciplinar substantiva em ciências humanas ou sociais ou biologia.

2. Faça do cruzamento de fronteiras disciplinares um hábito, e não uma exceção. Não seja intimidado pela altura das cercas disciplinares ou pela precisão dos perímetros disciplinares. Pegue emprestado e use (não cegamente) conceitos, métodos, resultados - mas compreenda corretamente os seus limites, a importância, a área de aplicação.

3. Qualquer (boa) análise pontual (relacionada a um momento específico ou área geográfica) pode ser relevante. Mas coloque os resultados em perspectiva, através do tempo e do espaço.

4. Abordagens macro e micro para questões populacionais não estão em concorrência, mas devem ser integradas. Macro tendências influenciam micro (individual) comportamentos e vice-versa. Exemplos: modelos malthusianos, fenômenos dependentes da densidade, etc

5. Relacione e integre os diversos fenômenos demográficos em um "sistema demográfico". Fenômenos não são independentes, mas interdependentes, através do funcionamento do sistema. Sistemas mudam ao longo tempo.

6. Comportamentos demográficos (entrar numa união, ter filhos, mobilidade, comportamentos saudáveis, sobrevivência ...) são essenciais, componentes básicos do capital humano. Eles são habilidades, capacidades, prerrogativas (ver A. Sen).

7. Não desanime se não há "dados apropriados", ou o "banco de dados" necessário não está disponível a um clique do seu PC. “Quod non est in numero non est in mundo”?

8. Não altere o objeto de estudo só porque há muito dinheiro para pesquisa em um campo diferente (contracepção, planejamento familiar, AIDS, envelhecimento ...).

9. Sobre qualquer tema pode haver literatura relevante em línguas diferentes do inglês.

10. Demografia é central para as ciências sociais, não é uma disciplina subserviente, auxiliar e periférica.

[Tradução do inglês por Ricardo de Sampaio Dagnino]

Referência:

LIVI-BACCI, Massimo. Ten propositions (not a decalogue!) dictated by experience and personal inclinations: for the benefit of young demographers (100 years old, or less). In: TURRA, Cássio; CUNHA, José Marcos. (Org.) População e desenvolvimento em debate: contribuições da Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Demografia em Debate – Volume 4. Belo Horizonte: ABEP, 2012. (p.37)  ISBN: 978 85-85543-26-6. http://bit.ly/DemografiaEmDebate4


Reprodução da publicação e do texto original


 
Reprodução capa da publicação e do texto de Livi-Bacci, na página 37



Original: 

Ten propositions (not a decalogue!) dictated by experience and personal inclinations: for the benefit of young demographers (100 years old, or less)


Massimo Livi-Bacci

1. Knowledge of methods & models, statistics & mathematics is essential. But before, acquire a good understanding in a substantive disciplinary area in the humanities or social sciences or biology. 

2. Make of crossing disciplinary borders a habit, rather than an exception. Don’t be cowed by the heigth of disciplinary fences or by the precision of disciplinary perimeters. Borrow and use (not blindly) concepts, methods, results – but understand properly their limits, significance, area of application. 

3. Any (good) punctual analysis (related to a specific time or geographic area) maybe relevant. But put the results in perspective, across time and space. 

4. Macro and micro approaches to population issues are not in competition, but must be integrated. Macro trends influence micro (individual) behaviors and viceversa. Examples: malthusian models, density dependent phenomena, etc. 

5. Relate and integrate the various demographic phenomena into a “demographic system”. Phenomena are not independent but interdependent via the functioning of the system. Systems change over time. 

6. Demographic behaviors (entering a union, having children, mobility, healthy behaviors, survival…) are essential, basic components of human capital. They are abilities, capabilities, prerogatives (see A. Sen) 

7. Do not be discouraged if there are no “appropriate data”, or the needed “database” is not available at a click of your PC. “Quod non est in numero non est in mundo”?

8. Do not change subject of study just because there is plenty of reasearch money in a different field (Contraception, family planning, AIDS, ageing...).

9. On any topic there might be relevant literature in languages different from English. 

10. Demography is central to social sciences, it is not a subservient, ancillary, peripheral discipline.


Referência

http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/ebooks/Demografia_em_Debate/DemografiaemDebateVol4.pdf

09 junho 2017

Cabos submarinos de internet e telecomunicações

Dica do amigo Eduardo Virgilio: Site |  Facebook

No início de 2017, existiam aproximadamente 428 cabos submarinos em operação. Este mapa interativo mostra as conexões dos cabos submarinos de telecomunicações. São cabos de fibra ótica que levam informações entre as cidades e continentes.

O mapa interativo está em: http://www.submarinecablemap.com

fonte: TeleGeography
Mapa de cabos submarinos no mundo
Fonte: http://www.submarinecablemap.com



No mapa, o trajeto dos cabos é estilizado e não corresponde à localização exata do cabo.

