31 julho 2012

Cartilha: mudanças climáticas


Mudanças climáticas: O clima está diferente. O que muda na nossa vida
Cartilha ilustrada sobre Mudanças Climáticas. Gestão de Comunicação Institucional – GCI. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Coordenação: Maria Virginia Alves. Ilustrações: Jean Galvão
Disponível aqui


Capa


Ilustração: O que isso afeta a nossa vida



Ilustração: Como o homem está mudando o ambiente




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Outras cartilhas disponíveis:

Pesquisar o Universo para entender a Terra...

Cartilha destinada ao público infanto-juvenil sobre temas científicos desenvolvidos pelo INPE








Mudanças Climáticas

Cartilha elaborada pelo INPE, destinada ao público infanto-juvenil, sobre mudanças no clima do planeta







INPE 50 anos

INPE 50 anos - Conquistar o espaço para cuidar da Terra








Um passeio pelo INPE

Cartilha destinada ao público infanto-juvenil sobre as atividades do INPE










O Futuro Que Queremos

Cartilha destinada ao público infanto-juvenil sobre temas de sustentabilidade desenvolvidos pelo INPE





Conheça mais sobre o projeto de difusão do conhecimento e elaboração de cartilhas didáticas: aqui

Cartilha: Passeio pelo Inpe


"Um passeio pelo Inpe". Cartilha ilustrada sobre as atividades do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Gestão de Comunicação Institucional – GCI.Gestão de Comunicação Institucional – GCI. 
Coordenação: Maria Virginia Alves. Ilustrações: Jean Galvão
Disponível aqui

Capa da cartilha

Ilustração mostrando um satélite trabalhando para mostrar o desmatamento


Infográfico: como se faz a previsão do tempo




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Outras cartilhas do INPE disponíveis:


Pesquisar o Universo para entender a Terra...

Cartilha destinada ao público infanto-juvenil sobre temas científicos desenvolvidos pelo INPE








Mudanças Climáticas

Cartilha elaborada pelo INPE, destinada ao público infanto-juvenil, sobre mudanças no clima do planeta






INPE 50 anos

INPE 50 anos - Conquistar o espaço para cuidar da Terra









O Futuro Que Queremos
Cartilha destinada ao público infanto-juvenil sobre temas de sustentabilidade desenvolvidos pelo INPE






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23 julho 2012

Livro: Cartografia Social e Dinâmicas Territoriais (2010)


Segundo livro organizado por Henri Acselrad sobre Cartografia social, este livro foi publicado em 2010 pelo IPPUR da UFRJ

No site do Laboratório de Estado, Trabalho, Território e Natureza (ETTERN) pode-se ler a apresentação sobre o livro e baixar o PDF do livro (link para download aqui).

O primeiro livro organizado pelo Henri Acselrad sobre cartografia social, em 2008, pode ser baixado no site do ETTERN, leia mais sobre esse livro aqui.

Cartografia Social e Dinâmicas Territoriais: marcos para o debate


Para fazer download do livro completo: clique aqui.

A aprovação da convenção da OIT , em 1989, iniciou uma série de amplas mudanças políticas nas relações entre os indígenas - e , em menor medida, a população negra- e suas terras tradicionais nas terras baixas tropicais da américa Latina. Esta convenção estabelece uma base legal para os direitos culturais, a auto-determinação, e o reconhecimento das terras tradicionais. além de converter-se em uma lei nacional , uma vez ratificada, esta convenção foi incorporada a muitas reformas constitucionais que se generalizam na região desde 1990. Um dos resultados destes desenvolvimentos tem sido o mapeamentos dos direitos a terras pelas comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. Historicamente , os mapas serviram como instrumerntos do império para despossuir os indígenas e os povos negros ruraris de suas terras , mas agora estas populações estão remapeando os espaços: aprenderam que devem mapear ou serão mapeados. Os obícuos projetos de cooperação internacional sobre mapeamentos que hoje encontramos no Brasil e na América Latina em geral, alterarram a forma pela qual as pessoas expressam sua relação com a terra e entre si, assim como redefiniram a maneira pela qual confluem a identidade, o território e as práticas políticas.

Sumário

Apresentação

Mapeamentos, identidades e territórios

Mapeamentos participativos e atores transnacionais: a formação de identidades políticas para além do Estado e dos grupos étnicos

Reforma Agrária e territórios: uma reflexão preliminar sobre o lugar das políticas de reconhecimento na questão agrária

Sistemas de Informação Geográfica e iniciativas participativas de mapeamento: estratégias, ambiguidades e assimetrias.

