26 fevereiro 2014

Plataformas da Petrobrás em risco

As plataformas de petróleo da Petrobras estão sendo lançadas ao mar inacabadas e sem alguns itens de segurança colocando em risco a saúde e a vida dos trabalhadores além do ambiente aquático e atmosférico, vulnerável ao derramamento de óleo  e da combustão deste.

É isto que relatam os documentos do Ministério Público do Trabalho, no âmbito do projeto Ouro Negro, iniciado em 2011 em parceria com a Marinha, a Agência Nacional do Petróleo e Derivados (ANP), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), IBAMA e Ministério do Trabalho (LIMA, 2014).

Cabe destacar que os problemas nas plataformas da Petrobras, além dos problemas sociais e ambientais, acarretam também prejuízos econômicos, como destaca do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro/NF) em entrevista com Henrique Jager (2012) sobre as paradas não programadas em 2011.

Cabe ressaltar ainda os eventos recentes envolvendo incêndio na plataforma P-20 (INCÊNDIO, 2013). E outros eventos catalogados e investigados pela equipe do SkyTruth, que monitora a Bacia de Campos através de imagens de satélite. 

Infográfico com a localização das principais plataformas com problemas
Fonte: Folha de São Paulo (LIMA, 2014) 



A seguir trechos da reportagem da Exame (VALLE, 2014): 

"Última plataforma da Petrobras a ser entregue, em cerimônia em dezembro com a presença da presidente Dilma Rousseff, a P-62 saiu do estaleiro incompleta. Não foi a primeira, segundo sindicalistas. Por pressão política, para melhorar o saldo da balança comercial e para dar satisfação ao mercado, as plataformas são inauguradas inacabadas e depois finalizadas em mar - o que é mais caro e lento para a empresa, além de menos seguro para trabalhadores."

"O diretor de segurança e saúde do Sindipetro-NF, Norton Almeida, credita o lançamento ao mar de plataformas ainda não operacionais a pressão política. No início do mês, ele embarcou na P-62 e conferiu pessoalmente os problemas. O sindicato diz que o sistema náutico saiu do estaleiro sem um cabo de ré, sem uma das amarras do sistema de ancoragem de bombordo (lado esquerdo) e sem o sistema elétrico pronto, entre outros itens." 

"O cabeamento de energia incompleto forçou, por exemplo, a instalação de um gerador de energia que pegou fogo em janeiro, quando a plataforma navegava em direção ao campo de Roncador, na Bacia de Campos. Foram 40 minutos para controlar o incêndio, ao lado de um tanque de diesel, segundo Almeida. A unidade chegou à locação com duas semanas de atraso."

"Em maior ou menor grau, isso (ir ao mar inacabada) aconteceu com as últimas 12 plataformas próprias da Petrobras", disse Almeida, citando a P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-53, P-54, P-55, P-56, P-57, P-58 e P-63. Procurada, a Petrobras não se manifestou até o fechamento dessa matéria."

Referências:

JAGER, Henrique. Produção a qualquer custo pode colocar Petrobrás em risco. Revista Imagem. Sindipetro/NF, n. 34, 30/03/2012. Disponível em: <http://goo.gl/J3Q3pT>. Acesso em 26 de fevereiro de 2014.

LIMA, Samantha. Vistoria aponta risco em plataformas de petróleo da Petrobras. Folha de São Paulo. 23 de fevereiro de 2014. Disponível em: <http://folha.com/no1416436>. Acesso em 26 de fevereiro de 2014.

VALLE, Sabrina. Petrobras entrega plataformas incompletas, diz sindicato. Exame, 13 de fevereiro de 2014. Disponível em: <http://goo.gl/iUF1g7>. Acesso em 26 de fevereiro de 2014.

VISTORIA aponta irregularidades em plataformas da Petrobrás. Terra, 23 de fevereiro de 2014. Disponível em: <http://goo.gl/Hxabt8>. Acesso em 26 de fevereiro de 2014.