Percebe-se que existem áreas com bastante conexão como é o caso do Brasil, que possui conexões com diversos outros países e inclusive possui uma série de cidades litorâneas conectadas entre si.


Mapa de cabos submarinos ligando cidades litorâneas brasileiras

Um caso interessante é do cabo submarino que leva informação para Cuba, que parte da Venezuela, um bom caso para se estudar a geopolítica das telecomunicações.


Cabo submarino que leva informações para Cuba sai da Venezuela


Mais explicações sobre as informações do mapa e como ele foi produzido estão: aqui!


01 junho 2017

Bacia hidrográfica: "unidade natural de planejamento"?

Há alguns anos eu conheci o trabalho do Geólogo Geraldo Rohde. Na época ele era Gerente do Departamento de Meio Ambiente da Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (CIENTEC).

Ele havia publicado no V Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental organizado anualmente pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), em Porto Alegre, um artigo muito didático e crítico sobre a utilização das bacias hidrográficas como unidades de análise (ROHDE, 2006).

O texto se chamava:

A Bacia Hidrográfica como “unidade natural de planejamento”: embuste científico e economicismo


Estou agora, colocando à disposição do público este texto que encontra submerso no mundo analógico dos Anais e papers de congressos, não disponíveis online.

Faço isso sem interesse comercial algum e com profundo respeito ao trabalho de Geraldo Rohde que sempre foram muito inspiradores.

Voltando ao trabalho em questão, neste ele trazia duas referências que me ajudaram muito a pensar as unidades de planejamento: o trabalho sobre Planejamento Ambiental, de Rozely Santos (2004), e sobre Bacias hidrográficas, de José Wenzel (2005).

Em relação ao trabalho de Santos (2004), Rohde reproduzia algumas figuras publicadas em seu livro e que destacavam unidades alternativas de planejamento ambiental e unidades derivadas de Estudos de Impacto Ambiental (SANTOS, 2004, p. 43).



Figuras extraídas do livro de Rozely Santos (2004, p. 43) e que destacam unidades alternativas de planejamento ambiental e unidades derivadas de Estudos de Impacto Ambiental.
Fonte: Rohde (2006, p. 4). http://bit.ly/Rohde_2006



Com relação ao trabalho de José Wenzel (2005, p. 85), ele destacava que: "A bacia hidrográfica e seus múltiplos – microbacia, célula hidrográfica – não são unidades que permitem um planejamento integral. Uma floresta não se limita aos divisores de água, nem mesmo a água subterrânea segue estes divisores, e muito menos as ocupações humanas. O próprio deslocamento dos animais independe do balizamento hidrobacial".

Referências


ROHDE, Geraldo. A Bacia Hidrográfica como “unidade natural de planejamento”: embuste científico e economicismo. In: Anais do V Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental. Porto Alegre: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, 2006. Disponível em: http://bit.ly/Rohde_2006

SANTOS, Rozely. Planejamento Ambiental: Teoria e Prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2004. 184 p., il.

WENZEL, J. Ecologia real ou utopia ambiental?: Inclusão criacional além do desenvolvimento sustentado. Santa Cruz do Sul: Instituto Padre Réus, 2005. 102 p.

22 abril 2017

Edições de "Direito à cidade" de Henri Lefebvre em português


Ano: 1969
Editora: Documentos
Local: São Paulo, Brasil
Páginas: 133
https://www.estantevirtual.com.br/panorama/henri-lefebvre-o-direito-a-cidade-374254447

Ano: 2001
Edição: 2ª
Editora: Centauro
Local: São Paulo, Brasil
ISBN : 8588208121
ISBN13 :9788588208124
Páginas : 145
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-729844715-b59-o-direito-cidade-henry-lefebvre-_JM




Ano: 2008
Edição: 5ª
Editora: Centauro
Local: São Paulo, Brasil
ISBN : 8588208970
ISBN13 :9788588208971
Páginas : 144
http://www.buscape.com.br/o-direito-a-cidade-5-ed-henri-lefebvre-8588208970


Ano: 2012
Editora: Livraria Letra Livre
Local: Lisboa, Portugal
ISBN: 9789898268150
Páginas: 142
http://www.fnac.pt/O-Direito-a-Cidade-Henri-Lefebvre/a658278




Ano: 2016
Editora: Nebli
Local: Itapevi, Brasil
Páginas: 155
https://www.estantevirtual.com.br/sebodosalim/henri-lefebvre-o-direito-a-cidade-512089341

10 março 2017

Dicionário cartográfico do IBGE [por Cêurio de Oliveira]

Na biblioteca do IBGE pode-se baixar as quatro edições do Dicionário Cartográfico, uma obra de referência elaborada pelo cartógrafo Cêurio de Oliveira.

Coloquei abaixo os links para download das edições.

