21 dezembro 2012

Fim do mundo ou fim do calendário maia?


Eis o doodle do Google em comemoração ao fim do calendário maia (21/12/12)





Dois cartuns sobre o fim do calendário maia, garimpados do Coletivo Ácido Cético:



Criação: Dan Piraro (Bizarro)


Criação: Leigh Rubin 


"Quem diria..." que o fim do mundo já tinha chegado

Enquanto esperamos o fim do mundo, sugiro dar uma olhada no texto "Quem diria..." de autoria de Maria Lucia Sampaio (senhora minha mãe):

Trecho:

E não é que o mundo acabou mesmo? 

Pois é, acabou, ponto final e não há nada pra fazer! Quem diria? 

E eu que tinha certeza de que esta história de “fim do mundo” era bobagem... Calendário maia, quem iria acreditar? 

Mas, se conseguirmos parar e pensar um pouquinho só, vamos perceber que não acabou de repente. Foi acabando aos poucos e a gente nem deu bola!

Mais em http://maria-lucia.blogspot.com.br/2012/12/quem-diria.html

19 dezembro 2012

Expansão urbana da cidade de São Paulo (1800-2000)

Os mapas e arquivos mostrando a expansão urbana de São Paulo estão acessíveis gratuitamente no site da Lincoln Institute of Land Policy, como parte do Atlas da Expansão Urbana, organizado por Angel (2010). Mais informações sobre o Atlas no site.

Fonte: ANGEL, S., PARENT, J.;  CIVCO D.; BLEI, A. Atlas of Urban Expansion. Cambridge MA: Lincoln Institute of Land Policy, 2010. Online at http://www.lincolninst.edu/subcenters/atlas-urban-expansion/.

Sobre o projeto:

"The Atlas of Urban Expansion provides the geographic and quantitative dimensions of urban expansion and its key attributes in cities the world over. The data and images are available for free downloading, for scholars, public officials, planners, those engaged in international development, and concerned citizens. The global empirical evidence presented here is critical for an intelligent discussion of plans and policies to manage urban expansion everywhere."

Sobre os mapas da seção 2 "30 Cities in Historical Perspective, 1800-2000" 

Esta seção traz os mapas com a expansão urbana de 30 cidades em nove regiões. Dentre elas está a cidade de São Paulo.

"The maps in this section of the atlas are composite digitized maps of the built-up area in a given city in different dates. The actual built-up area of the city at each date was calculated using ArcGIS software. The population associated with each map was interpolated from available historical population data, assuming a constant population growth rate in the intervening period. A total of 261 maps were used to calculate urban extent and average population densities and their change over time in the 30 cities in the sample, an average of 8.7 maps per city approximately 19±1 years apart."




Nove regiões e 30 cidades retratadas no projeto Global Historical Samples of Cities, 1800-2000


Mancha urbana de São Paulo (1880-2000)

 Figura: Mancha urbana de São Paulo em 1881, 1905, 1929, 1949, 1974. (Main Page)




Figura: Panorama geral de São Paulo: Metric Page

Sobre os mapas da seção 1 

Foram escolhidas 120 cidades das nove regiões do globo para serem mostradas em mapas com a evolução entre 1990-2000. Dentre as cidades brasileiras estão São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Guarujá (SP), Ilhéus (Bahia), Guarujá (SP), Jequié (Bahia).

Figura: As 120 cidades selecionadas para o período 1990-2000.



Arquivos espaciais

Formato KML - Na seção 5 "Google Earth Data for the Universe of 3,646 Cities" pode-se fazer download dos arquivos com as manchas urbanas para Google Earth. (aqui)

Formato SHP - Na seção "4: Geographic Information System (GIS) Data for Cities" pode-se baixar os arquivos em formato shapefile que podem ser abertos em softwares de Sistema de Informação Geográfica (SIG) - (aqui)


Tabelas com a densidade por ano

As tabelas com a densidade de cada uma das 30 cidades em cada ano está na seção Section 3: Urban, National and Regional Data (aqui) ou diretamente no link abaixo:

Density Data from the 1800-2000 Historical Study of Densities for 30 Urban Areas


São Paulo (Brasil)

Ano Densidade Demográfica (hab./hectare)
1890 158
1900 130
1910 110
1920 97
1930 86
1940 84
1950 81
1960 76
1970 72
1980 77
1990 88
2000 88






Nota/errata:

Na seção 1 e 2 a cidade de São Paulo aparece na tabela como sendo localizada no Chile e não no Brasil


Para comprar em papel:


O Atlas pode ser adquirido em papel no site.

