25 junho 2007

Percepção e Mapeamento de Riscos em Campinas/SP

CARPI JUNIOR, S.DAGNINO, R.SCALEANTE, O. Percepção e Mapeamento de Riscos em Campinas, SP. Olam: Ciência & Tecnologia (Rio Claro. CD-Rom), Rio Claro, v. 7, n.1, p. 545-568, 2007. Disponível em: Google Drive e ResearchgateISSN/ISBN: 15198693

RESUMO 

Este artigo apresenta as experiências sobre o método de mapeamento de riscos ambientais aplicado na bacia hidrográfica do Ribeirão das Anhumas, em Campinas, Estado de São Paulo. Constitui parte do projeto de políticas públicas financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), n.º 01/02952-1, intitulado "Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas". Participaram do processo de mapeamento diversos órgãos governamentais como a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Prefeitura Municipal de Campinas, entre outros. O projeto ocorreu entre os anos 2003-2006 e reuniu administração pública e população em reuniões públicas para a realização do mapeamento de riscos ambientais. O objetivo fundamental deste artigo é enfatizar a importância desse método de mapeamento de riscos que legitima as experiências cognitivas e a representação gráfica dentro do âmbito da percepção ambiental. Os dados foram obtidos através da integração entre as informações técnicas ou científicas e o conhecimento empírico da população que habita e trabalha na bacia. Portanto, esta experiência de mapeamento evidencia a relevância de utilizar cientificamente a percepção, o conhecimento e a informação sobre os riscos ambientais. Os principais resultados desta experiência tem sido obtidos no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à recuperação ambiental, e a melhoria das condições de vida dos moradores da bacia e do município. De outro lado, a experiência de participação popular deverá despertar uma consciência ecocidadã naqueles que participaram o que poderá gerar resultados de médio e longo prazo no estabelecimento de novas atitudes e políticas ambientais locais. Ademais, o método de mapeamento participativo de riscos poderá ser adaptado para trabalhos futuros em outros locais ou em outras escalas, como em outras bacias de Campinas.

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