29 maio 2010

Homenagem para Milton Santos - Dia do Geógrafo 2010

Parabéns aos geógrafos!!



Agradeço à colega Ana Stumpf Mitchell pela dica dessa música que apresenta um trecho do livro do Milton Santos na voz de Hebe Alves!

CD: "Salve as Folhas" (2007) - Representa o material didático utilizado nas oficinas "Compreendendo o Meio Ambiente a partir da audição", iniciado em 2007 pelo Instituto do Meio Ambiente, através da DEAMA (Bahia).

Composição: Danilo Caymmi/Dudu Falcão

Percussão: Giba Conceição
Texto: Milton Santos
Voz: Hebe Alves
Violão: Mario Ulloa




Trecho falado é baseado em um texto do geógrafo Milton Santos.
Veja dos detalhes:
Letra de "O Bem e o Mal"
"O que eu quero dizer é que a busca da utopia, é algo de ancestral e companheiro do homem . Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela tão pouco é possível pensar porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
Trecho da Conferência magna proferida por Milton Santos no I Seminário Nacional Saúde e Ambiente no Processo de Desenvolvimento, em 12 de julho de 2000. Um dos eventos que marcou o centenário da Fundação Oswaldo Cruz.
Versão 1:
"A mensagem mais importante que gostaria de passar é que a busca da utopia é algo ancestral e companheirodo homem. O que distingue o ser humano dos outros animais não é o dedão, é exatamente o fato de queele é portador de utopia. Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela também é impossível pensar, porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
(referência: SANTOS, Milton. Saúde e ambiente no processo de desenvolvimento. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2003, vol.8, n.1, pp. 309-314. ISSN 1413-8123. p.310. Disponível em http://www.scielosp.org/pdf/csc/v8n1/a24v08n1.pdf)
Versão 2:
"O que eu quero dizer (mesmo,) é que a busca da utopia, é algo de ancestral e companheiro do homem (, porque o que distingue o homem dos outros animais não é esse dedão, é exatamente o fato de que ele é portador de utopia. Eu sei que hoje se costuma ridicularizar quem fala em utopia, mas não me preocupo em insistir que sem ela não vale a pena viver, e sem ela tão pouco é possível pensar porque o pensamento não é produzido a partir do que houve, nem do que há."
(Conferência Magna Dr. Milton Santos – USP. I Seminário Nacional Saúde e Ambiente no processo de Desenvolvimento – 12 de julho de 2000. Disponível: http://leonildoc.orgfree.com/milton.htm)

07 maio 2010

Notícia Pesquisa Fapesp: Morre Daniel Hogan

Republicando a partir de Revista Fapesp Online
NOTÍCIAS
Morre Daniel Hogan
Demógrafo alertou sobre os impactos das mudanças climáticas nos centros urbanos
Edição Online - 28/04/2010


A maioria dos estudiosos das mudanças climáticas olha para o céu e para os levantamentos históricos para prever o comportamento do tempo. Com um olhar complementar, Daniel Hogan olhava para a terra – mais exatamente, para as cidades. Um dos raros especialistas em ciências humanas voltados à avaliação dos impactos das alterações do clima, em novembro de 2009 Hogan apresentou as conclusões de um levantamento que havia coordenado, mostrando que um dos pontos da cidade do Rio de Janeiro mais sensíveis aos excessos do clima eram as proximidades da lagoa Rodrigo de Freitas e as Baías de Guanabara e de Sepetiba – de fato, essas áreas e as pessoas que viviam nelas estavam entre as mais atingidas pelas chuvas intensas do início deste ano no Rio. Já em São Paulo as áreas mais sensíveis são as próximas ao leito dos rios Tietê e Pinheiros, espaço de inundações constantes sob as chuvas de dezembro e janeiro.
Hogan, que morreu em consequência de um câncer na bexiga na madrugada do dia 27, era um dos coordenadores do projeto Megacidades, um amplo estudo sobre o clima, solo, relevo e condições de vida de populações de cidades como São Paulo apoiado pelo Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais. Um de seus propósitos era fazer com que as conclusões desse estudo chegassem a quem pudesse trabalhar para evitar tragédias causadas pelos temporais do início de cada ano.
Homem cortês e prestativo, voz sempre baixa, Daniel Joseph Hogan era professor de demografia e pesquisador dos Núcleos de Estudos de População (Nepo) e de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Hogan chegou à Unicamp em 1972, depois de ter se graduado em Letras no Le Moyne College, em Syracuse, Estados Unidos, e feito o mestrado em sociologia do desenvolvimento e o mestrado em demografia, ambos na Universidade Cornell, também nos Estados Unidos. Na Unicamp, vinculou-se ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e foi pró-reitor de pós-graduação de 2002 a 2005. “Com sua capacidade de articulação e diálogo, Hogan conseguiu criar uma ampla rede de pessoas dedicadas a pensar e trabalhar por um mundo mais sustentável, justo e humano”, comentou a diretora do Nepo, Regina Maria Barbosa, ao Jornal da Unicamp.
“Daniel foi um pesquisador original e imaginativo que, além da contribuição científica, foi determinante para várias iniciativas institucionais. Na FAPESP sua participação foi determinante para trazer uma visão multidisciplinar com foco nas humanidades para programas como o BIOTA e o Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais”, comentou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. “Seu modo tranquilo de debater, sempre com tom suave, palavras bem escolhidas e ideias fundamentais definiram o resultado de muitas discussões científicas e institucionais e estabelecem um modelo para a vida acadêmica. Sua ausência será muito sentida.”

01 maio 2010

Maquiando fotos aéreas (Condomínio Jardins da Barra)


As empresas G. e B.N. responsáveis pelo empreendimento imobiliário Jardins da Barra (Onde a vida floresce, segundo o slogan) estão fazendo publicidade photoshopada, maquiando fotos aéreas do local onde será construído o condomínio.

Em publicidade na Folha de SP (01/05/2010) pode-se ver que alguns edifícios em primeiro plano estão fora de foco, apesar de um conjunto de pequenas casas aparecer em foco. Nota-se também que uma área foi colorida de cinza e a área onde será construído o condomínio aparece em cor verde.


Pesquisando no Wikimapia (imagem abaixo) consegue-se identificar o que a empresa queria esconder na propaganda. O que aparece em cinza é o terreno onde está sendo construído o Centro de Treinamento do Corinthians, as construções fora de foco - à esquerda na foto - são as casas da Vila Nelo, localizada ao lado da Telha Norte. A área onde será construído o condomínio pode ter sido coberta de verde pois vê-se que o terreno está com solo bastante mexido e exposto, além de existir uma parte coberta por algo (cimento?) ao lado de uma construção, e isso não ficaria bonito numa propaganda.

No site OLX é possível conferir algumas fotos de como será o condomínio, entre elas está essa abaixo que mostra como serão as torres gêmeas.

Abaixo pode-se ver a propaganda da forma como foi publicada no jornal.

Em tempo, a responsável pela propaganda e pela photoshopada é a empresa de publicidade Archote. (abaixo, imagem extraída do portfólio da empresa)


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