Direitos territoriais e mapeamento participativo na América Latina

Conflitos territoriais e disputas cartográficas: tramas sociopolíticas no ordenamento territorial do Oeste do Pará

Memória e resistência: a experiência do mapeamento participativo da comunidade quilombola de Linharinho, Espírito Santo.



Para fazer download do livro completo: clique aqui.

Livro: Cartografias sociais e território (2008)

Este livro primeiro livro sobre cartografia social publicado pelo IPPUR da UFRJ, em 2008, é fruto do projeto "Experiências em cartografia social e constituição de sujeitos nos conflitos ambientais”, desenvolvido no ETTERN/ IPPUR/UFRJ, com o apoio da Fundação Ford. O livro foi organizado por Henri Acselrad como um dos resultados do Seminário “Cartografias sociais e território”, realizado no Rio de Janeiro no mesmo ano. No site do Laboratório de Estado, Trabalho, Território e Natureza (ETTERN) pode-se ler essa apresentação, que reproduzo abaixo, além de fazer download do livro

Ficha catalográfica:

Cartografias sociais e território / Henri Acselrad (organizador).- Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, 2008. 168 p.; 18 cm. - (Coleção Território, ambiente e conflitos sociais; n.1).ISBN 978-85-86136-04-7. Disponível on-line.






Cartografias Sociais e Território


Uma cartografia popular é possível? As modernas tecnologias de informação espacial têm habilitado certas comunidades a fazer mapas de suas terras e do uso de seus recursos, assim como a afirmar a legitimidade  de direitos tradicionais sobre recursos, apropriando-se das técnicas e modos de representação tradicionais do Estado. Ao longo das últimas décadas este tipo de  mapeamento levou, em certos países, à demarcação e à assinatura de tratados sobre terras reivindicadas, à compensação por perda de terras, à demarcação de territórios indígenas, à definição de planos de manejo de recursos naturais, à reconstituição da geografia histórica dos deslocamentos forçados de população, entre outros usos e tramas territoriais. Os mapas podem dar aos membros da comunidade mais conhecimento sobre os seus recursos, mas também facilitam a agentes de fora adquirir este conhecimento, obtendo informação estratégica gratuitamente. Atores externos que apóiam financeiramente os projetos de mapeamento comunitário desempenham papel-chave, influenciando a definição dos que se beneficiarão da adoção das tecnologias de informação espacial. As implicações destas decisões podem ser de longo alcance na reestruturação das relações de poder e das instituições relacionadas à posse, acesso e uso dos recursos. Isto posto, a ampliação das práticas e a diversificação das formas da representação espacial deram lugar à constituição de um verdadeiro campo da  representação cartográfica, do qual cabe caracterizar seu modo de instituição, operação, assim como suas implicações sobre as disputas territoriais.


Sumário


Apresentação

Introdução

Disputas cartográficas e disputas terrritoriais

O lugar dos mapas nas abordagens participativas

O poder de mapear: efeitos paradoxais das tecnologias de informação espacial

Uma introdução à cartografia crítica

Produção de conhecimento através do Sistema de Informações Geográficas Crítico: genealogia e perspectivas

Uma virada cartográfica?

02 julho 2012

Artigo sobre Alexander von Humboldt e a Geografia

Em 2005 escrevi um artigo sobre Alexander von Humboldt baseado nas leituras para a disciplina do mestrado em Geografia na Unicamp ministrada pelo Prof. Antonio Carlos Vitte. Ele foi publicado na Revista Caminhos de Geografia em 2008.


A Geografia de Alexander von Humboldt: diálogos entre arte e complexidade


Resumo

Este artigo trata das conexões e das heranças do pensamento de Alexander von Humboldt na geografia. O objetivo é expor as conexões do pensamento de Humboldt com as mais recentes abordagens da filosofia da ciência (teorias da relatividade e do caos, complexidade, cibernética, ambientalismo e interdisciplinaridade). Este artigo é um exercício de abstração que propõe identificar a herança de pensamentos e as práticas de Humboldt desde a perspectiva das pesquisas geográficas atuais. Para isso realizo um levantamento breve da carreira de Humboldt, associando seu relacionamento com relevantes pensadores europeus como influenciadores do seu pensamento. Também faço a exposição de algumas tendências filosóficas e pedagógicas recentes em que o pensamento e a prática de Humboldt podem ser claramente percebidos. O artigo demonstra que a influência de Humboldt persiste dois séculos depois na geografia brasileira, o que faz dele um dos grandes pioneiros das abordagens geográficas atuais.


