24 julho 2013

Relatório do Imazon sobre Desmatamento em Áreas Protegidas da Amazônia (2012-2013)

As 10 Áreas Protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) da Amazônia Legal com mais alertas de desmatamento em 2012 e 2013 foram, em ordem decrescente do tamanho de área desmatada: Flona do Jamanxim (PA), APA Triunfo do Xingu (PA), Florex Rio Preto-Jacundá (RO), Flona de Altamira (PA), TI Cachoeira Seca do Iriri (PA), FERS Mutum (RO), TI Kayabi (PA/MT), APA Rio Pardo (RO), TI Apyterewa (PA), TI Marãiwatsede (MT).

Os dados estão no relatório do Imazon elaborado por Araújo et al (2013) que mostra também que elas tem algo mais em comum do que o desmatamento:


"O que elas têm em comum: ocupantes ilegais e ausência de plano de gestão (com exceção de duas); além de ausência ou falha da fiscalização em algumas delas. Isso as torna vulneráveis às ameaças que enfrentam, pois todas elas estão em área de expansão ou melhoria de infraestrutura, o que atrai imigrantes e torna o desmatamento mais atrativo economicamente."


Abaixo estão alguns mapas e gráficos selecionados da publicação:




Mapa do desmatamento na Amazônia, com destaque para as Áreas Protegidas mais desmatadas segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), entre agosto de 2012 e março de 2013


Áreas Protegidas mais desmatadas no Estado do Pará e no norte do Mato Grosso entre agosto de 2012 e março de 2013 (SAD).



As 10 Áreas Protegidas mais desmatadas na Amazônia entre agosto de 2012 e março de 2013 (SAD).


Referência

ARAÚJO, E.; MARTINS, H.; BARRETO, P. LIMA, A. Áreas Protegidas da Amazônia Legal com mais alertas de desmatamento em 2012-2013 Belém, PA: Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 2013. Disponível AQUI.

Poluição do ar em Porto Alegre


Uma reportagem do dia 15 de julho de 2013 do Globo G1 mostra que o ar de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, contém concentrações elevadas de material particulado, os dados que isso traz ao organismo e aos cofres públicos e a dificuldade de controlar essa poluição.

Grande parte da reportagem é baseada nos dados da Prof.a. Claudia Ramos Rhoden, da Universidade Federal de Ciências da Saúde Porto Alegre - UFCSPA. (link para curriculo lattes: http://lattes.cnpq.br/8581973221292737) 

A seguir trechos da reportagem  de Dayanne Rodrigues (RODRIGUES, D. Ar de Porto Alegre é duas vezes mais poluído do que aceitável, diz pesquisa. Globo G1. 15/07/2013. Disponível aqui)

O problema do Material particulado:

+ “Esse poluente, essa partícula, ele vem da queima do combustível, de carros e veículos pesados principalmente, e também é oriunda do atrito do pneu no asfalto, da borracha no asfalto. Então, vem tanto da borracha quanto do pavimento”, explica a professora de Farmacologia e Toxicologia, Claudia Ramos Rhoden. 

+ “Essas partículas pequenas não conseguem ser filtradas no nariz ou serem protegidas, o organismo não fica protegido pela via respiratória superior, e elas conseguem chegar no pulmão. Algumas partículas são tão pequenas que conseguem se dispersar ou conseguem circular por todo o organismo atingindo diferentes órgãos”, constata a pesquisadora. 


+ Um outro estudo analisou amostras do ar em seis cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em média, o ar da capital é duas vezes mais poluído do que o recomendado pelos padrões internacionais. Mas em alguns momentos do dia esse índice é ainda pior, como nos horários de pico, no início da manhã e no fim da tarde.


+ A reportagem presenciou um teste com um aparelho que mede a quantidade de poeira no ar no meio da tarde e o resultado foi um índice de poluição cinco vezes acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Gastos públicos com doenças relacionadas:

Um levantamento da Universidade de São Paulo (USP) feito em seis capitais aponta que Porto Alegre gasta, por ano, R$ 360 milhões para o tratamento de doenças causadas pela poluição.

Ilha de ar puro em Porto Alegre:

+ Mas há lugares onde ainda é possível respirar bem na capital gaúcha: Belém novo, na Zona Sul. Esta região, que também abriga outros bairros como Lami e Hípica, é considerada pelos pesquisadores a menos poluída.

Monitoramento da qualidade do ar:

+ Das 13 estações de monitoramento da qualidade do ar que existem atualmente em Porto Alegre e Região Metropolitana, só quatro funcionam.

+ A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) tem duas unidades de monitoramento que também não funcionam. 

Formas de remediação e alternativas:

+ Uma forma encontrada para tentar amenizar o problema foi cobrar dos proprietários de carros poluentes. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) da capital já realiza a operação ar puro, que multa quem dirige carro que emite fumaça preta.