18 dezembro 2012

Artigo de Alex Peloggia (2012) sobre percepção de risco


A percepção do risco geológico e o psiquismo de diferentes culturas: por exemplo, por que “não há risco” no Japão?

Alex Ubiratan Goossens PELOGGIA, Any Marise ORTEGA


Resumo

A percepção de risco pode ser considerada um dos elementos essenciais na construção de um processo de gestão eficaz, em geral pressupondo-se uma relação direta entre percepção e reações de caráter positivo no sentido da diminuição do risco. Todavia, como uma função mental construída em meio social, a percepção de risco se particulariza de acordo com a cultura. Neste trabalho são discutidas particularidades do comportamento com relação ao “risco” na sociedade japonesa tradicional, o que permite uma interpretação psicanalítica da questão que pode ser aplicada ao caso brasileiro.

Palavras-chave: risco geológico, percepção, psiquismo, psicanálise.

Abstract

The perception of risk can be considered an essential element in building an effective management process, generally assuming a direct relationship between perception and reactions of positive character that give the sense of lowering the risk. However, as a mental function built into the social environment, the perception of risk is particularized according to each culture. This paper discusses the peculiarities of behavior with respect to "risk" in traditionalJapanese society, which allows a psychoanalytic interpretation of the question that can be applied to the Brazilian case.

Keywords: geological risk, perception, psyche, psychoanalysis.

Citação:

PELOGGIA, A.; ORTEGA, A. A percepção do risco geológico e o psiquismo de diferentes culturas: por exemplo, por que “não há risco” no Japão? In: Anais do Congresso Brasileiro sobre desastres naturais 2012, Rio Claro, São Paulo, 2012. 

07 dezembro 2012

A linha e a curva do tempo de Oscar Niemeyer (1907-2012)

Oscar Niemeyer (1907-2012)



A linha do tempo


Linha do tempo interativa, clicando aqui você vai para a página da Fundação Oscar Niemeyer e ao clicar nos quadrados abre-se uma foto com mais informações.


A curva do tempo

 

Propaganda publicada na Folha de São Paulo (7/12/12) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Mais sobre Oscar Niemeyer


04 dezembro 2012

Revista do Instituto Humanitas Unisinos sobre Lixo

IHU Revista do Instituto Humanitas Unisinos Nº 410 - Ano XII - 03/12/2012 - ISSN 1981-8769 ON-LINE. Disponível aqui.

A era do lixo Números impressionantes revelam a produção de lixo na sociedade contemporânea. Somos, efetivamente, uma civilização do lixo. A revista IHU On-Line desta semana discute a realidade e os desafios da “era do lixo”. Participam desta edição, Maurício Waldman, Raúl Néstor Alvarez, Eglé Novaes Teixeira, Antônio Cechin, Elisabeth Grimberg, Carlos Roberto Vieira da Silva Filho e Clóvis Benvenuto.





28 novembro 2012

Metrópoles em Movimento

Já havia mencionado esse trabalho em postagem de 2008. Agora resolvi incluir os quatro GIFs animados elaborados pelos autores do projeto Metrópoles em movimento (veja mais informações abaixo). Os mapas animados mostram a expansão urbana das cidades de Delhi (India), São Paulo (Brasil), Montreal (Canada), Cairo (Egito).


Delhi (1950-1997)

Cairo (1950-1989)



Montreal (1760-1981)

São Paulo (1952-1983)

Fonte: http://www.cartographie.ird.fr/metropoles.html

DUREAU F.DUPONT V.LELIÈVRE E.LÉVY J.-P.LULLE T. (éd.). Métropoles en mouvement Une comparaison internationale. 2000. Ed. IRD, Économica. (mais)

Sobre outros projetos: http://www.mpl.ird.fr/suds-en-ligne/fr/metropol/ville1.htm

Date de parution : novembre 2000
ISBN : 2-7099-1457-3 
Editions ECONOMICA 49 rue Héricart, 75015 Paris 
http://www.economica.fr 
Librairies et points de vente de l'IRD 
http://www.editions.ird.fr/librairies/

26 novembro 2012

Lista de softwares geoespaciais livres [Org. LAPIS/UFAL]


O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS) é uma unidade de investigação e desenvolvimento integrada no Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Dica do Geodireito.

Abaixo está a lista de softwares livres publicada em 8 de novembro de 2012 e extraída do site do LAPIS hoje. 

SOFTWARES DE DISTRIBUIÇÃO LIVRE

Uma seleção de software para o processamento de dados geoespaciais é apresentada nas Tabela 1.1 e Tabela 1.2. Observe que pode ser necessário algum tempo para se encontrar o melhor software para uma tarefa ou projeto específico.

