16 novembro 2008

Mudanças climáticas e Dinastias chinesas

Extraído da Folha de São Paulo (Caderno Ciência, 7/11/2008)

Poder chinês sucumbiu a mudanças do clima

Estiagens coincidiram com queda de dinastias, revela o registro geológico

Dados das monções da Ásia coincidem com registros feitos nos Alpes e na América; chuvas ajudaram a estabilidade política

"Science"
Amostra de caverna do norte da China analisada para estudo

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL 

Clima, radiação solar e cultura. Na China, o ritmo das monções (sistema climático que transporta calor e umidade por sobre uma das regiões mais populosas do planeta) ajudou até a derrubar algumas poderosas dinastias, mostra estudo publicado hoje na revista "Science".
Os dados da intensidade dos períodos de seca e de chuva foram obtidos para um intervalo de tempo correspondente aos últimos 1810 anos. As informações químicas estavam registradas em uma rara estalagmite (formação calcária que se deposita lentamente) na caverna Wanxiang, no norte do país.
A concentração de dois tipos de átomo de oxigênio na estalagmite varia de acordo com o clima -se mais seco ou mais chuvoso. Como o calcário se deposita em camadas nessa rocha com o passar dos anos, é possível saber, ao analisar sua composição, como períodos de estiagem e de chuvas se sucederam ao longo da história.
Os resultados do estudo, feito por chineses e americanos, revelam três intervalos onde as monções foram anormalmente fracas -o que resultou em períodos de estiagem.
As primeiras grandes secas, no período estudado, ocorreram entre os anos 850 e 940. O segundo intervalo foi entre 1350 e 1380. As últimas alterações climáticas bem marcadas dataram de 1580 a 1640.
Durante essas três grandes secas, indica o estudo, ocorreram mudanças importantes na história política da China.
As seis primeiras décadas do primeiro intervalo seco coincide com o fim da dinastia Tang. Em meados do século 14 começou a decadência da dinastia Yuan. E, na virada do século 16, quem deixou o poder foi a importante dinastia Ming.
O clima, defendem os autores, teve um papel importante em todas essas mudanças. "Mas é claro que outros fatores também pesaram", disse à Folha Hai Cheng, geólogo da Universidade de Minnesota (EUA) e co-autor da pesquisa.
No mesmo período em que a seca prejudicava as ambições políticas da dinastia Tang, no século 9º, do lado de cá, no centro do continente americano, os maias declinavam.
A correlação também é positiva com as informações já processadas sobre as épocas de retração e aumento da quantidade de neve sobre os Alpes suíços. "Essa é uma relação bastante clara", afirmam os autores. No período em que as monções de verão na Ásia foram mais fracas, as geleiras nos montes europeus avançaram. A recíproca, neste caso, também é verdadeira.



Mais água no arroz
As concentrações de isótopos (tipos diferentes) de oxigênio também revelam períodos onde o clima favoreceu a dinastia que estava no comando do território chinês.
Isso ocorreu, principalmente, entre 960 e 1020. Com mais chuva, o cultivo do arroz prosperou, a população aumentou e a estabilidade no poder, controlado pela dinastia Song, foi total, disse Cheng.
Apesar da relação positiva entre as monções e a política, os dados analisados a partir dos anos 1960 do século passado não batem com todo o restante da série histórica. Ou seja, a alteração das monções não é explicada pela variabilidade natural do clima de forma direta.
"O enfraquecimento das monções neste último período pode ser resultado de forças antropogênicas [aquecimento global]", diz Cheng. A questão, agora, é saber se isso terá conseqüências políticas.