Dicionário cartográfico do IBGE


Capa da 1ª edição do dicionário


Capa da 2ª edição do dicionário

Capa da 3ª edição do dicionário


Capa da 4ª edição do dicionário

Referências


OLIVEIRA, Cêurio de. Dicionário cartográfico. Rio de Janeiro, IBGE, 1980, 1. ed. 447 p.

OLIVEIRA, Cêurio de. Dicionário cartográfico. Rio de Janeiro, IBGE, 1983, 2. ed. 781 p.

OLIVEIRA, Cêurio de. Dicionário cartográfico. Rio de Janeiro, IBGE, 1987, 3. ed. 645 p.

OLIVEIRA, Cêurio de. Dicionário cartográfico. Rio de Janeiro, IBGE, 1993, 4. ed. 645 p. (ISBN: 8524004576)

Download


1ª Edição - 1980

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=213004
PDF de 34 Mb: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv66320.pdf (34 Mb)

2ª Edição - 1983

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=213005
PDF de 100 Mb: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81221.pdf (100 Mb)

3ª Edição - 1987

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=218594
PDF de 53 Mb: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv66323.pdf (53 Mb)

4ª Edição - 1993

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=223500&view=detalhes
PDF de 53 Mb: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv66318.pdf (53 Mb)

Mais do mesmo autor:


OLIVEIRA, Cêurio de. Os mapas em isolinhas. Revista Brasileira de Geografia, 30 (1) jan./mar. 1968. p. 92-97. Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/115/rbg_1968_v30_n1.pdf>.

OLIVEIRA, Cêurio de. Vocabulário inglês-português de Geociências. Rio de Janeiro, IBGE, 1995. 203 p. (ISBN: 8524004185). Disponível em: <https://profissaogeografo.blogspot.com.br/2017/03/vocabulario-inglesportugues-de.html>.

OLIVEIRA, Cêurio de. As origens psicossociais dos topônimos brasileiros. Bol. Geogr., v.29, mar/1970, n.215, 61-70, 1970. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/19/bg_1970_v29_n215_mar-abr.pdf

OLIVEIRA, Cêurio de. Curso de cartografia moderna. Rio de Janeiro, IBGE, 1993, 2. ed. 152p. (ISBN: 8524004657).

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=281158
PDF de 103 Mb : http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81158.pdf (103 MB)

Vocabulário inglês/português de Geociências do IBGE [por Cêurio de Oliveira]

O tema dos dicionários ou vocabulários muito me interessa e fico muito feliz de ajudar a divulgar materiais como estes voltados para geociências. Em 2013 publiquei uma postagem sobre Thesaurus de Geociências: https://profissaogeografo.blogspot.com.br/2013/08/thesaurus-de-geociencias.html

Agora trago o vocabulário bilíngue (inglês/português) de Geociências do IBGE que está disponível na Biblioteca do IBGE para download (ver links mais abaixo).

Vocabulário inglês/português de Geociências do IBGE

Capa do vocabulário


A obra de referência foi elaborada pelo cartógrafo Cêurio de Oliveira. Apesar de ser uma importante figura na ciência cartográfica brasileira e lusófona (como veremos a seguir), não é fácil encontrar informações sobre sua carreira e obra.

Temos uma amostra da sua carreira na apresentação do vocabulário, escrita por Sergio Bruni, Diretor de Geociências na época:

Apresentação da obra


"Incansável ... a tão poucas pessoas se pode emprestar a acepção contida por este vocábulo. 

Certamente o professor Cêurio R. de Holanda Oliveira é uma delas. 

O insigne mestre detém, em nosso País, o pioneirismo na formação do Engenheiro Cartógrafo, ao implementar, nos idos de sessenta, no âmbito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ -,então Universidade do Estado da Guanabara UEG -, o Curso Superior de Cartografia. 

Pioneiro também na elaboração do primeiro e, até o momento, único Dicionário Cartográfico, em Língua Portuguesa; obra editada pelo IBGE e que se encontra em sua 4ª edição. Ainda pioneiro, brinda-nos o Professor Cêurio com o Vocabulário Inglês-Português de Geociências, obra que o IBGE traz a público como uma justa homenagem a quem, de uma forma contínua, perseverante... incansável... vem escrevendo a evolução do conhecimento em um dos segmentos mais expressivos de nossa cultura técnico-científica, o das Geociências. 

Honra-nos a apresentação desta obra pioneira, honra o IBGE a um dos seus servidores que mais contribuíram para construção da imagem institucional no Brasil e no exterior. 

SERGIO BRUNI 
Diretor de Geociências

Referência

OLIVEIRA, Cêurio de. Vocabulário inglês-português de Geociências. Rio de Janeiro, IBGE, 1995. 203 p. (ISBN: 8524004185)

Download

Detalhes: http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=224988
PDF - arquivo de 16 Mb: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv66339.pdf (16 Mb)

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