28 julho 2009

Cartazes de Saúde Pública

Selecionei alguns cartazes interessantes sobre saúde pública que podem ser encontrados emVisual culture and Public Health Posters.

O poster "How Indoor Air Pollutants Affect the Body" (Como os poluentes atmosféricos afetam o corpo), foi produzido em 1987 pela American Lung Association e mostra um esquema de como as toxinas presentes na poluição atmosférica entram no organismo e aonde elas atacam.

Abaixo, o poster "The Air We Breathe" (1980) da American Lung Association mostra como a atmosfera está inerconectada. A poluição gerada tanto no ambiente urbano e industrial (no fundo da paisagem) se confunde com outras fontes de poluição no meio rural (trator, em primeiro plano).


Este, chamado "Could Lead Be Poisoning Your Child?" (O chumbo pode estar envenenando sua criança?) de 1995, foi elaborado pela Vermont Department of Health. No cartaz pode-se notar que a criança aparentemente é saudável e parece brincar com seu carrinho. Entretanto, esta é justamente a mensagem que o cartaz quer mostrar: nem sempre uma criança saudável está imune de ter grandes concentrações de chumbo no sangue (adquiridas durante a infância) e que apenas mais tarde, na vida adulta, poderão aparecer.


Sugiro dar uma olhada na página da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estads Unidos (US National Library of Medicine) que também mantém um rico acervo sobre História da Medicina e diversas imagens de época.

22 julho 2009

Chumbo em São Paulo

Na versão em papel da Folha de São Paulo de 19/07/2009 foi publicada a reportagem "Chumbo contamina Ibirapuera, diz pesquisa" de Ana Paula Boni. (misteriosamente a versão on-line não traz a reportagem, mas uma versão dela pode ser conferida no site do IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares).

Trata-se de uma pesquisa inédita da engenheira florestal Ana Paula G. Martins, doutoranda do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, com cascas de árvores de cinco parques de São Paulo: Ibirapuera, Trianon, Luz, Aclimação e Previdência.
Os parques Ibirapuera e Trianon registram os mais altos índices de chumbo entre os parques pesquisados.

De acordo com a reportagem de Ana Paula Boni, não na Folha mas sim no site do IPEN: "Um eucalipto na borda do Ibirapuera, no trecho em que uma lombada faz os carros diminuírem a velocidade na avenida Quarto Centenário, carrega em seu tronco informações sobre o impacto da frota de 6,5 milhões de veículos e 321 helicópteros da capital. Sem falar no fluxo de cerca de 500 aviões que pousam e decolam diariamente no vizinho aeroporto de Congonhas."

Abaixo, mapa interativo com localização dos Parques estudados, os aeroportos de São Paulo e as estações de monitoramento utilizadas no relatório da CETESB (2009).



Visualizar Parques São Paulo em um mapa maior

A reportagem da FSP ainda destaca que:

"O metal foi banido do combustível dos automóveis, mas ainda está presente na gasolina de aviação. Não por acaso, os parques estão na rota mais intensa do tráfego aéreo da metrópole, cuja frota de helicópteros só perde para a de Nova York. Por isso, a hipótese de o chumbo vir da gasolina de aviação ganha força.

A química Ana Maria Graciano Figueiredo do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares), diz que hoje o metal pode mesmo vir em maior parte do céu. Mas faz uma ressalva. "O chumbo pode estar acumulado desde a época em que era permitido na gasolina de carros."

A poluição que vem do alto entrou na agenda do poder público. Em um mês, o estudo de impacto ambiental realizado no aeroporto de Congonhas receberá um parecer da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Com o laudo final, a secretaria vai determinar o controle das emissões de poluentes tanto na terra quanto nos ares."

Coincidência, ou não, a CETESB acaba de publicar relatório sobre a evolução das concentrações de Chumbo no Ar de São Paulo (anexado a seguir). O relatório, de junho de 2009, conclui que houve diminuição de chumbo no ar da capital (p.9): "A efetiva redução dos níveis de chumbo observados na atmosfera da RMSP, em relação ao início da década de 80, pode ser atribuído, em grande parte, à introdução do álcool e da proibição do chumbo no combustível automotivo."

06 julho 2009

Geografia e psicologia na cognição espacial dos macacos

Reportagem de Thiago Romero divulgada hoje (6/7/2009) no site da Fapesp com título "Cognição espacial dos macacos" apresenta alguns resultados da pesquisa unindo o Instituto de Psicologia e o Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo mostra que os macacos-prego (Cebus nigritus), em sua busca por alimentos na mata atlântica, podem se utilizar de um sistema de orientação alocêntrico, comum aos seres humanos (usado para a localização de um objeto relacionado à localização de outros objetos posicionados externamente ao indivíduo) além do mecanismo de orientação egocêntrico (utilizado quando a localização de um objeto está relacionada à posição do próprio indivíduo).

Os animais analisados na pesquisa vivem no Parque Estadual Carlos Botelho (PECB), no município de São Miguel Arcanjo, interior paulista.

A pesquisa faz parte do doutorado de Andréa Presotto ("Mapas cognitivos de primatas: análise de movimentos e rotas de Cebus nigritus apoiada por sistemas de informação geográfica”) orientado pela professora Patrícia Izar, do Departamento de Psicologia Experimental, e co-orientado pelo professor José Bueno Conti, do Departamento de Geografia Física da USP. A pesquisa tem a participação da bolsista de mestrado Mariana Dutra Fogaça.

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