PARA SABER MAIS:

Science 7 November 2008:
Vol. 322. no. 5903, pp. 940 - 942
DOI: 10.1126/science.1163965




REPORTS

A Test of Climate, Sun, and Culture Relationships from an 1810-Year Chinese Cave Record



Pingzhong Zhang,1 Hai Cheng,2* R. Lawrence Edwards,2 Fahu Chen,1 Yongjin Wang,3 Xunlin Yang,1Jian Liu,4 
Ming Tan,5 Xianfeng Wang,2 Jinghua Liu,1 Chunlei An,1 Zhibo Dai,1 Jing Zhou,1Dezhong Zhang,1 Jihong Jia,1 
Liya Jin,1 Kathleen R. Johnson6
A record from Wanxiang Cave, China, characterizes Asian Monsoon (AM) history over the past 1810 years. The summer monsoon correlates with solar variability, Northern Hemisphere and Chinese temperature, Alpine glacial retreat, and Chinese cultural changes. It was generally strong during Europe's Medieval Warm Period and weakduring Europe's Little Ice Age, as well as during the final decades of the Tang, Yuan, and Ming Dynasties, all times that were characterized by popular unrest. It was strong during the first several decades of the Northern Song Dynasty, a period of increased rice cultivation and dramatic population increase. The sign of the correlation between the AM and temperature switches around 1960, suggesting that anthropogenic forcing superseded natural forcing as the major driver of AM changes in the late 20th century.
1 Key Laboratory of Western China's Environmental Systems (Ministry of Education), College of Earth and Environment Sciences, Lanzhou University, Lanzhou 730000, China.
2 Department of Geology and Geophysics, University of Minnesota, Minneapolis, MN 55455, USA.
3 College of Geography Science, Nanjing Normal University, Nanjing 210097, China.
4 Nanjing Institute of Geography and Limnology, Chinese Academy of Sciences, Nanjing 210008, China.
5 Institute of Geology and Geophysics, Chinese Academy of Sciences, Beijing 100029, China.
6 Department of Earth System Science, University of California, Irvine, Irvine, CA 92697, USA.

(http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/sci;322/5903/940?maxtoshow=&HITS=10&hits=10&RESULTFORMAT=&andorexacttitleabs=and&fulltext=china&andorexactfulltext=and&searchid=1&FIRSTINDEX=0&sortspec=date&resourcetype=HWCIT)

Science 7 November 2008:
Vol. 322. no. 5903, pp. 837 - 838
DOI: 10.1126/science.322.5903.837a

NEWS OF THE WEEK


CLIMATE CHANGE:
Chinese Cave Speaks of a Fickle Sun Bringing Down Ancient Dynasties

Richard A. Kerr

27 outubro 2008

Mapa dos biomas antropogênicos


Para ver o mapa em formato grande: clique aqui

Anthropogenic Biomes (Anthromes) of the World

Reproduzindo postagem de Elpidio Filho no Blog Geoprocessamento


"Dois cientistas propuseram uma nova forma de mapear ecossistemas que leva em consideração o homem. O novo método divide o globo em biomas antropogênicos , ou antromas, que os autores consideram que descrevem a paisagem natural alterada pelo homem. Ao invés dos tradicionais biomas baseados em clima e vegetação (tundra, florestas tropicais, desertos etc) os pesquisadores Prof. Erle Ellis da Universidade de Maryland, e Prof. Navin Ramankutty da Universiade McGill propuseram uma nova nomenclatura :“dense settlements,” “villages,” “croplands,” “rangelands,” “forested” and “wildlands". Em português uma tradução livre seria : áreas densamente povoadas, pequenas cidades, áreas agrícolas, pastagens, reflorestamento e areas de vida selvagem. Fonte: blog earthsky"

Mais informação em http://ecotope.org/projects/anthromes/

Está disponível para download uma versão em PDF de 80Mb com o mapa em alta definição: aqui. Uma dica dos elaboradores do mapa no blog Human landscapes, do Laboratory for Anthropogenic Landscape Ecology

23 setembro 2008

Workshop Socioeconomic Data and Applications Center (SEDAC)