INCÊNDIO interrompe produção da plataforma P-20 na Bacia de Campos. Vitória News, 30/12/2013.
Disponível em: <http://goo.gl/khxllk>. Acesso em 26 de fevereiro de 2014.

SKYTRUTH: http://blog.skytruth.org/search/label/Campos



Por trás das marcas

Na revista RADIS n. 136 de janeiro/2014 - por sinal um excelente veículo de informação da FIOCRUZ - tem uma chamada para a campanha da OXFAM com o seguinte título que me chamou muito a atenção: "Grilagem e comunidades expulsas". A nota começa assim: "Corporações do setor de alimentos estão financiando, no Brasil, a grilagem de terras, a degradação ambiental e a expulsão de comunidades tradicionais de seus territórios, ao participar da cadeia produtiva do açúcar, comprando o produto de usinas envolvidas em violação de direitos humanos e contaminação ambiental." 

Estas e outras informações estão na campanha "Por Trás das Marcas" (Behind the brandsorganizado pela Oxfam que também está colhendo assinaturas para exigir um posicionamento da Coca-Cola e Pepsi - que encabeçam a lista - e também Unilever, Nestlé, Kellogg’s e General Mills, entre outras.

Veja o video abaixo ou entre no site http://www.behindthebrands.org/pt-br e clique na empresa para conhecer qual a sua posição no ranking das empresas e sua "pegada".





Assista o video da Oxfam International: http://youtu.be/JsTi8LrTLFg


Mais um trecho interessante da Revista Radis 136 (jan/2014):

"As primeiras informações coletadas trouxeram à tona dois casos: violações dos direitos humanos, poluição e impactos socioambientais causados a comunidades tradicionais, em Barra do Sirinhaém, sul de Pernambuco pela usina Trapiche, fornecedora de açúcar para Coca-Cola e PepsiCo; e plantio de cana-de-açúcar pela usina Bunge, também fornecedora da Coca-Cola, na terra indígena Jatayvary, da etnia Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. De acordo com o levantamento, a Trapiche expulsou 53 famílias de uma comunidade de pescadores que viviam em 17 pequenas ilhas de um estuário marinho, área pertencente à União, usada pela usina para escoar vinhoto, líquido tóxico resultante do beneficiamento da cana. Já a Bunge, que tem unidade produtora de etanol próxima a Ponta Porã (MS), apesar das denúncias, continua a invadir com grandes plantações de cana a Terra Indígena (TI) de Jatayvary, reconhecida pela Funai desde 2004, mas sofrendo entraves no processo de demarcação desde então. A Bunge beneficia cana-de-açúcar de cinco fazendas instaladas dentro da TI."

Links:
http://www.oxfam.org/
http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/
https://portal.fiocruz.br/
http://www.behindthebrands.org/pt-br

18 fevereiro 2014

Mapas Imaginários 3 [Fernando Zarif]

Os mapas abaixo foram feitos pelo artista Fernando Zarif (1960 - 2010) em 1989, ou seja, muito antes dos mapas da coleção ATLAS de Fernando Vicente, que também pinta corpos e texturas sobre mapas (aqui).

A obra de Zarif está sendo recuperada, restaurada, catalogada e organizada (Blog do Projeto Fernando Zarif), e está documentada no livro organizado por José Resende (Zarif - uma obra a contrapelo, Ed. Metalivros). O acervo do artista pode ser visitado no museu construído em sua homenagem. Mais informações aqui.


Europa 3 (1989)

Europe 3 (1989)

17 fevereiro 2014

Geógrafo Roger Tomlinson no Wikipedia em Português

Criado o verbete sobre o geógrafo britânico criador do Sistema de Informação Geográfica.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Tomlinson




Sugiro a leitura desse texto do Gilberto Câmara (do INPE) sobre a sua relação inspiradora com ele: CÂMARA, Gilberto.", Produção de software como produção de cultura. MundoGeo, 09 de Julho de 2003. Acesso em 15 fev. 2014.  



Fonte: No Solo SIG

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