27 agosto 2012

A História da Água Engarrafada (Video)

Título original: The Story of Bottled Water
Título traduzido: A História da Água Engarrafada
Ano: 2010
Legenda: Português
Duração: 8:04mins
Escrito por Annie Leonard, Jonah Sachs, Louis Fox
Produzido por Free Range Studios
Dirigido por Louis Fox
Traduzido por Guilherme Machado, Michèle Sato e Patrícia Fish
Pólo Temático Materiais de EA da REA/PR



14 agosto 2012

Geoparque do Araripe (sul do Ceará)



De acordo com o site do Geoparque Araripe, ele está localizado no sul do Estado do Ceará e abrange seis municípios: CratoJuazeiro do NorteBarbalhaMissão VelhaNova Olinda e Santana do Cariri, totalizando um território de 3.796 km². Essa região é denominada de Cariri e possui um verde exuberante em meio ao semi-árido nordestino do Brasil. 
O Geoparque possui nove sítios geológicos e paleontológicos, selecionados conforme suas características para a história da terra e relevância científica, estes locais são chamados de Geossítios. Apesar do destaque, principalmente relacionado ao patrimônio geológico, também considerou a ocorrência de outros aspectos fundamentais relacionados à biodiversidade, história, cultura, arqueologia, dentre outros.





Mapas de localização


O trabalho recente de Duarte e Miranda (2011) faz uma análise das redes sociais na gestão do parque e traz informações interessantes sobre a formação dos geoparques. Segundo os autores a criação do parque pode levar em conta mais elementos ambientais além das características geológicas:
"Na proposta de criação de um geoparque todo o conceito geográfico de uma região deve ser levado em consideração e não somente sítios de significado geológico. Temas geológicos e não-geológicos constituem parte integrante de um geoparque, por isso, também é importante incluir sítios de valor ecológico, arqueológico, histórico ou cultural, que devem ser vistos como importantes componentes. Assim, um geoparque é uma região de livre acesso a pesquisadores, estudantes e comunidade em geral, com limites territoriais bem definidos, envolvendo um número de sítios (geossítios ou geosites) do patrimônio geológico-paleontológico de especial importância científica, raridade ou beleza e que seja suficientemente grande para gerar atividade econômica como o turismo." (DUARTE; MIRANDA, 2011, p.250)
Sobre a origem do conceito e as condições para um parque levar  o nome de Geoparque e receber a chancela da UNESCO, os autores Duarte e Miranda (2011, p.250-251) ralatam que: 
"O conceito foi criado para relacionar as pessoas com o seu ambiente geológico-paleontolológico e geomorfológico. Portanto, é missão de um geoparque prover pela educação ambiental, treinamento e desenvolvimento de pesquisa científica nas várias disciplinas das Ciências da Terra, e dar destaque ao ambiente natural e às políticas de desenvolvimento sustentável. A UNESCO aponta alguns critérios para que um Geoparque receba a sua chancela oficial. Para isso, o território interessado em fazer parte da Rede Mundial de Geoparques deve:
  • ser uma paisagem natural unificada, com a identificação de geossítios geológico-paleontológicos únicos, o que significa que tanto as rochas quanto os fósseis precisam ser de grande valor científico;
  • dar uma notável contribuição para o desenvolvimento sócio-econômico da região como um todo (geoturismo, guias, artesanato, etc.);
  • contribuir antes de tudo para a formação dos alunos, estudantes e adultos nas geociências, assim como para a educação ambiental;
  • contribuir para a proteção e promoção do meio ambiente atual, bem como da herança geológico-palentológica nele existente; isto quer dizer: no geoparque interligam-se a história da Terra, a natureza, o homem/mulher e a cultura (UNESCO, 2006, p. 1)." (DUARTE e MIRANDA, 2011, p.250-251).