O mapa acima mostra a riqueza das espécies animais ao redor do mundo e faz parte do projeto "Distribuição das espécies animais em GRID" (Species Distribution Grids), do Centro de Aplicação e dados Socioeconômico (SEDAC).
Semana passada participei no Núcleo de Estudos de População (NEPO) do “Workshop on Methods of Spatial Data Integration: a SEDAC user Workshop” sobre métodos e técnicas de integrar dados espaciais, tanto sociais quanto ambientais, em Sistemas de Informação Geográfica (SIG).
O curso foi ministrado pelos geógrafos Alex de Sherbinin e Susana Beatriz Adamo, do Center for International Earth Science Information Network (CIESIN) e do Socioeconomic Data and Applications Center (SEDAC), ambos ligados à Universidade de Columbia (Nova York).
Foi coordenado por Daniel Hogan e Roberto Luiz do Carmo e contou com a participação de estudantes de 3 cursos de pós-graduação da Unicamp (Demografia, Geografia e Ambiente e Sociedade) da Unicamp e pesquisadores convidados de outras instituições.
Veja a notícia publicada no website do CIESIN.
Integrating Spatial Data: Hands-on Workshop Offered in Brazil
September 18, 2008

Participants in the spatial data integration workshop offered by CIESIN staff at the University of Campinas in Sao Paulo state, Brazil, September 15-17.
CIESIN senior staff associate Alex de Sherbinin and associate research scientist Susana Adamo travelled to the University of Campinas (Unicamp) in São Paulo state, Brazil to lead a workshop on spatial data integration September 15-17. The workshop was offered to a group of staff members and graduate students at the university’s Population Studies Unit (NEPO). A variety of data integration methods developed by CIESIN were presented, accompanied by hands-on training exercises using ArcMap and Geoda software packages.
Unicamp is one of the public universities of São Paulo. Created in 1962, its original aim was to promote science education. Unicamp is now responsible for about 15% of all Brazilian research.
See: University of Campinas
Os pesquisadores vieram divulgar o extenso banco de dados espaciais que é disponibilizado on-line gratuitamente através das páginas do CIESIN e do Socioeconomic Data and Applications Center (SEDAC), ambos ligados à Universidade de Columbia (Nova York).
Abaixo vão alguns exemplos dos dados em formato shapefile para SIG que podem ser baixados da página de downloads do CIESIN:
  1. Distribuição geográfica global da vulnerabilidade à mudança climática (Global Geographical Distribution of Vulnerability to Climate Change);
  2. População do mundo em format GRID, para Sistemas de Informação Geográfica (Gridded Population of the World (GPW)version 3);
  3. Ponto críticos de Disastres Naturais: Uma análise global de riscos (Natural Disaster Hotspots: A Global Risk Analysis);
  4. Projeto de mapeamento global da população urbana e rural (Global Rural-Urban Mapping Project (GRUMP)—alpha version);
  5. Coleção de dados da Lagoa Mirim, Brasil/Uruguai (Laguna Merin Data Collection).
Os dados e produtos desenvolvidos pelo SEDAC estão disponíveis para download, dentre eles destacam-se:
I. Distribuição global da pobreza (Global Distribution of Poverty);
II. Centro de dados sobre interações humanas com o Ambiente - World Data Center for Human Interactions in the Environment (WDC); veja o exemplo do mapa da distribuição de crianças malnutridas no item do WDC dedicado à Pobreza.

23 agosto 2008

Nosso Futuro Roubado

Imagens extraídas de www.ourstolenfuture.org

“O Futuro Roubado - Estaremos ameaçando a nossa fecundidade*, nossa inteligência e nossa sobrevivência?”

* A melhor tradução para Fertility é Fecundidade, e não fertilidade como durante muitos anos foi traduzida e como aparece na capa da edição brasileira.