+ “A gente poderia começar a pensar na melhoria do transporte coletivo, na qualidade do combustível desses veículos, na qualidade do motor desses veículos, em função de quanto está queimando realmente de combustível, e na qualidade também não só do veículo em si, mas também da pavimentação”, opina Claudia.


Mais postagens sobre poluição do ar:

http://profissaogeografo.blogspot.com.br/2009/07/cartazes-de-saude-publica.html

http://profissaogeografo.blogspot.com.br/2009/07/chumbo-em-sao-paulo.html


20 julho 2013

Shapefiles do Projeto Global Administrative Areas (GADM)

Global Administrative Areas (GADM)


No site do GADM é possível baixar arquivos com malhas espaciais com as divisões administrativas de diversos países do mundo em diversos formatos (Shapefile, ESRI personal geodatabase, ESRI file geodatabase, Google Earth .kmz, RData)

O Sistema de Coordenadas das malhas é Lat/Long com Datum WGS84. 

É possível fazer o download dos arquivos de todo o mundo de uma só vez ou cada país individualmente:

Download de País a país: http://www.gadm.org/country
Download de Todos os países: http://www.gadm.org/version2 - (arquivo zipado com 300 MB) 




Sobre o projeto GADM

"GADM was developed to support various activities, including georeferencing of textual locality descriptions (the BioGeomancer project) and for mapping census type data. The database is currently developed by Robert Hijmans. Major contributions have been made by Nell Garcia, Arnel Rala, and Aileen Maunahan at theInternational Rice Research Institute and by John Wieczorek and Julian Kapoor at the Univeristy of California, Berkeley, Museum of Vertebrate Zoology. We thank many individuals and organizations for sharing data (also see the Documentation page), in particular the International Center for Tropical Agriculture (CIAT, Andy Jarvis), ICRISAT and ILRI. Andy Nelson provided much of the country level codes and membership information. The development of GADM was partly supported by the Gordon and Betty Moore foundation for the BioGeomancer project."
"These data are freely available for academic and other non-commercial use. Redistribution, or commercial use, is not allowed without prior permission."
Para consultar mais arquivos shapefile: clique aqui

17 julho 2013

Livro: Epidemiologia básica [2010]

Livro:

BONITA, R.; BEAGLEHOLE, R.; KJELLSTROM, T. Epidemiologia básica. 2.ed. São Paulo, Santos. 2010. 213p. ISBN 978-85-7288-839-4.

Disponível para download em http://whqlibdoc.who.int/publications/2010/9788572888394_por.pdf (3 MB)



Fonte da capa: aqui

Artigo: Desigualdades sociais na distribuição espacial das hospitalizações por doenças respiratórias em Salvador - Bahia

Desigualdades sociais na distribuição espacial das hospitalizações por doenças respiratórias

Social inequalities in spatial distribution of hospital admissions due to respiratory diseases

Desigualdades sociales en la distribución espacial de las hospitalizaciones por enfermedades respiratorias

Resumo

Para verificar as desigualdades sociais nas hospitalizações por doenças do aparelho respiratório em Salvador, Bahia, Brasil, 2001-2007, realizou-se estudo ecológico espacial, tendo como unidade de análise zonas de informação. Estas foram estratificadas considerando um indicador de condições de vida e analisadas por regressão de Poisson. A distribuição espacial das taxas de hospitalização por doenças do aparelho respiratório variou de 3,3 a 80,5/10 mil habitantes. Asma, pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresentaram padrão espacial heterogêneo, no qual estratos de piores condi-
ções de vida apresentaram maior risco de ocorrência dessas internações. A taxa de hospitalização por doenças do aparelho respiratório foi 2,4 vezes maior no estrato de condições de vida muito baixas do que no primeiro estrato. Houve redução das desigualdades para pneumonia e aumento para asma e DPOC. A existência de forte gradiente social reforça a hipótese de que aspectos socioeconômicos são determinantes
das hospitalizações por doenças do aparelho respiratório.

Doenças Respiratórias; Hospitalização; Distribuição Espacial da População; Desigualdades em Saúde

Referência:

ANTUNES, Fernanda Pedro; COSTA, M.; PAIM, J.; VIEIRA-DA-SILVA, L.; CRUZ, Á; NATIVIDADE, M; BARRETO, M. Desigualdades sociais na distribuição espacial das hospitalizações por doenças respiratórias. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 7, jul. 2013 . Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2013001100009&script=sci_arttext. Acesso em 17 jul. 2013.

Mapas com os índices de condição de vida e as taxas de hospitalização por doenças respiratórias em Salvador (Bahia).


Plataforma Web de cartografia Social do Labocart-UFC

Plataforma Web de cartografia Social do Labocart-UFC (Beta)


http://www.labocart.ufc.br/

Laboratório de Geoprocessamento da Universidade Federal do Ceará (UFC)




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