Terminologia:

Freeware: Freeware (uma combinação das palavras “free” e “software”) é um software que está disponível para uso sem custos nem taxas, mas, geralmente, com um ou mais direitos de uso restritos. Comparado com o FOSS (vide abaixo), o código fonte não é usualmente publicado e, assim, o software não pode ser modificado ou ajustado por terceiros.

FOSS: Software livre e de código aberto (free and open-source software – F/OSS, FOSS), ou FLOSS (free/libre/open-source software) é um software que é: 1) de distribuição livre e de código aberto. É licenciado de forma que os usuários tenham o direito de usar, copiar, estudar, modificar e aperfeiçoar o seu projeto através da disponibilidade do seu código fonte.

Tabela 1.1. Softwares de Sistemas de Informação Geográfica (SIG – em inglês, GIS) de distribuição livre


Terra MA2
Monitoramento, Análise e Alerta
http://www.dpi.inpe.br/terrama2/
TerraMA2 (antigo SISMADEN) é um produto de software, um sistema computacional, baseado em uma Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, em inglês), que fornece a infra-estrutura tecnológica necessária para o desenvolvimento de sistemas operacionais para monitoramento de riscos ambientais e de alerta. TerraMA2 fornece serviços para reunir dados atualizados através da internet e adicioná-lo ao banco de dados do sistema de alerta, os serviços de manipular / analisar os novos dados em tempo real e verificar se existe uma situação de risco, comparando com os mapas de risco ou um modelo definido; serviços para executar / editar / criar novo risco e modelos de alertas; serviços para criar e notificar alertas aos usuários do sistema, e outros serviços básicos e avançados.


GRASS
http://grass.fbk.eu/
Software para gestão de dados espaciais, análise, processamento de imagem, produção de mapa, modelo espacial e visualização. O GRASS é usado atualmente no meio acadêmico e comercial ao redor do mundo. O GRASS é um projeto da Fundação Geoespacial de Código Aberto.


gvSIG
http://www.gvsig.org/web/
O gvSig é um aplicativo para desktop projetado para capturar, armazenar, manusear, analisar e implantar qualquer tipo de informação geográfica referenciada, a fim de solucionar problemas de gestão complexa e de planejamento.


ILWIS
Integrated Land & Water Information System
http://www.ilwis.org/
http://52north.org/downloads/ilwis
ILWIS (Sistema de integração de informações de terra e água) é um software para processamento vetorial e matricial (raster). As características do ILWIS incluem digitalização, edição, análise e visualização de dados.


MAPWINDOW
http://mapwindow.org/
O projeto MapWindow incorpora o SIG de distribuição livre (FOSS GIS) a uma extensiva arquitetura de plugin.


Diva-GIS
http://www.diva-gis.org/
Útil para mapeamento e análise de dados de biodiversidade, como distribuição de espécies ou pontos de ocorrência de espécies. Lê e escreve formatos de dados padrão, como arquivos Shape da ESRI. Roda em Windows e em Mac OSX.


DMAP
http://www.dmap.co.uk/
Software de mapeamento projetado especificamente para produzir mapas de distribuição e mapas de referência.


SAGA
System for Automated Geoscientific Analyses
http://www.saga-gis.org/
System for Automated Geoscientific Analyses (SAGA – Sistema para Análises Automatizadas Geocientíficas).


SPRING
Sistema de Processamento de Informações Georeferenciadas
http://www.dpi.inpe.br/spring/
Sistema de Processamento de Informações Georeferenciadas: um SIG é um sistema de processamento de imagem, com modelo de dados orientado a objetos, que proporciona a integração de dados matriciais (raster) e vetoriais. Está disponível em português, inglês e espanhol, via Internet.


QUANTUM GIS
http://www.qgis.org/
O QGIS é um Sistema de Informações Geográficas de código aberto e é uma ferramenta SIG de uso amigável. É licenciado pela Licença Pública Geral (GNU). O QGIS é um projeto da Fundação Geoespacial de Código Aberto (OSGeo). Roda em Linux, Unix, Mac OSX e Windows. Suporta diversos formatos vetoriais, matriciais (raster) e de banco de dados.
Obs.: uma ampla gama de complementos para o software SIG pode ser encontrada em:http://freegeographytools.com/
Tente, também, o website do USGS:http://www.usgs.gov

Tabela 1.2. Softwares para processamento de imagens de distribuição livre


BILKO
http://www.noc.soton.ac.uk/bilko/
Bilko é um sistema completo para o aprendizado e o ensino de habilidades em análise de imagens por sensoriamento remoto. As rotinas integradas podem ser aplicadas à análise de qualquer imagem em um formato apropriado e inclui uma ampla gama de funções padrão de processamento de imagem.