Isto é o que está escrito na capa do livro Our Stolen Future, publicado, em 1996, por um grupo de norte-americanos formado por Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers, e depois traduzido para diversas línguas. No original, em inglês, o prefácio é de Al Gore, ex-candidato à presidência dos EUA que pode ter perdido as eleições (fazendo um trocadilho, ele pode ter tido seu futuro como presidente roubado) por apoiar causas como essa. Este livro foi publicado em 1997 no Brasil pela editora L&PM sob o título O Futuro Roubado.

Nosso Futuro Roubado é um site mantido por um grupo de ambientalistas e pesquisadores formado por Luiz Jacques Saldanha, Fernando T. Guimarães, Elgo Schwinn e Rui B. Fialho Neto.

Esse grupo resolveu se juntar para divulgar publicamente informações em língua portuguesa sobre os efeitos das moléculas artificiais nos seres vivos. Moléculas artificiais como os disruptores endócrinos, estrogênios artificiais e diversos tipos de detergentes e plásticos (Organoclorados, Ftalatos, PBDE, PVC, etc) são capazes de imitar e/ou bloquear o comportamento dos hormônios naturais (femininos e/ou masculinos). Este fato tem preocupado diversos cientistas dedicados às questões ambientais globais bem como a reprodução e a saúde humanas.

Embora os autores do site não deixem claro, o título “Nosso futuro Comum” pode ser considerado uma crítica ao Relatório Brundtland (elaborado pela ONU em 1982 e que, através do título, homenageia a primeira-ministra da Noruega) que deu origem ao livro “Nosso Futuro Comum” publicado em 1987. Dessa forma os autores do site mostram como aquele futuro comum proposto nos anos 1980 foi se distanciando do coletivo e acabou por ser roubado, para benefício de poucos.

30 julho 2008

Densidade da População Versus População com Fome

Em "Why Burma will beat Bangaldesh: human capital matters" postado por Razib em 10 de Abril de 2008 em Science Blogs/Gene Expressions - cujo texto foi adaptado e traduzido abaixo e os mapas foram reproduzidos em seguida - é dito que os mapas da FAO (Food and Agriculture Organization of The United Nations  ou, em português, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sobre fome e subnutrição não mostram a realidade mundial pois apresentam apenas dados relativos à população, ou seja, apresentam o número de pessoas com fome em cada país em função do total de população de cada país:

Mapa 1: População com fome em cada país em função do total de habitantes de cada país

Mapa 2: Quantidade de população no mundo
Na tradução livre das palavras de RAZIB, em Science Blogs/Gene Expressions: "Eu não quero minimizar o sofrimento na África Subsaariana; mas note que esta região tem uma população de 770 milhões contra uma população de quase 1,4 bilhão no Sul da Ásia. Também, note que em nações com grande densidade populacional, como a Nigéria, a nutrição é melhor do que na maior parte do Sul da Ásia. (...) Ao ler artigos sobre a revolução econômica Indiana, tenha estes dados em mente."
------------------------------
A questão colocada é que o mapa da FAO abaixo, que é muito parecido com o mapa lá de cima, já leva em conta a densidade da população.
A intenção do Razib de relativizar a fome com a quantidade de população é muito boa mas não funciona com este mapa da FAO pois ele já está ponderado pela quantidade de população. Isso pode ser comprovado através das estatísticas que foram usadas na construção do mapa disponíveis na página da FAO, principalmente os dois primeiros arquivos de Prevalence of undernourishment in total population e Number of undernourished persons. O primeiro arquivo apresenta os números relativos de esfomeados em relação ao totalde população enquanto que o segundo mostra os números absolutos de pessoas com fome em cada país. Dessa forma, pode-se perceber que em números relativos (primeiro arquivo) a África é campeã, e que nos números absolutos de esfomeados (segundo arquivo) a Índia e depois a China estão nos primeiros lugares.

Veja os mapas animados da FAO sobre a fome no mundo.