Estrutura do artigo

1. Introdução
2. Uma outra geografia
3. Humboldt e a geografia
4. Pensamento de Kant em Humboldt
5. Mecanicismo ou vitalismo
6. Holismo e macroscopia
7. Considerações finais
8. Bibliografia

Alguns trechos e figuras

FIGURA 1 – Diferenças no ponto de vista dos vitalistas e dos mecanicistas.


Fonte: LEWIN, Roger. Complejidad: El caos como generador del orden. Barcelona: Tusquets Ediciones, 2002. 243 pp.

Roger Lewin (LEWIN, 2002), um grande entendido na questão dos estudos da complexidade, procura representar graficamente as diferenças entre as visões de mundo dos vitalistas e a dos mecanicistas (Fig. 1). Na sua tentativa as duas visões são confrontadas, bem de acordo com a interpretação dialética, de tese e antítese, que foi proposta anteriormente.

Assim, os vitalistas, crentes da existência de uma alma, “força ou centelha vital”, partem da análise da estrutura global e universal, para descobrir as interações locais, no nível da unidade. No sentido contrário, os mecanicistas, reduzindo tudo às leis da física, partem de uma abordagem local mínima para chegar ao global e às leis universais.

Como podemos observar, a proposta simplificadora e didática de Lewin exclui o holismo do contexto das visões de mundo, o que reforça nossa intenção em apresentar o tema da visão holística num próximo item, e sua representação, na figura 2.


FIGURA 2 – Representação das diferentes visões: através do telescópio (telescope), do microscópio (microscope) e do macroscópio (macroscope).




Fonte: ROSNAY, Joël de. The Macroscope: a new world scientific system. London: Harper & Row, 1979. Disponível em http://pespmc1.vub.ac.be/macroscope/default.html

Ao invés de chamar de “cosmovisão”, preferimos utilizar uma derivação da palavra "macroscope" (macro, grande, e skopein, observar) que foi cunhada por Joël de Rosnay (ROSNAY, 1975) para expressar uma nova visão sobre o mundo (Fig. 2). Uma visão qualitativamente e quantitativamente diferente da obtida com o uso do telescópio para focalizar o infinitamente grande, de um lado, e do microscópio para olhar o infinitamente pequeno, de outro. O “macroscópio”, pelo contrário, rompe com esta dicotomia ou ditadura do olhar, e proporciona uma visão orientada para captar as interconexões da relação natureza-sociedade, uma visão voltada para o infinitamente complexo. 

Mas, o que mais chama atenção nesta “expressão imagética”, de macroscopía, criada por Rosnay - um pensador da complexidade, da cibernética, da cibercultura, dos ciborgues, e outros cibers -, casa-se bem com a idéia que temos do ponto de vista (standpunkt) de Humboldt. Esse movimento de ir e vir com o olhar, esse possível “trânsito” multi-escalar do observador de acordo com o ponto de vista, esse jogo de alternância do olhar telescópico do macrocosmo para o olhar microscópico do microcosmo, ao mesmo tempo.

Pelas palavras de Rosnay (1975: 10): “O macroscópio não é uma ferramenta como as outras. Ele é um instrumento simbólico constituído de vários métodos e técnicas emprestadas de diferentes disciplinas. (...) O macroscópio pode ser considerado o símbolo de uma nova maneira de ver, entender e agir”. Ou ainda, uma ferramenta que “filtra os detalhes e amplifica as interconexões que os unem”.

(...)

A relação com Humboldt é ainda maior se lembrarmos da didática, da interdisciplinaridade e da “inutilidade” almejadas por ele, e o que diz no prefácio do Cosmos (Humboldt, 1978: XXVIII apud Ricotta, 2003: 201): “A pintura geral da natureza desce das mais remotas manchas nebulosas e da gravitação em torno das estrelas duplas das regiões do espaço até os fenômenos telúricos da geografia dos organismos (plantas, animais, raças de homens)”.

Assim, percebemos a aproximação do macroscópio com o standpunkt que permite pintar a natureza através de um jogo de escalas (particular e universal, micro e macro) tão próprio da geografia, e que fica muito evidente na discussão da síntese holismo e do simbólico em Schelling.


Referência:


DAGNINO, Ricardo de Sampaio. A Geografia de Alexander von Humboldt: Diálogos entre Arte e Complexidade. Caminhos da Geografia (UFU. Online), v. 9, p. 65-83, 2008. 

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