InterImage
http://www.lvc.ele.puc-rio.br/projects/interimage/
Software de código aberto para análise de imagem orientada a objeto para interpretação automática da imagem.


Orfeao Toolbox
http://www.orfeo-toolbox.org/otb/
Orfeo Toolbox: desenvolvido pelo CNES da França, para análise de imagem orientada a objeto (OBIA). Mais fácil de usar no Linux.


OpenDragon
http://www.open-dragon.org/
Proporciona software de alta qualidade, nível comercial e de distribuição livre para processamento de imagem por sensoriamento remoto, destinado a usuários em escolas e universidades.


MultiSpec
https://engineering.purdue.edu/~biehl/MultiSpec/
Desenvolvido na Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, para analisar dados de imagem multiespectral e hiperespectral.


PANCROMA
http://www.pancroma.com/
Utilitários para análise multiespectral e para processamento de imagem de satélites.


RAT
Radar Tools
http://radartools.berlios.de/
O RAT é uma poderosa ferramenta de software de código aberto para processamento de dados de sensores remotos do SAR – Synthetic Aperture Radar (Radar de Abertura Sintética).


MAP READY
http://www.asf.alaska.edu/downloads/software_tools
O kit de ferramentas do MapReady para sensoriamento remoto aceita dados de nível 1 detectados pelo SAR, dados do tipo single look do SAR e dados ópticos ASF. Ele pode corrigir o terreno, geocodificar, aplicar decomposições polarimétricas e salvar em formatos genéricos de imagem, incluindo GeoTIFF. Inclui visualizador de imagem, visualizador de metadados e conversor de coordenadas de projeção.


SPRING
Sistema de Processamento de Informações Georeferenciadas
http://www.dpi.inpe.br/spring/
Software SIG de código aberto com análise de imagem orientada a objeto (OBIA) para interpretação automática de imagem.


TNT LITE
http://www.microimages.com/
TNTlite é uma versão livre do TNTmips. Tem todas as características da versão profissional, exceto que o TNTlite limita o tamanho dos objetos do arquivo de projeto. Além disso, os processos para exportar estão desabilitados.
Obs.: o software mantido pelo projeto OSGeo pode ser testado ou usado sem instalação, via Live-DVD:http://live.osgeo.org/en/index.html

07 novembro 2012

Cartaz do V CPEASul

Abaixo reproduzo as ilustrações do Cartaz do V CPEASul - Colóquio de Pesquisadores em Educação Ambiental da Região Sul, que ocorreu entre 25 e 29 de setembro de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande – FURG – Rio Grande, RS. 


Cartaz (fonte)

Ilustração Quero-quero (fonte)


Ilustração Rodapé (fonte)

Ilustração Cavalo e Araucária (fonte)


Durante o evento houve uma exposição dos vencedores da 1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental. Abaixo reproduzo o desenho ganhador do primeiro lugar, de Benjamin Caffali; o segundo lugar, de Rafael Corrêa (Cidade enlatada) e também o trabalho selecionado de Zbgniew Kolaczek, Butterfly. 

Primeiro Lugar
fonte

Segundo lugar

26 outubro 2012

Mapas de Londres produzidos por Charles Booth

Aí vai uma dica do colega Thais Tartalha Lombardi que está em Londres fazendo o doutorado sanduíche no London School of Economics and Political Science (LSE). Ela teve acesso aos trabalhos de Charles Booth e seu acervo online.

Nas palavras dela:

"Hoje em uma das minhas aulas falaram sobre um sujeito chamado Charles Booth, que mapeou Londres no começo do século XIX atribuindo cores às diversas regiões da cidade segundo as inferências da polícia sobre a situação econômica da cidade. A LSE tem os arquivos e acabou de lançar um aplicativo incrível para celulares que permite que vc veja como era cada lugar de Londres no século XIX e hj."

Abaixo reproduzo a página que mostra os mapas comparando de 1898 e 2000.


(melhor usar navegador Firefox)

Mais material de Charles Booth

Resenha do livro Os Riscos, organizado por Yvette Veyret (2007)


Reproduzo abaixo a resenha do livro de Yvette Veyret (Os Riscos, o homem como agressor e vítima do meio ambiente) realizada pela professora Aureanice de Mello Corrêa. Esta resenha foi originalmente publicada no Boletim da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia  (ANPEGE) Nº 4, 2ª Quinzena de Agosto de 2007. Disponível: aqui 

Mais sobre o livro no Site da Editora Contexto



Comentário sobre a matéria jornalística veiculada pelo jornal O globo sob o título A vida por um triz e resenha da Introdução do livro: Os Riscos, o homem como agressor e vítima do meio ambiente, organizado por Yvette Veyret publicado pela Editora Contexto, São Paulo, 2007.