Em relação às redes socias, a pesquisa foi realizada com 15 instituições que atuam direta ou indiretamente no Território do Geoparque Araripe. O estudo de Duarte e Miranda (2011) conclui que este território é povoado por diferentes atores e que os mesmos exercem diferentes papéis e atividades. Constatou, também, que a maioria das instituições pesquisadas tem como função produzir, preservar e difundir conhecimentos relacionados às suas respectivas áreas de atuação, sendo que o fator que as unem é a questão ambiental. O artigo defende que a Gestão em Rede é a melhor estratégia de gerenciamento para o Geoparque Araripe, uma vez que permitirá também uma maior articulação e integração entre os diferentes parceiros presentes no seu território.
FONTE:
DUARTE, Francisco; MIRANDA, José. Geoparque Araripe como pólo difusor do conhecimento no semiárido nordestino. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, João Pessoa, v. 1, n. 2, p. 249-265, jul./dez. 2011. http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc. ISSN: 2236-417X.
WEBSITE do Geopark do Araripe: http://geoparkararipe.org.br

07 agosto 2012

Relatório Final: Vulnerabilidades das Megacidades brasileiras às mundanças climáticas (Inpe/Unicamp)

Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo (Relatório Final).

Editado por: Carlos A. Nobre e Andrea F. Young.
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Universidade Estadual de Campinas
Dezembro de 2011



Uma versão do relatório parcial, publicado em 2010, pode ser lida aqui.

06 agosto 2012

Livro: Environment and Citizenship in Latin America (2012)

Este livro foi publicado em 2012 pelo Centre for Latin American Research and Documentation - CEDLA. O CEDLA é um centro interuniversitário sediado em Amsterdã (Holanda) que se dedica à estudar a América Latina.

Coloco em destaque o primeiro capítulo, intitulado "Citizens, society and nature: sites of inquiry, points of departure" que é de autoria dos organizadores Alex Latta e Hannah Wittman.

Destaco também o capítulo três, de Fabio de Castro, que trata de populações tradicionais em áreas protegidas no Brasil. [CASTRO, Fabio. Multi-scale environmental citizenship: Traditional populations and protected areas in Brazil. In: LATTA, Alex and WITTMAN, Hannah. Environment and Citizenship in Latin America: Natures, subjects and struggles. (CEDLA Latin America studies - CLAS book 101). Berghahn books, London, 2012.]

O livro pode ser consultado no google books e também na página da editora Berghahn



Conteúdo

Chapter 1. Citizens, Society and Nature: Sites of Inquiry, Points of Departure
Alex Latta and Hannah Wittman

Section One:  Assembling Nature’s Citizens

Chapter 2. Environmental Citizenship and Climate Security: Contextualizing Violence and Citizenship in Amazonian Peru
Andrew Baldwin and Judy Meltzer
Chapter 3. Multi-Scale Environmental Citizenship: Traditional Populations and Protected Areas in Brazil
Fábio de Castro
Chapter 4. "Sin Maíz No Hay País”: Citizenship and Environment in Mexico's Food Sovereignty Movement
Analiese Richard
Chapter 5. Social Participation and the Politics of Climate in Northeast Brazil
Renzo Taddei

Section Two: Environmental Marginality and the Struggle for Justice

Chapter 6. Negotiating Citizenship in the Maya Biosphere Reserve, Guatemala
Juanita Sundberg
Chapter 7. Peru’s Amazonian Imaginary: Marginality, Territory and National Integration
María Teresa Grillo and Tucker Sharon
Chapter 8. Citizenship regimes and post-neoliberal environments in Bolivia
Jason Tockman
Chapter 9. Chile is Timber Country: Citizenship, Justice and Scale in the Chilean Native Forest Market Campaign
Adam Henne and Teena Gabrielson

Section Three:  Citizens, Environmental Governance and the State

Chapter 10. Access Denied: Urban Highways, Deliberate Improvisation and Political Impasse in Santiago, Chile
Enrique R. Silva
Chapter 11. Environmental Collective Action, Justice and Institutional Change in Argentina
María Gabriela Merlinsky and Alex Latta
Chapter 12. Environmentalism as an Arena for Political Participation in Northern Argentina
Brian Ferrero
Chapter 13. Legislating “Rights for Nature” in Ecuador: The Mediated Social Construction of Human/Nature Dualisms
Juliet Pinto



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