09 julho 2008

Mapa do mundo - Habitantes por médico




(clica no mapa para ampliar)

Legenda:

Amarelo = menos habitantes por médicoVermelho = mais habitantes por médico

Fonte de Dados:
The World Health Report 2006
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Versão traduzida e adaptada por RSD a partir de:
Strange Maps

Este pôster (publicado em Setembro de 2007) estava dependurado na parede da sala de espera de um médico na Holanda. Esta é a forma que eles utilizam para mostrar aos holandeses como eles são privilegiados quando vão procurar ajuda médica e, dessa forma, tentar conscientizá-los da importância de ajudar os Médicos do Mundo (Doctors of the World) a ajudar os menos privilegiados.
Sobre o mapa:
Cuba é líder mundial na relação pacientes por médico.
Outros países que possuem uma boa relação entre médicos e habitantes são os da antiga União Soviética, cujo sistema de saúde pode ser considerado bom e barato, e os países mais economicamente desenvolvidos. Na Europa a relação de número de habitantes por médico é boa embora a Grã-Bretanha (Great Britan) e a Holanda (Netherlands) tenho uma baixa proporção de médicos por habitantes, logo atrás desses estão países vizinhos como a Dinamarca (Denmark), Bélgica (Belgium), França (France) e Alemanha (Germany).
A África se destaca no mapa com as piores relações entre habitantes e médicos, na África as piores relações estão na África Central e África Subsaariana. Alguns países da Ásia como o Butão (Butan) e Papua Nova-Guiné (Papua NG) estão logo atrás da África.
Na América Latina, a melhor relação fica com Cuba (a campeã mundial), seguida de Uruguai (Uruguay) e Argentina; abaixo desses estão o Brasil (Brazil), Chile, Bolívia e Peru. Na América Latina as piores relações entre habitantes e médicos estão com o Haiti, Nicarágua (Nicaragua), Honduras e Suriname.
Conheça o trabalho dos Médicos do Mundo (Doctors of the World): http://www.dowusa.org/
A lista completa, do país com mais médicos por habitantes para o com menos:
Cuba 170
Belarus 220
Belgium 220
Greece 230
Russia 230
Georgia 240
Italy 240
Turkmenistan 240
Ukraine 240
Lithuania 250
Uruguay 270
Bulgaria 280
Iceland 280
Kazakhstan 280
Switzerland 280
Portugal 290
France 300
Germany 300
Hungary 300
South Korea 300
Spain 300
Denmark 310
Sweden 310
Finland 320
Netherlands 320
Norway 320
Argentina 330
Latvia 330
Ireland 360
Uzbekistan 360
Mongolia 380
United States 390
Australia 400
Kirgizstan 400
Poland 400
New Zealand 420
Great Britain 440
Qatar 450
Canada 470
Jordan 490
Tajikistan 490
Japan 500
Mexico 500
Venezuela 500
Romania 550
Ecuador 650
North Korea 650
Panama 700
Syria 700
Bosnia-H. 750
Colombia 750
Lybia 750
Oman 750
Saudi Arabia 750
Tunisia 750
Turkey 750
Bolivia 800
Peru 850
Algeria 900
Bahrain 900
Brazil 900
Chile 900
Paraguay 900
China 950
Guatemala 1.100
Jamaica 1.200
South Africa 1.300
Malaysia 1.400
Pakistan 1.400
Iraq 1.500
India 1.700
Laos 1.700
Honduras 1.800
Philippines 1.800
Sri Lanka 1.800
Egypt 1.900
Vietnam 1.900
Morocco 2.000
Iran 2.200
Suriname 2.200
Botswana 2.500
Nicaragua 2.700
Thailand 2.700
Myanmar 2.800
Yemen 3.000
Namibia 3.300
Madagascar 3.400
Bangladesh 3.800
Haiti 4.000
Sudan 4.500
Nepal 4.800
Afghanistan 5.300
Cameroon 5.300
Cambodia 6.300
Zimbabwe 6.300
Kenia 7.100
Indonesia 7.700
Zambia 8.300
D.R. Congo 9.100
Gambia 9.100
Mauritani 9.100
Angola 12.500
C.A.R. 12.500
Mali 12.500
Uganda 12.500
Senegal 16.500
Bhutan 20.000
Eritrea 20.000
Lesotho 20.000
Papua NG 20.000
Rwanda 20.000
Benin 25.000
Chad 25.000
Niger 25.000
Somalia 25.000
Burundi 33.500
Ethiopia 33.500
Liberia 33.500
Mozambique 33.500
Malawi 50.000
Tanzania 50.000
This map was found here at adsoftheworld.com.
Advertising Agency: EuroRSCG Amsterdam, Netherlands
Creative Directors: Laurens Boschman, Joost van Praag Sigaar
Executive Creative Director: Lorenzo de Rita
Art Director: Laurens Boschman
Copywriter: Joost van Praag Sigaar
Account Handling: Willem Nas, Eefje Beekmans