Por Aureanice de Mello Corrêa (Professora Doutora do Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

Na esteira do mal-estar e indignação da sociedade brasileira provocada pelo acidente aéreo do Airbus -320 da TAM em São Paulo no aeroporto de Congonhas diante da prática dos cidadãos eleitos por voto para o exercício de governar o país que vem se tornando naturalizada por estes - de omissão, descaso e impunidade, o jornal O Globo (28 de julho de 2007) com a matéria de primeira página intitulada A VIDA POR UM TRIZ - no Caderno Prosa e Verso -promove a divulgação do livro OS RISCOS, O HOMEM COMO AGRESSOR E VÍTIMA DO MEIO AMBIENTE, organizado por Yvette Veyret, geógrafa e professora da Universidade Paris X através da entrevista concedida à jornalista Rachel Bertol pela especialista em tela.

Na entrevista Veyret sinaliza que o mundo historicamente vem se deparando com as calamidades e catástrofes, porém a noção de risco é relativamente recente e que contemporaneamente vem ganhando destaque nos debates e análises efetuados por técnicos, acadêmicos, governos e sociedade civil sobre a questão denominada gestão de risco . (Ver BECKER, U. (1986) Die Risikogesellschat des Verschwindens [A Sociedade de Risco] Frankfurt: Suhrkamp ; BRUSEK, F.J. (2001) A Técnica e Os Riscos da Modernidade. Florianópolis. Editora da UFSC). Segundo a entrevistada os riscos são muitos e vinculados aos mais variados domínios, isto é, temos desde as catástrofes naturais aos colapsos econômicos, passando pelos acidentes industriais, doenças (como um dos exemplos, gripe aviária) até o caos urbano e o terrorismo, e destaca como mais um dos exemplos desta amplitude do risco em seu relato, o acidente aéreo com o Airbus da TAM em São Paulo, ocorrido na semana anterior à matéria jornalística.

Traçando uma breve apreciação sobre o conteúdo do livro que organizou Veyret expõe que os artigos analisam em distintas regiões do mundo a situação de risco e aponta que no capítulo dedicado à América Latina, esta se encontra graduada em três situações vinculadas a uma política de gestão insuficiente. O Brasil em conjunto com a Argentina e Venezuela ocupa uma posição intermediária em relação aos que categoriza como países avançados sob uma política de gestão insuficiente do risco a Colômbia, Chile, México e Equador e, o que considera como os pouco satisfatórios, o Peru e a Bolívia. Ao sinalizar a diferença de níveis de conscientização sobre o risco - entre os países desenvolvidos, destacando como os da Europa e os países em desenvolvimento, a geógrafa declara que esta configuração possui como uma das conseqüências a proliferação de discursos de cunho catastrofistas especialmente aqueles proferidos pelos governos.

Trabalhando com a diferença do nível de conscientização que é operado sob as práticas culturais e desejos e necessidades engendradas subjetivamente e agenciados coletivamente, expõe que na África os maiores riscos ainda possuem referência na fome, em contrapartida, no Japão o risco se encontra no comportamento passivo da população que culturalmente formada para a obediência finda por gerar uma falta de iniciativa individual da população, fato que aumentou a gravidade de situação de risco, ou vulnerabilidade desta população diante do terremoto que atingiu Kobe em 1995. Expõe também que na América Latina a situação de risco se adensa nas cidades com alta concentração urbana, especialmente as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade do México. Por fim, declara que o crescimento da população urbana mundial tornou-se o fator determinante no século passado para desenvolvimento da noção de risco, sendo que a globalização atuou/ atua como responsável para que esta noção socialmente construída assumisse proporções dramáticas nos primórdios deste século XXI.

23 outubro 2012

Mapas imaginários 2 [revista Nature]

Capa da revista Nature de outubro de 2012 mostra um mapa de Jasiek Krzysztofiak com um continente em formato de microscópio.





The new map of science

Today more nations – from China and India to Singapore, Brazil and South Korea – are taking their place at the high table of research alongside the traditional science superpowers. At the same time national boundaries are being transcended through collaboration networks and 'brain circulation'. In this special issue Nature examines how the movement of people and ideas will change how science is done, how it is funded and the questions that it addresses.



Mais em:


Mapas imaginários



The Visual Work Of Mike Lemanski







Atlas by Fernando Vicente
Fonte: InspireFirst







Map of Heaven 

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