24 julho 2013

Poluição do ar em Porto Alegre


Uma reportagem do dia 15 de julho de 2013 do Globo G1 mostra que o ar de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, contém concentrações elevadas de material particulado, os dados que isso traz ao organismo e aos cofres públicos e a dificuldade de controlar essa poluição.

Grande parte da reportagem é baseada nos dados da Prof.a. Claudia Ramos Rhoden, da Universidade Federal de Ciências da Saúde Porto Alegre - UFCSPA. (link para curriculo lattes: http://lattes.cnpq.br/8581973221292737) 

A seguir trechos da reportagem  de Dayanne Rodrigues (RODRIGUES, D. Ar de Porto Alegre é duas vezes mais poluído do que aceitável, diz pesquisa. Globo G1. 15/07/2013. Disponível aqui)

O problema do Material particulado:

+ “Esse poluente, essa partícula, ele vem da queima do combustível, de carros e veículos pesados principalmente, e também é oriunda do atrito do pneu no asfalto, da borracha no asfalto. Então, vem tanto da borracha quanto do pavimento”, explica a professora de Farmacologia e Toxicologia, Claudia Ramos Rhoden. 

+ “Essas partículas pequenas não conseguem ser filtradas no nariz ou serem protegidas, o organismo não fica protegido pela via respiratória superior, e elas conseguem chegar no pulmão. Algumas partículas são tão pequenas que conseguem se dispersar ou conseguem circular por todo o organismo atingindo diferentes órgãos”, constata a pesquisadora. 


+ Um outro estudo analisou amostras do ar em seis cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em média, o ar da capital é duas vezes mais poluído do que o recomendado pelos padrões internacionais. Mas em alguns momentos do dia esse índice é ainda pior, como nos horários de pico, no início da manhã e no fim da tarde.


+ A reportagem presenciou um teste com um aparelho que mede a quantidade de poeira no ar no meio da tarde e o resultado foi um índice de poluição cinco vezes acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Gastos públicos com doenças relacionadas:

Um levantamento da Universidade de São Paulo (USP) feito em seis capitais aponta que Porto Alegre gasta, por ano, R$ 360 milhões para o tratamento de doenças causadas pela poluição.

Ilha de ar puro em Porto Alegre:

+ Mas há lugares onde ainda é possível respirar bem na capital gaúcha: Belém novo, na Zona Sul. Esta região, que também abriga outros bairros como Lami e Hípica, é considerada pelos pesquisadores a menos poluída.

Monitoramento da qualidade do ar:

+ Das 13 estações de monitoramento da qualidade do ar que existem atualmente em Porto Alegre e Região Metropolitana, só quatro funcionam.

+ A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) tem duas unidades de monitoramento que também não funcionam. 

Formas de remediação e alternativas:

+ Uma forma encontrada para tentar amenizar o problema foi cobrar dos proprietários de carros poluentes. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) da capital já realiza a operação ar puro, que multa quem dirige carro que emite fumaça preta.

+ “A gente poderia começar a pensar na melhoria do transporte coletivo, na qualidade do combustível desses veículos, na qualidade do motor desses veículos, em função de quanto está queimando realmente de combustível, e na qualidade também não só do veículo em si, mas também da pavimentação”, opina Claudia.


Mais postagens sobre poluição do ar:

http://profissaogeografo.blogspot.com.br/2009/07/cartazes-de-saude-publica.html

http://profissaogeografo.blogspot.com.br/2009/07/chumbo-em-sao-paulo.html


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