23 julho 2012

Livro: Cartografias sociais e território (2008)

Este livro primeiro livro sobre cartografia social publicado pelo IPPUR da UFRJ, em 2008, é fruto do projeto "Experiências em cartografia social e constituição de sujeitos nos conflitos ambientais”, desenvolvido no ETTERN/ IPPUR/UFRJ, com o apoio da Fundação Ford. O livro foi organizado por Henri Acselrad como um dos resultados do Seminário “Cartografias sociais e território”, realizado no Rio de Janeiro no mesmo ano. No site do Laboratório de Estado, Trabalho, Território e Natureza (ETTERN) pode-se ler essa apresentação, que reproduzo abaixo, além de fazer download do livro

Ficha catalográfica:

Cartografias sociais e território / Henri Acselrad (organizador).- Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, 2008. 168 p.; 18 cm. - (Coleção Território, ambiente e conflitos sociais; n.1).ISBN 978-85-86136-04-7. Disponível on-line.






Cartografias Sociais e Território


Uma cartografia popular é possível? As modernas tecnologias de informação espacial têm habilitado certas comunidades a fazer mapas de suas terras e do uso de seus recursos, assim como a afirmar a legitimidade  de direitos tradicionais sobre recursos, apropriando-se das técnicas e modos de representação tradicionais do Estado. Ao longo das últimas décadas este tipo de  mapeamento levou, em certos países, à demarcação e à assinatura de tratados sobre terras reivindicadas, à compensação por perda de terras, à demarcação de territórios indígenas, à definição de planos de manejo de recursos naturais, à reconstituição da geografia histórica dos deslocamentos forçados de população, entre outros usos e tramas territoriais. Os mapas podem dar aos membros da comunidade mais conhecimento sobre os seus recursos, mas também facilitam a agentes de fora adquirir este conhecimento, obtendo informação estratégica gratuitamente. Atores externos que apóiam financeiramente os projetos de mapeamento comunitário desempenham papel-chave, influenciando a definição dos que se beneficiarão da adoção das tecnologias de informação espacial. As implicações destas decisões podem ser de longo alcance na reestruturação das relações de poder e das instituições relacionadas à posse, acesso e uso dos recursos. Isto posto, a ampliação das práticas e a diversificação das formas da representação espacial deram lugar à constituição de um verdadeiro campo da  representação cartográfica, do qual cabe caracterizar seu modo de instituição, operação, assim como suas implicações sobre as disputas territoriais.


Sumário


Apresentação

Introdução

Disputas cartográficas e disputas terrritoriais

O lugar dos mapas nas abordagens participativas

O poder de mapear: efeitos paradoxais das tecnologias de informação espacial

Uma introdução à cartografia crítica

Produção de conhecimento através do Sistema de Informações Geográficas Crítico: genealogia e perspectivas

Uma virada cartográfica?

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