Gráficos interativos no Google Spreadsheet (Planilha)

Dois gráficos interativos construídos por Ricardo Dagnino com a ferramenta Google Gadget, em GoogleDocs, a partir de dados do Suriname e do Brasil encontrados no Anuário Estadístico da CEPAL (disponíveis em http://websie.eclac.cl/anuario_estadistico/anuario_2007/).


1. Gráfico de tempo:

Suriname: População, Mortalidade, Natalidade e Expectativa de vida (1950-2010)

Legenda: Expectativa de vida (azul); População (vermelho); Mortalidade (amarelo); Natalidade (verde)





2. Gráfico de movimento:

Metabolismo Demográfico: Suriname e Brasil - Taxa de Crescimento, População, Mortalidade, Natalidade, Fecundidade e Expectativa de vida (1950-2010)





Tabela de dados

Mundo do Wal-Mart

Reproduzindo:
Information Design Watch


Me chamou a atenção o mapa do artista Benjamin Edwards chamado "The World of Wal-mart" e que mostra de onde vem os produtos vendidos pelo Walmart.
http://dd.dynamicdiagrams.com/?p=309

Agora, compare o mapa anterior com o mapa de População Total dos países (do Worldmapper.org)

18 abril 2008

13 março 2008

Ocupação de São Paulo (animação)

Ocupação da cidade de São Paulo
Clica na imagem para acompanhar o processo (em forma de animação).

Expansão da área urbana de São Paulo no projeto Metrópoles em movimento do IRD.

Fonte: http://www.cartographie.ird.fr/metropoles.html


DUREAU F.DUPONT V.LELIÈVRE E.LÉVY J.-P.LULLE T. (éd.). Métropoles en mouvement Une comparaison internationale. 2000. Ed. IRD, Économica. (mais)

Sobre outros projetos: http://www.mpl.ird.fr/suds-en-ligne/fr/metropol/ville1.htm



Mais cidades, na postagem de 2012

03 março 2008

Viajando com Mapas - Mensagem para Jorge Furtado

Olá,

Li um texto do Jorge Furtado na página da Casa de Cinema de Porto Alegre, o título era "Viajando em Mapas".

Achei muito legal a novidade do IBGE (http://www.ibge.gov.br/paisesat/) e a maneira como Jorge Furtado fala dos mapas.

Acho muito importante continuar fazendo mapas mesmo que se gaste muito tempo para fazer e divulgar o trabalho. Nesse sentido repito as palavras do autor, lembrando que Atlas e mapas são documentos geográficos, mas também históricos:

"O tempo necessário para revisar e publicar um bom Atlas é maior do que a longevidade de alguns países e de suas fronteiras, para não falar de suas moedas e indicadores sociais."

Não fosse assim, como seria possível comparar o Brasil do Cruzeiro com o Brasil do Real, o Brasil sem Mato Grosso do Sul e o mundo com União Soviética?

Abraço,

Ricardo


Outras curiosidades sobre viajar com mapas:

Video para memorizar o nome dos países do mundo

Geography Lesson

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